Junho de 2008. 10 da matina de uma quinta feira, fim de mês asilado, todo mundo sem grana nos Montes Claros. Acabara de postar na Internet, no portal Overmundo uma crônica intitulada “Os Olhos de Jerúsia” onde falo dos meus males de amor. Dou conta ao mundo virtual do nome da mulher desejada. Uma escorpiana olhos de naja tropical.
Com as emoções em desalinho passo, em frente à lanchonete Cimentão Lanches na rua Coronel Antonio dos Anjos, ao lado do Shoping Popular, no centro. Minha atenção é atraída para a mesa de entrada do salão do bar-lanchonete-restaurante embora faça uma manhã de sol meio dengoso, a cena que vejo à mesa é romântica. Dois notívagos bebem sob forte comoção.
Saltam da mesa ao me verem passar e já me puxam pelo braço obrigando-me a tomar assento com eles. A súbita reação é motivada pela reciprocidade de pensamentos. Eles, assim como nós, estavam tocados pela mosca do amor! Por pura intuição ou sincronicidade de almas afins, me conduzem ao seu oráculo.
Naquele momento, um lugar sagrado e de padecimento etílico-emocional! As suas desditas!
Logo caem na real, ao se recordarem que não tomo bebidas alcoólicas e me ofertam um refrigerante para sacramentar a parceria. Para consolá-los falo da matéria que postei na Internet. Eles, por empatia emocional induzida pedem que eu volte a beber, apenas para estar com eles naquele momento mágico.
Expressam mesmo os seus descontentamentos em ter á mesa um adulto que não entorpece os sentidos nesse mundo de desilusões. Pode alguém viver sem se embriagar? Justifico que faço meditação há trinta anos. Esse é o meu vício, a minha fuga. Tenho o meu Sanctun onde atravesso portais diáfanos.
Informo-lhes que corro o risco de ao invés de um porto seguro encontrar o que disse Calderon de La Barca: Sonhos! Nos mundos onde transito volitando com o perispírito seres súperos me falam das Estâncias de Dziam e do Nicho de Nodim. Seriam metafísicas sem ancora da realidade?
Abrem à caixa de ferramentas e um depois do outro contam a sua desventura de amor. Após o expurgo e já consolados, estamos abraçados sobre a mesa. Os dois são velhos conhecidos.
Um cantor por profissão, o Edson Luiz, cobra mais do que criada no Butantã das ruas e quebradas do Rio de Janeiro, de tão malandro que é já virou bicho! Bebe por muitas fumaças de amor bandido. Bebe por beber, a sua alma navega no Rio Átropos.
O outro, um jovem e talentoso advogado criminalista, meu digno leitor, solicita fazer a crônica daquele momento em homenagem ao encontro de almas em padecimento de amor. Ele sofrendo ainda de uma recente separação, está comovido às lágrimas.
Prometo fazer à crônica, pois todos os encontros são transcendentais e aquele momento deverá ser eternizado pela escrita, mas eles já notam a minha pressa em sair. Justifico, pois, tenho que apanhar a neta na aula de inglês, no CCAA às 10 e meia.
Movidos pela mosca do amor ainda me seguram pelo braço. Sendo ambos compositores enquanto juntos fazem uma letra em homenagem ao momento etílico:
Eu sei desse grito amarrado na garganta/ Um dilema sem futuro/ Um amor inseguro/ Sem saber para onde vou/ Eu sou a metamorfose das palavras perdidas/ Nas noites e nas brigas/ Nas desilusões de um eterno amor/ Sou uma data vênia/ Sem caneta e sem alma/ Sou a palavra sincera/ Sou um crepúsculo dentro de você/...
Já me vou e, na despedida estando abraçado para selarmos, o comum infortúnio canto para eles de Noel Rosa “Conversa de Botequim,” sob o olhar estupefato dos clientes habituais que nos observam espantados:
Seu garçom,faça o favor de me trazer depressa/ Uma boa média que não seja requentada/ Um pão bem quente com manteiga à beça/ traga guardanapo e um copo dágua bem gelada/ Fecha a porta da direita com muito cuidado/ Que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol/ Vá perguntar ao seu freguês do lado/ Qual foi o resultado do futebol/ Se você ficar limpando a mesa/ Não me levanto nem pago a despesa/ Vá pedir ao seu patrão uma caneta, um tinteiro/ Um envelope e um cartão/ Não se esqueça de me dar palitos/ E um cigarro pra espantar mosquitos/ Vá dizer ao charuteiro que me empreste umas revistas/ Um isqueiro e um cinzeiro/ Telefone ao menos uma vez para 34-4333/ E ordene ao Seu Osório/ Que me mande um guarda-chuva/ Aqui pro nosso escritório/ Seu garçom, me empreste algum dinheiro/ Que eu deixei o meu com o bicheiro/ Vá dizer ao seu gerente/ Que pendure essa despesa no cabide ali na frente/
Saio e os deixo às lágrimas!
Três seres afetados pelos males do amor se encontram pela manhã à mesa de um bar. Estão em sintonia! Comungam a mesma desdita com diferentes tipos de comportamento. Dois são compositores (um músico e um advogado criminalista). O outro, um cronista do cotidiano
O homem atribui à alma, compromissos dos seus desejos! É a busca da Pasárgada, que existe no recôndito do seu inconsciente; é assim como uma lembrança mágica de um pensamento também mágico.
Ao entrar num bar para desafogar as suas mágoas, para inebriar-se, o ser vivente humano altera o seu consciente e expele os seus demônios, põe para fora toda a toxidez que o atormenta, consciente ou inconscientemente.
Ele pensa que assim ocorre; mas, na verdade pode estar pondo para fora apenas um camundongo que, segundo o dizer da imortal escritora: este camundongo voltará como um rinoceronte.
Toda manhã, pelas 05h30minhs, fico sentado à mesa de um bar, próximo a minha casa, tomando cafezinho, lendo ou rascunhando, e observando as pessoas que chegam para tomar a primeira dose do dia. O dia mal começa, e já começa a busca do torpor da consciência, as emanações voláteis, a aparente relaxação!
Um a um vão chegando os seres humanos afetados pelo desespero desse louco cotidiano que é a vida moderna, fregueses da pinquinha, da cervejinha, do conhaque e do traçado.
Falam, agitam, gesticulam no salão do bar, já repleto àquela hora. Após beberem, alguns partem para o seu ambiente de trabalho, onde enfrentaram a adversidade da disputa desonesta.
Verão a prostituição que macula as nossas pobres meninas de bairros, os baixos cleros, a inflação crescente, a usurpação do poder, a incerteza, o desamor, o imediatismo, a boçalidade, os preconceitos que matam e atrasam o indivíduo na sua evolução. O pensamento seletivo!
É o feitiço da dor! Que passou a ser necessário, num exercício de auto-imolação. Bebuns atores, que a cada dia inventam umas novas, para enganar o dono do bar e manter o vício. Este, o proprietário, um terapeuta sofredor, sem que saiba é o mantedor do ambiente de ilusão dos sentidos.
Ele o dono, cedo ou tarde beberá também, contaminado pela aura do ambiente. Será a vítima da egrégora!
O bar é a casa de arigó! Onde todos aplaudem a manifestação do exótico de cada participante, parceiro do conhaque do vermute e do traçado, como nos diz a velha canção. Comungam o mesmo credo sensorial recebem a mesma hóstia consagrada, verão, pela mídia, malas e malas de moedas indo e vindo, sempre em mãos que não as suas.
É a simples restrição animal do viver! A maioria não pagará a conta ao Cristo proprietário do estabelecimento.
A música caipira sai a toda do rádio! Fala de tragédias e comédias, temática platônica para uma análise profunda, sobre a finalidade e operosidade da alma como instrumento da evolução. Histórias passionais, passadas ao inconsciente daqueles que estão no torpor da bebida, e expostos aos códigos de registro do inconsciente. Estimulado pela sugestão, o consciente se encherá de razões sensoriais, comparações sobre a finalidade da vida e sua metafísica esdrúxula. As vítimas bebem para esquecer, que não esquecerão!
Uns voltam para os lares ainda abençoados, outros não! Cedo ou tarde a casa cairá. A subjetividade será usada de forma descomensurável e criará a insatisfação generalizada. Muitos dos que ali estão cairão na sarjeta ainda pela manhã, e não mais levantarão, outros se erguerão e cairão mais tarde, amanhã talvez. Outro dia, sentindo o ambiente vazio, indaguei o motivo e me informarão que somente naquela semana dois haviam falecido, outros dois, internados nos hospitais locais, para tratamento emergencial.
A emoção é um barril sem fundo, jamais encherá!
Esse Rapha! Não perde um fil da meada das vidas...loucas vidas!
Assim é a obra dos Chicos Buarques da vida, repleta de cotidianos, de calçadas, de botecos...
E viva as desilusões inspiradoras, e viva as inspiradoras ilusões. E viva eu, e viva tu, e viva o rabo do tatu!
Beijo!
Considero o texto uma bela homenagem a Noel,
e aos amigos do poeta que nos brindou com
mais uma pérola, parabéns!
Rosa Melo! E viva a cachaça Mangueira e a Cajuina cristalina!
Tânia Mara! Bom lembrar o prícipe dos boêmios! Obrigado pela passagem no meu botequim!
Orisvaldo Tanniy! Obrigado pela mensagem em edição! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 13/1/2009 14:34
Raphael, que delícia essa conversa de botequim, e se Noel sempre cabe na situação, eu ia pedir para voce que cantasse com eles diretamente do Cacique de Ramos, Almir Guineto e o samba lindo chamado Conselho é assim:
"Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital para o seu coração
É que em cada experiência se aprende uma lição
Eu já sofri por amar assim
Me dediquei mas foi tudo em vão
Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor
Assim sucumbirá a dor (tem que lutar)
Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer
Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz"
(Conselho-Adilson Bispo e Zé Roberto)
esse seu conto está maravilhoso! E nem é de se admira...Beijos.
É gente humilde, que vontade de chorar !
Um beijo !
Episódio bastante comum em cidades do interior!
Os desafortunados no amor, dividem as mazelas entre copos de cerveja, cachaça, e uma boa prosa!
Um terceiro elemento sempre aparece:- o violão onde dedilham as mágoas transformadas em musicas!
" Garçon, olha no espelho, a dama de vermnelho que vai se levantar.......e vai por ai afora!
Cena bastante familiar....rsrsr!
Muito bom...volto!
Nina Araujo! Beleza de cantiga de botequim minha cara!Faltouy a cachaça Hava, pura por origem e o tira gosto de pirão de piranha! Um beijão pela sua postagem!
Alcanú! Você também curte uma temporária dor de cotovelo! E eu que sofro a anos pela escorpiana insensível? Beleza a sua passagem no botequim meu caro overmano!
Gorete! Gorete! O Homem é um ser defasado! Chora por mulher, sofre por mulher e adora mulher! Principalmete as que já tem dono! Interior é barra minha cara! Um abraço!
A comunhão de almas, mesmo que num pequeno tempo/espaço, tendo como alvo o sofrimento por qualquer motivo, mesmo que seja um amor perdido, ou passado. Esta comunhão que tantos procuram, uns tem os seus "Sanctum Sanctorum", (entre nós é a mais limpa e iluminada forma de comunhão), outros precisam de uma mesa, em um bar, ou outro lugar qualquer, outros ainda, jogam seus anéis de formatura e saem por aí. Afinal o que valem os títulos em certas horas? E os títulos de nobreza, quando se trata da conquista do coração de uma mulher. Lendo este texto Raphael, me coloco na minha insignificância e concluo que ainda (nós homens) tanto temos que evoluir.
Texto impecavel como todos teus textos.
Parabéns..
raphaelreys · Montes Claros (MG)
CONVERSA DE BOTEQUIM
Um Encontro de Anjos,
Dois são compositores (um músico e um advogado criminalista). O outro, um cronista do cotidiano .
Isso deve de dar muitas crónicas e muitos Sambas.
Parabéns Amigo Poeta Cronista e com toda a certeza Letrista.
Abracáo Amigo
VilorBlue! A comunhão de seres afim! Meaa de bar é um oráculo de emoções atávicas. A alma tem como lastro predominante a emoção na sua for5ma mais densa e passional! Beleza o seu comentário meu caro! Obrigado!
Mestre Azuir! Quer bons ventos o trazem a mesa do nosso bar! Aqui cabem compositores com ou sem os males do amro! Um abraço!
Vou de bar em bar
com minhas desilusões –
em mim, o crepúsculo.
bjs.
José Carlos Brandão! O crepúsculo é uma plenitude da alma!
raphaelreys · Montes Claros, MG 13/1/2009 19:40Eu, particularmente, adoro conversas de botequim, exatamente por estas peculiaridades. Meus parabéns pela bela inspiração!!! Voltarei para votar...
Angela Lara · Porto Alegre, RS 13/1/2009 19:50Que trio, hein, Raphael?! Execelente, meu camarada. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 13/1/2009 19:59
Um procura consolo no outro.
Mas que pode fazer o homem
contra a solidão do homem?
bjs
Rafael, você é incrível! Sempre trazendo de volta às nossas emoções´, artistas, não esquecidos, mas às vezes, pouco lembrados. Você tirou do bau da saudade o Calderon de la Barca! E o Noel, então? Claro, sempre lembrado, principalmente nas boemias e encontros de botequim.
,Parabéns. Ivette G M
Conversa boa, rapaz. Gostei demais.
"(...)
Analista de boêmio
É a mesa de bar
Em vez de sofrer o melhor é cantar
E quando terminar
É mais um porre pra curar
E se ela não telefonar
A culpa é da bebida
Deixa rolar, deixa prá lá
Vamos beber, vamos cantar
Por que viver
É uma eterna despedida".
Mesa de Bar - Evaldo Gouveia e Jair Amorim
Raphael,
Se eu estivesse nessa roda de fossa, eu cantaria:
Durante a sua ausência
Que já está fazendo um mês
Do boteco sou freguês número um
Eu tomo cada pileque desse tamanho
Um dia me deram um banho
Para poder me despertar...
Apanhei um resfriado fabuloso
Você sabe eu sou dengoso
Insisto em lhe procurar...
Eu bebo só porque você não gosta
Bebo até cair de costa
Só paro se você voltar...
Você sabe que eu não estou acostumado
A viver embriagado
Fazendo picilone pela rua
Dia a dia se vai meu conceito
Já como nem durmo direito
Veja bem:
Seu morrer a culpa é sua... viu!
Abraços
Ângela Lara! Nada melhor do que um bom papo no botequim. É aonde se resolve todos os problemas do mundo. Obrigado pela sua presença no postado! Um abraço!
Juscelino Mendes! Um trio sofrendo dos males do amor meu caro! Um abraço pela presença!
Sônia Brandão! Os homens se juntam para falar das suas desditas e pensam se consolar com os vapores de Baco! Um abraço!
Ivete G.M.! Calderon será sempre um grande mestre da tragédia da vida! Puro tetro! Noel é o eterno deus do botequim! Um abraço!
Ivan Cezar! A mesa do bar é mesmo um microcosmo! O que se busca na verdade é a libação às emoções, principalmente as não realizadas! Um abraço!
Aglacy! Bem vindo à alma de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Essa dupla entendia de mesa de bar, de libação e de dor de cotovelo! Beleza minha menina!
Falção! Beleza de cantiga meu caro overmano! O postado virou mesmo uma mesa de bar! Parabéns pela inspiração!
raphaelreys · Montes Claros, MG 14/1/2009 05:25
As histórias, os amores, os botequins......... a pessoa brasileira.
Depois volto
abraço
andre
por aí ainda tem aquela peixada no bar 'que eu não me lembro o nome' parece que era Nelson: um alguidar de salada verde, uma xícara de caldo e uma boa cachaça enquanto se esperava o lauto pintado
ah! Montes Claros
ops, viajei...
ótimo texto camarada Raphaelreys,
abraço,
INCRÍVEL. Separei umas frases sensivelmente interessantes: "embora faça uma manhã de sol meio dengoso, a cena que vejo à mesa é romântica" - "metafísicas sem ancora da realidade" - "...de tão malandro que é já virou bicho!"
Amigo, você transmitiu da melhor forma, a mesa de botequim acolhendo as tribos urbanas, intelectuais, emocionais, inocentes... que precisam se embriagar de alguma coisa contagiante para unificar os desencontros, entre muitas coisas diferentes tentam "se fazer um todo"... Parabéns!
Fecho magistral... pela porta da esquerda pois a da direita Noel fechou.
Aplausos!
A propósito de Noel, deixo um poema por companhia :
Tributo a Noel Rosa
Herculano Alencar
Estava eu e a folha de papel
como fosse um par de namorados.
No dedo, um grafite apontado,
um fósforo apagado, um anel...
Na vitrola um disco de aluguél
tocava o seu samba mais bonito.
Cheguei até ouvir os três apitos
e o grito do gerente do motel.
Ouvi também o último desejo
por sobre o silêncio de um minuto.
Meu coração, de pronto, botou luto
por todas juras e por todos beijos...
Me debrucei na folha de papel
e fiz este poema pra Noel.
Raphaelreys, belíssimo. Maravilhoso.
Adorável, das melhores leituras. Um livro seria boa idéia!
ABRAÇO.
André Pessego! Botequim sempre foi oráculo de conversas e curtição de desditas! Obrigado pela passagem!
Carlos Mota! Ainda tem a Peixaria do Nelson! Ficou famosa e só atende ricos visitantes. Cobram agora os olhos da cara! Nelson morreu e é um sucessor! Dos seus garçons dois sairam e montaram outras casas!
Eliana Pontes! Usei várias linguagens, pois tenho leitores das minhas crõnicas de todas as tribos. Todos eles se embriagam com alguma coisa. A minha é a meditação! Me embriago de sonhos! Obrigado pela passagem! Um abraço!
Herculano Alencar! Beleza essa sua de Noel meu caro! Ouvi os três apitos da fábrica de tecidos...quando o apito/da fábrica/de tecidos/ vemrir/os meus ouvidos/eu me lemnbro de você...
Náthima Danel! Obrigado pela presença epela beleza exótica que deixou todos de boca aberta! Um beijão!
Raphael, este negocio de "gostar de mulher que já tem dono", é uma coisa por demais perigosa! kkkkkkkk
FIca arriscado a receber na cabeça, a mesma garrafa que usou pra tentar (des)afogar as mágoas!
Mas existe um ditado que diz:- a uva do quintal do vizinho é sempre mais doce! ...mas é um risco muito grande! rsrsr
Abços.....
Excelente o ritmo da conversa de botequim. Parabéns.
Isabel Furini · Curitiba, PR 14/1/2009 17:14Menino! Quanta criatividade nas palavras e nas realidades de amores passados, vividos e ultrapassados. Adorei a narrativa. Parabéns
su angelote · Jaboatão dos Guararapes, PE 14/1/2009 18:00
Desilusões... já vivi isso e já vi muitos filmes desse gênero. Mas curtir esse mal às 10 da manhã... isso eu nunca fiz não.
Novamente nos brinda com o sua crônica bem elaborada, seu humor sarcástico.
Parabéns meu amigo Raphael.
Abraços
Raphael,
e a capricorniana de olhos verdes?
Fantástico, como sempre!
Beijos.
Rafael poeta-social e cronista do quotidiano, maravilha de texto.
A única cisa que lamento é nunca ter podido fazer parte desta confraria para resgatar esta passargada. Como mulher educada no Sacre Coeur de Marie, cheia de regras, normas, etc estas coisas na época para mim não passava de folclore. Hoje penso mesmo que quisesse jamais poderia viver pois isso é coisa de Clube do Bolinha, mulher não entra. Mulher no metier é prostituta (mesmo que não seja). Por tudo isso só posso agradecer por deixar que eu entre no Seu Bar e faça parte desta confraria. Parabéns amigo voce é excelente nos seus contos. Tão bom que mergulhamos contigo na história. Beijos da amiga de sempre, Mirtes Carvalho
BELA HOMENAGEM A NOEL! QUEM NÃO AMA NUNCA SERÁ AMADO! BJS AMIGO RAFA!
MaluFreitas · Salvador, BA 14/1/2009 21:32
Ótimo texto
Imaginando a cena,cada um chorando sua desdita a seu modo
Um beijo meu anjo e tentarei vo[l]tar
Saudações, meu caro...
...Apreciado por ventura à tua sala, fico.
Sim...
...aprecio...
Desenvolvera uma linguagem que considero única,
à cada instante que leio... E isso, cativa-me...
Mas, quem sou eu pra criticar... tss...
...simplesmente,
...já estimado...
(...And Noel Rosa!!!
The Man!...)
AMIGO RAPHA,
Teu postado,virou mesa de bar!
Pode alguém viver sem se embriagar?
Claro que não!
Como descobrir o caminho, da terra
prometida? Só no fundo do copo!
Embriagados e embevecidos...
ÊXTASIANTE SEU TEXTO!!!
Quando chove dentro da alma,
Só tem uma maneira de ver o sol,
Ou as estrelas,cá fora...
(Brincadeira!)
Adorei mesmo,posso beber
mais um pouco?
PARABÉNS,
ABRAÇOS.
Gorete! Não só a uva como a mulher do vizinho é sempre mais popozuda! Ademais, bala trocada não dói! Obrigado pela passagem!
Isabel Furini! Obrigado pela passagem na mesa do meu boteco! Da próxima vez cante uma cantiga de dor de cotovelo!
Su Angelote! É amores vãos minha cara. O amor não correspondido é o que melhor serve ao poeta!
Saavedra! Por aqui se começa a curtir e logo cedo quando um desiludido encontra o primeiro similar a ele pelo caminho. Aí dá a dupla da mesa de bar!
Cibele Salma! A capricorniana esta sob a tutela do marido que vigia 24 horas por dia. Recentemente estive por lá a negócios e ele ficou de orelha em pé. Ela lançou um sorriso cheio de pecado que gelou a minha alma sensível. Essa nova é escorpiana!
Mirtes Carvalho! Mulher não tem essas dores de cotovelo, pois é metade anjo e metade demônio! Ele só é a causadora do mal! Obrigado por passar na minha mesa de botequim! Um abraço!
Malufreitas! A minha próxima paixão será uma libriana suave! Ai contará a saga em crônica! Um beijão!
Dyego Lisboa! Obrigado pelo incentivo. Beleza que gostas do meu estilo falado de escrita simples! É a sua alma de poeta! Um abraçãoi e saudades da turma do Cajueiro!
Jacinta Morais! Pode beber a vontade. A minha parcela já bebi quando jovem. Agora só bebo sonhos!
Ailuj! Quase passo distraido pelo seu comentário. Estou com a alma baledad! Cada qual chora de uma maneira a sua desdita! Um abração!
raphaelreys · Montes Claros, MG 15/1/2009 04:54
legal a mesa de botequim, noel, os amores mal resolvidos...MUITO BOM !!!
bjos
Regina Espanhola! Obrigado pela passagem na mesa do meu botequim!
raphaelreys · Montes Claros, MG 15/1/2009 13:12Prazerosamente abro a votação e deixo meu abraço!
Gorete · Ipatinga, MG 15/1/2009 14:18Tem textos que dá alegria e satsfação o conteúdo do seu interior.Tem outros,que a gente lê por obrigação.Quando encontro um daqueles que dá prazer...ah,que alegria! É o caso deste texto,que prazer!!!
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 15/1/2009 14:44
Gorete! Recebo o seu voto e mando o meu beijo!
Juscelino Mendes! Obrigado pelo apoio!
Camuccelli! Obrigado pelo incentivo meu caro overmano! Um abração!
Vilorblue! Obrigado meu nobre overmano! Axé!
Que por sinal, e' um exelente cronista do cotidiano!
Abracos
Raphael,
Você relata os flashes da vida real que parecem ficção ou da ficção que parecem realidade. Afinal a vida é um palco, onde todos representam seus papéis. Muitas vezes insatisfeitos e infelizes, mas continuam representando... até quando?
Bjokas
raphaelreys · Montes Claros (MG)
CONVERSA DE BOTEQUIM
Este Trabalho libera o orgulho da gente nesta música
apaixonante deste Mestre sem igual.
Maior felicidade vir aqui participar e com carinho poder elogiar,
por fazer deste tema querido um trabalho pra gente junto no coracáo guardar.
parabéns .
Abracáo Amigo
Cuidado, escorpianas são terríveis!
Não por ser eu capricorniana, entende? hehehe...
Votadíssimo!
Victor! Obrigado pelo incentivo meu nobre mineiro overmano! Sou seu tiete!
Marlene Bastos! Somos atores shakespirianos de tragédias e comédias. A função da alma é ser instrumento do Espírito em sua individualidade! Um beijão por sentar à mesa do nosso bar!
Azuir Filho! Eu agradeço a sua sempre presenmça meu mestre! Obrigado pelo apoio!
Cibele Salma! Prefiro as capricornianas que quando partem partem para amar faltam matar o coitado do parceiro! Conheço várias vítimas felizes!
Carlos Mota! Obrigado pela passagem na mesa do nosso botequim!
Falcão
Nossa ... os homens e suas mulheres ... as mulheres e seus homens e todos curtem a fossa na mesa do bar!!!
Raphael, você tinha que querer logo uma nativa de escorpião... uau é um perigo!!!
Parabéns ! Muito bom!
Abraço
olá, seu texto me fez lembrar
Mu-mu-mulher, em mim fi-fizeste um estrago
Eu de nervoso estou-tou fi-ficando gago
Não po-posso com a cru-crueldade da saudade
Que que mal-maldade, vi-vivo sem afago
RAPHA,
Abraços e votos!
Tomei + 1 trago!
Loko de bom...
E VIVA AS CAPRICORNIANAS!!!
Maria Lúcia! E bota perigo nisso minha cara! Tenho oputras experiências com essas deusas de Marte. Todas muito intensas! Obrigado pela passagem na mesa do meu bar
Bebel Fragoso! Uma baiana de Caculé já me deixou mais do que gago! Fiquei entalatado de amor e servidão! Ela me enfeitiçou minha cara! Obrigado pela trova na mesa do bar!
Jacinta Morais! E viav as capricornianaas e as suas disposições para o amor explosivo! Um longo beijo!"
OI Raphaelreys!
Tudo bem!
Conversa de bar vira até confessionário
as palavras ganham vida
os sentimentos ganham profundidade
os poetas, músicos e afins ganham liberdade
para viajar em estórias de poesia e arte.
Um texto bem interessante e gostoso.
Um abraço!
Feliz 2009 e tudo de bom para você e toda família!!!
Dalila
Tem os que dizem ter o alcool a idade do homem, a paixão é a caçula, talvez tenha nascido uns 12 anos mais tarde e assim os tres se acompanham pela vida a fora.
abraço
andre.
durante muitos anos convivi com a boemia do Rio, e como bom sambista, passista, letrista e cachaceiro que sou, modéstia a parte, posso afirmar que; este seu conto está "supimpa", (lembrei-me aqui do meu falecido pai) qua de nada disso gostava, e dizia: cara... pára... isso ainda vai te matar. tô com 63, será que já tô devendo. Noel morreu cedo; dívida grande.
li e gostei... deixo pagar a minha.rs votei
abração.
Rapha
Querido ,estou aqui pra votar, os dignissimos _____ depois leio e comento!Bjs
Claudia Almeida
Dalila Aroca! A mesa de bar é um oráculo! Chega a ser uterina! Todos os segredos do mundo são contados, assim como todas as bazófias e bravatas! Obrigado pela passagem no postado! Um abração!
Andre Pessego! A paixão só passou a existir após o alcool! Todo analista deveria fazer um estágio em um bar! Um abração!
Jose Silveira! Noel morreu de algum amor não realizado! A cachaça só ajuda a empurrar a vítima para o buraco do desamor! Paixão feia é a de quem toma gim tônica! Você já bebeu a sua parte! Um abraço!
Claudinha! Te espero minha flor. Um beijão passional!
Aglacy! Librianas costumam provocar paixões mortais minha menina!
Na verdade, tudo é meramente virtual, vivemos na virtualidade de um real criado pro nossas mentes imperfeitas e desordenadas.
Seriam nossos sentimentos todos, impulso eletro-fisiológicos de secreções sub-atômicas ?...Se, à meditação, nos erguemos à patamares de total imponderabilidade, o que vem a ser a matéria, de fato, se é que existe esse fato ?...
O que significa a palavra/termo/fonema "Real" ?...
Todos os etílicos são alcoois de espiritos energéticamente preponderantes...
sei lá, viu...Prefiro a canção simples e homogênea do nosso grande Noelzinho, que apesar da inspiração, tantos amores sofregou...
Muito bom Rapha !
abraço
Pé rachado de cana?
Acho que as bebidas que alteram as percepções dos seres foram uma das primeiras descobertas do homem, talvez o boteco tenha sido a próxima...
Abraços
Oriosvaldo Tanniy! Obrigado pela sua passsagem à mesa do meu boteco! E tome uma Mangueira comigo!
Joe Brasuca! Belza o sub-atômico e o fonema real meu caro! Faltou você falas na escapuleta da grampola subjetiva. O alcool é conselheiro dos que sofrem! E viva Noel!
Cristiano Melo! A que começou meu caro Cristiano foi o Hidromel dos Aa.vatares. Os deuses libavam no Olimpo! O cifre é antigo o bar veio depois! Não só o pé rachado mas o pescoço descascando!
Joe Brasuca! Outro abraço no amigo!
Nina Araujo! Paseei o seu samba para o Edsom Luiz cantar! Obrigado pela presença!
Saavedra Valentim! Obrigado pelo voto e pelo apoio!
Jorge Daher! Benvindo amigo! Um forte abraço!
Rafha.
Retorno lendo esse texto belíssimo que fala do cotidiano, da vida real, dos corações amargurados pelos males do amor. Estou contigo nesse botequim. excelente
Abraços
Noélio
Noélio Melo! Obrigado por sentar na nssa mesa! Se fosse hoje a história e as músicas seriam outras. Logo cedo ganhei um beijo da amada que finalmente aceitou o meu convite!
raphaelreys · Montes Claros, MG 17/1/2009 13:34
Eis- me aqui,deixando um beijo e desejando um ótimo fim de semana
Ailuj · Niterói, RJ 17/1/2009 20:33Não sou de ler muito, mas sei apreciar um bom texto... Saudações!!!
Luciano Colossi · Florianópolis, SC 17/1/2009 22:33
Julia! Estavas sumida e cheia de afazeres! Obrigado pela sua passagem na m esa do bar!
Luciano Colossi! Obrigado pelo apoio meu caro overmano! Um forte abraço!
Raphael
Passei alguns dias em Salvador, reencontrei muitos amigos da velha boemia, muitos não bebem mais, outros continuam a mesma coisa, mas quando boemios e ex boemios se encontram, nas lembranças e nas falas sempre surgem as tais mulheres, o amor buscado e o amor perdido, também o amor bebido. Hoje, algo me repele dos ambientes com bebida, principalmente os bares 24 horas, onde os desamores não tem hora de folga.
Almirante Aguia! Bom voltar aos velho oráculos! Bar será sempre uma terapia para todas as emoções defasadas! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 18/1/2009 17:11
QUE ENCONTRO MARAVILHOSO,HEIM,RAPHINHA,MEU LINDO!!!
Movidos pela mosca do amor ainda me seguram pelo braço. Sendo ambos compositores enquanto juntos fazem uma letra em homenagem ao momento etílico:
Momentos etílicos sempre surpreendem e muitas vezes são bastante criativos!!Como este de vcs!!!!
Belas e ricas lembranças...vc é sortudo,meu querido,sortudo!!!!
Te adoroooooooo!!
mil beijinhos bluemusicais!!!!(adorei as letras das músicas!!!)
Blueeeee
Raiblue!A minha maior sorte e poder te contemplar e sorver a sua poesia! Azul e vermelho!
raphaelreys · Montes Claros, MG 19/1/2009 16:56Grande Raphael, demorei mas cheguei !Li, gostei e votei.
Sergio Berrini · Rio de Janeiro, RJ 19/1/2009 17:03Demorei ,mas cheguei também, votei.Bom enredo!!!!
Victor Brum Calaça · Cotia, SP 19/1/2009 17:16
Sergio Berrini! Obrigado pela passagem no postado!
Victor Brum! Axé pelo apoio e pela passagem na mesa do meu botequim! Um abraço!
Rapahel.
Que maravilha de texto... a cara do brasileiro apaixonado, derramando sua mágoas numa mesa de bar.
Deixo pra vc a letra de uma música que é a cara de uma mesa de bar!
Garçom
Reginaldo Rossi
Composição: Indisponível
Garçom! Aqui!
Nessa mesa de bar
Você já cansou de escutar
Centenas de casos de amor...
Garçom!
No bar todo mundo é igual
Meu caso é mais um, é banal
Mas preste atenção por favor...
Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços meu coração...
E pra matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!...
Garçom! Eu sei!
Eu estou enchendo o saco
Mas todo bebum fica chato
Valente, e tem toda a razão...
Garçom! Mas eu!
Eu só quero chorar
Eu vou minha conta pagar
Por isso eu lhe peço atenção...
Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços meu coração...
E prá matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!...
Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta prá me avisar
Deixou em pedaços meu coração...
E pra matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou me embriagar
Se eu pegar no sono
Me deite no chão!
Grande findi!
Voltarei pra te ler !
bjs
diná
Meus Traço e Linhas! Reginaldo Rossi, assim como Nelson Gonçalves foram os que melhor cantaram a alma da mesa de bar! De prima a sua passagem na minha mesa! Obrigado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 24/1/2009 13:53Muito bom mesmo, a sinergia entre aqueles que sofrem por amor é universal !
André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2009 10:09André Calazans! Os males de amor são sentimentos universais!
raphaelreys · Montes Claros, MG 27/2/2009 10:52Li, gostei e concordei. O amor é, muitas vezes, o terror.
Rogério Silvério de Farias · Tubarão, SC 3/3/2009 07:10Rogério Silvério! O amor pode dar prazer e dor!
raphaelreys · Montes Claros, MG 7/5/2009 09:05Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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