CRIANÇA MORTA
Ao quadro de Cândido Portinari
Fim cruel de toda pureza
Ó fome no ventre dos homens
Ó espinho nos pés das mulheres.
Criança que agora brincava
De ser valente herói voador
E não mais.
A voar na dimensão distante
Longe de monstros e moscas
Que num só golpe derrotava.
Alvas nuvens de leite
Escondam a criança prodígio
Nesse esconde-esconde eterno.
Infância
Poder nos homens.
Inimaginável crença de um mundo
Onde o mau não prevalecia
Sangrando,
Tu mesmo ingrato mundo,
Esse pequeno herói voador.
Ó fome no ventre dos homens
Ó espinho nos pés das mulheres
Fim cruel dos heróis voadores.
Flávio de Araújo
Portinari retratou a dor da fome e da miséria. Você fez uma bela poesia, inspirada na mesma temática. Parabéns.
Ivette G M
!!!!! Onde foram parar os comentários a esta obra? Não vejo o meu.
Bem, aqui vai o voto.
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