Foto: Flickr/Creative Commons
I
Como um machado feroz
Sugando perfume bêbado do sândalo,
Todo homem-poeta
Caminha em casca seca.
À frente do cordão umbilical da palavra,
Deixa-se fluir com sensatez,
Aéreo como uma poesia
Que o sono sacrifica,
Salvo tenha guardado
Ao seu estilo, na cabeceira, á face,
Sua indigente ilusão...
.....................
II
Encharcado de papel e letargia,
O parágrafo estornado amedronta o texto,
Fá-lo-á embebedar-se de anestesia,
Fa-lo-á chorar o efeito desumano da espera:
Ai! A expiação repreende a escuta
(Lágrimas de amor e de morte),
Torna-se proeza de fogoza era,
Panfleto intestinal de um novo tempo,
Lições que (já) sabemos de cor!
.....................
III
Ai! A virtude da escrita,
Sangra-se grávida de mente e pó,
Cavalga sob nó desvirginado.
Ora sendo lamina de lenda, ora sendo óbito de expiação...
Têmpera de lâmina afiada
Deslizando no vazio
Como as flores do coração!
.....................
IV
Criador! Criador!
- Por que os poetas caminham sem destino?
- Porque sofrem amargamente
À ilharga de um grave enfarto,
Que o sangue não o obstrui?
Ai! Salvo o desenlace recorrente,
Necrosado,
À sua maneira,
Na palavra, á branca página,
Todo poeta descredencia
Sua pobre imaginação!
Benny Franklin
Criador! Criador!
- Por que os poetas caminham sem destino?
- Porque sofrem amargamente
Poetas não podem amar...mas podem sofrer...alguém um dia me disse isso
e hoje nesta leitura, concordo.
Boa chance vc me apresentou Benny
devaneios meus...Mas a poética é tua, maravilha.
abç
Benny, as próprias letras se tornaram o orfanato dos poetas, porque jamais serão elas, as mesmas que comporão suas lápides.
Eles resistem ao meio termo de tempo, lugar que se origina entre o brilho e o breu.
Por este, o seu lugar um dia deixará de ser o fronteiriço espaço que absorve os anonimatos; resultância da proliferação.
abço.
"Todo poeta descredencia
Sua pobre imaginação"
Cabra bom!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Querido Benny:
Espero que não te importes, mas resisti brava_mente o quanto pude e não quis guardar só pra mim.
Sem (des)tino segues os caminhos
mais belos e en_cantados de poetar
pra toda essa gente que aqui vem
ver-te através de pa_lavras
Deixou-me sem ar (des)credenciar
Tua nobre imagina_ação
Cria_Dor sem deixar doer
Faz crescer a mente amarga
(En)farto ... (Des)enlace ... (Re)corrente
(De)repente pro_curo mais
...
Tem como amar ... Sem fel
...
Criador! Criador!
- Por que os poetas caminham sem destino?
- Porque sofrem amargamente
À ilharga de um grave enfarto,
Que o sangue não o obstrui?
Ai! Salvo o desenlace recorrente,
Necrosado,
À sua maneira,
Na palavra, á branca página,
Todo poeta descredencia
Sua pobre imaginação!
MARAVILHOSO!
Beijos_Meus*
*
A imagem está linda
Iluminada ... Prestes a romper
as barreiras do (im)possível
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