Assim que se a comete,
a obra nos cobra:
tira-me daqui, leva-me acolá,
deixa o outro ver, faz a outra olhar.
Quero o verso andando por ele
indo a todo lugar e além
que minha filha o ache belo
que meu filho estranhe dele
que a amada o contemple, ria ou chore.
quero o verso lido até por inimigo
é com o que lido,
em tempo infinito,
desde um tempo passado
no rumo de amanhãs não mais prenhes de vida sem graça
que se a pretende bela,
até metida à besta, após uns goles de cachaça
uma vida além de meia-boca, apoucada e pouca
melhor a lida para ser lido
Aliás, repito, é com o que lido
é com isso que a vida tem a ver
me importa que vender seja conseqüência do ato de ler.
Adroaldo:
Vida longa aos poetas de membro entesado que mostram aos babões da contra-vida, aquilo roxo. Parabéns, poeta.
Ah! Iniciei o livro hoje...
Abçs, Benny.
Lá está a jaca, diria um romano que não foi à escola, inspirado e latindo ao ver passar a caravana.
Ou: a sorte é pra quem a procura e só bate não porta de quem não chora o leite que nem comprou.
Ou: roxo ou violeta?
Na verdade, trevo. Quatro trevos de quatro folhas seriam sim 200 anos de sorte.
Sendo de saúde e de lente forte, pra mim já basta.
Te espero ali na esquina, depois que terminares a novela, para aquela prometida sova.
Sê rígido, sem peias, porque sempre poderei usar essa rigidez contra ti num futuro breve (aorendi com meu filho que ensina jiu jitsu - aliás, coisa nascida aí no Pará, não é fato?) e a meu favor nos próximos escritos, se não desistir (acho que não desistirei, pelo que me contam outros feito tu, assim rigorosos e amáveis).
Parodiando a petroleira: siga em frente, irmão cancioneiro.
Abraço, guri.
Amigo Adroaldo.
Teus versos caminham acelerados e de tão lindos ganham pernas e braços e ultrapassam todas as fronteiras de qualquer alma sensível.
Parabéns, poeta
Do amigo
Noélio Mello.
Adroaldo,
Bravo!
Teus versos não andam, voam!!
Marluce
Adroaldo,
Maravilhoso, como sempre! Muito bom entrar no Overmundo e encontar pessoas como você!
Beijinho.
Mui gentis vocês, pessoas que têm o bem pela frente e uma santa e generosa alma.
Amanda, esse é um mundo que pode inspirar a que lá fora, no concreto, a vida melhore de fato.
Marluce,
Voa é com os pássaros...
e, como diz Quinta, eu passarinho
Taí uma circunstância que não tinha me dado conta, amigo Noélio:
- Alma tem fronteira?
Vê-se que as de quem veio aqui parecem não ter, não é fato?
Agradecido.
Amanda, meu teclado tá mais velhos que eu. Repito:
Voar é com os pássaros
e, como diz Quintana (o Mário, poeta mais imortal que alguns imortais), eu passarinho.
Perdão pelos lapsos mecânicos...
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