Nas amarguras da vida, os medos e angústias se revelam como a morte dos rios, na hidrografia do mundo e nas tormentas/esperanças em mim.
A dor que não vejo
Crava no meu peito
Uma irreal e real adaga letal
Matando o rio corrente
Ligado a nascente do bem
Por meio de veias margeadas
De afluentes plenos
Que conduzem meu espírito
A foz inundada do mal
Quero dar um brado forte
Matar a vida sem plenitude
Viver a morte
Pois nada vale a farsa de águas límpidas
Se são tão poucos os rios assim
Preciso apagar as marcas escuras da íris
Arco/flecha nos meus olhos
Vendo minha’lma folha seca na correnteza
Despencando queda livre na cachoeira
Pra num novo e lindo mar amanhecer.
Muito bom, Paulo!
Belo poema!
Abraço!
Obrigado carlos por sua generosidade.
Saudações Cordiais.
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