Corpos amanhecidos de invernosa noite
Onde tréguas místicas e magias se misturam
Semeadas no leito de aflições de Afoice
Adormece em agonias rosamística pacificadora...
Já de secas marcas à face, abrupto mira-lhe os olhos
E da ternura que brota do sorriso viril de rosa
Debulha-se em pensamentos e atitudes a seguir, Afoice
Os resgastes são necessários, suas contas intermináveis...
Assim, nús e desprovidos das regras dos dois mundos
Acolhem-se em último suspiro, único, a selar
A noite invernosa impregnadas dos seu eus, libertos
Quiçá por minutos, horas ou na eternal tempestade dos tempos...
Acerca-se em deleite que despido se posta à sombra
Do olhar inquisitor de rosa, que fita-o com interrogação em mente
Não sabe a cerca dos efeitos causados na sua derme e na sua alma
E inquieta-se na resposta muda e no olhar calado de Afoice...
Ao rededor vestes áureas de corpo viril de rosa
Em contraste do vermelho ocre exalando carmim
Das vestes de Afoice deixadas ao chão, do chão sobrevem
A lembrança do sêmem derramado em seus jardins...
Ahh...!!! quanto desse néctar a noite permitiu
E nas trevas abriu-se a luz de rosamística a impregnar afoice, cachoeirando-o
Que teso e viril dobra-se em concha, arcado em ardil, prostrado gozo
Logo ruivos(z)(es)as interiores se lançam em pensamentos à Afoice...
De súbito erguem-se a se entreolhar nos lânguidos minutos
do efêmero tempo, postam-se a recompor em seus mundos
As vestes amarrotadas e sem cuidados são jogadas sob as dermes
Ainda fustigadas pela invernosa noite, as marcas dos opostos...
O brilho da foice não usada, o sangue que não jorrou
Rosamística em contrastes de fêmea e semi-deusa aplaca
Aquieta, reconforta Afoice em seu grito de dor, gozos
Divinais invadem suas almas arrefecendo o ânimo assassino...
Logo, gravadas na alma estão os opostos em opostos
Cada sêmen e cada gozo partilhados na dualidade dos mundos
Na presença corajosa de almas que ardem, que se postam
Por mais cruel e castrante que sejam os mundos...
Assim em retirada rosamística atravessa o umbral
Em retorno que denuncia a vontade de não ir, Afoice observa
Os movimentos sugeridos de rosamística, não seduz
E não conduz Afoice ao convite...
Silencia e volta-se ao descanso de seus resgastes...
Rosamística parte em retirada...
A esperança está lançada.
Afoice e rosamística continuação...
"A esperança está lançada". Eis a mundança que se opera em Afoice: esperança de amar e ser amado, esperança real de amor sem limites, sem freios, sem medida, um amor que transforma, que delicia, que faz delirar, que arrebata, que atravessa distâncias, que alivia a dor, de entrega total. Ah, o amor, esse bicho maravilhoso e que deixa qualquer ser vivente de bem com a vida!!! Lindo, menino!! Espero que tua rebeldia cesse e que o amor te deixe de coração manso. Beijos. Eu vo(l)tarei.
Lena Girard · Belém, PA 30/6/2008 08:10
Seu estilo está passando por uma interessante transição, quem seria eu pra criticá-lo, mas sinceramente, gostei muito mais desse, pelo quase romantismo que está pintando, gradativamnte...
Muito bom !
Um abraço !
Cara Lena, Afoice vive em trevas, a elas pertence, sua alma está condenada ao exílio de vida/morte. Afoice é o executor seleto das vitimas, alguém tem de fazer o trabalho. A evolução é assim, o cico vida e morte, início e fim, o dual, os opostps, lados opostos, intemporais.
Afoice.
Meu caro Alcanu, como são muitos os afazeres aqui no Umbral, e o que movimenta o enredo de Afoice são as antíteses, os opostos, a dualidade, sem filosofar, a crueldade humana ronda nossos dias a cada minuto, é que a sociedade resolveu por tampões nos olhos e não ver a própria miséria que criou. E nas trevas, nos opostos existe o lugar dos desejos, dos sonhos e dos amores. Não escrevo para agradar e sim para complicar, quero os contrários que irão alimentar a estória de afoice e rosamística. Ela também se manifesta no espaço poético dela, é interessante acompanhar.
Afoice.
Passando para deixar meu carinho (INATIVA)
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2008 04:55
Afoice,
sem comentários, aguardando a próxima edição.
Abs
Beto
Oi Afoice... Quanta criatividade e inteligência soberba em sua construção. Obra de Arte de grande valor.
Beijos...
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Alice
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com um beijinho doce,
Sílvia
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