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Correntezas

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Dubem · Salvador, BA
22/3/2007 · 29 · 2
 

Nas amarguras da vida, os medos e angústias se revelam como a morte dos rios, na hidrografia do mundo e nas tormentas/esperanças em mim.

A dor que não vejo
Crava no meu peito
Uma irreal e real adaga letal
Matando o rio corrente
Ligado a nascente do bem
Por meio de veias margeadas
De afluentes plenos
Que conduzem meu espírito
A foz inundada do mal

Quero dar um brado forte
Matar a vida sem plenitude
Viver a morte
Pois nada vale a farsa de águas límpidas
Se são tão poucos os rios assim
Preciso apagar as marcas escuras da íris
Arco/flecha nos meus olhos
Vendo minha’lma folha seca na correnteza
Despencando queda livre na cachoeira
Pra num novo e lindo mar amanhecer.

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informações

Autoria
Paulo Maciel
Ficha técnica
Baiano de Salvador
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Carlos ETC
 

Muito bom, Paulo!
Belo poema!
Abraço!

Carlos ETC · Salvador, BA 20/3/2007 13:32
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Dubem
 

Obrigado carlos por sua generosidade.
Saudações Cordiais.

Dubem · Salvador, BA 20/3/2007 18:32
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir

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