Foto: Flickr/Creative Commons
A Alma repousa seu eretismo...
E o vazio se entende da escória à confissão.
Proeza do estilhaço (óbolos de retreta)
Retraindo-se em pêndulo.
Tal o oco conspurcado sobrepondo-se nalguma
Plataforma de nada: o corpo condensa-se.
Então, olho o papel, mas o papel é morto;
Escrevo as palavras, mas a palavra é inútil.
.......................
O ventre arde.
Debaixo do meu sexo
Lavras de carne confiscam as minhas mãos molestadas.
Indecisas mãos a apalpar os engodos enforcados.
Então, colo-as ao corpo as traças anônimas,
Mas a traça é pêca...
.......................
Oh! Vida!
Dizes que na ternura sou embuste;
Que na palavra sou infecundo:
Arquétipo que pesa,
Ossuário que geme...
Ai... Se não me tivesses defraudado
O porvindouro, Vida,
Ejacularia esse teu candente vazio
E dir-te-ia do que vejo
E o que me serve
Sob um contemplar de malasortes.
.......................
... E aqui não há ausência,
Corpo de nada!
É poesia o que vês - ato de cartazia -,
Dever de compartilhar
Contigo, o espermar de migalhas;
O ego-extremo não há.
Benny Franklin
Corpo de nada...
Então, olho o papel, mas o papel é morto;
Escrevo as palavras, mas a palavra é inútil.
Benny, nem tenho o que falar, prefiro
meu silêncio, pelo menos hoje..deixa...
mas sabes que gostei, és grande, inteiro...acho que basta.
bjus
Voltei e voto. bjus.Mas pergunto qual a razão desta imagem?
Cintia Thome · São Paulo, SP 4/10/2007 05:46
Então, olho o papel, mas o papel é morto;
Escrevo as palavras, mas a palavra é inútil.
.......................
me junto a Cintia. um abraço
Percebo certo tom de recriminação, auto censura ou frustração no seu poema que não condiz com o Benny que aprendemos a admirar.
Oh! Vida dizes que na ternura sou embuste,
Que na palavra sou infecundo...
Fecundidade na palavra é o que você tem de mais estraordinário...
Abraços
Age, não chego a recriminar-me! Longe disso.
Na verdade, quando cito aquelas palavras, é me referindo a malasorte que 9infelizmente) cada um de nós carrega no peito.
Ao escrever:
Oh! Vida dizes que na ternura sou embuste,
Que na palavra sou infecundo...
Indago à vida do porquê sofrermos a cada dia,,, E me incluo neste rol.
Quanto a mim, fique tranquilo, continuo o mesmo: sem recriminação pessoal. Não me afasto um centimetro daquilo que escrevo e acredito.
Ah! Escrever também é punir-se, é pentenciar-se, é recriar-se, é resistir sempre!
Abçs. Benny. E obrigadíssimo pelo comments.
Benny.
Parabéns por essa energia simpática que faz o ossuário gemer.
Um Trabalho que tem a ver com a essencia do Humano.
Esta no melhor lugar.
Benny, querido amigo
Quem tem o coração bom, amigo, mesmo nas mais intensas dificuldades, não pode acreditar que o destino traçe linhas de sorte adversa. São segredos, amigo, escondidos ainda em todos os céus. Um dia saberemos.
Forte abraço, parceiro
Noélio
Oh! Vida! Porque tantas vezes nos sentimos assim... infecundos, a carregar pesos maiores do que nossos ombros suportam... Sombras sobrepostas... Não sei porque. Mas é assim... Concordo com Noélio: creio que chegará o dia que saberemos! Grande, Benny!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 4/10/2007 15:04Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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