“Peixe quer mar, ave voar, eu quero dar, o amor que existe em mim...â€.
Memória afetiva: a primeira canção que aprendi a tocar no violão. Faz tempo...rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs - http://www.youtube.com/watch?v=ckh0oG2msA
w.tito
Twitando encontrei uma menção do meu amigo e jornalista Willian Tito acerca de sua “Memória afetivaâ€. Nem fiquei sabendo qual era a música que despertou a memória dele, mas, de imediato, me veio a lembrança da musiquinha da qual transcrevi a letra acima, acompanhada de algumas imagens bastante nÃtidas e consistentemente datadas e localizadas. Local: o pátio de recreação do, então, Colégio Estadual Professor Alberto Conte em Santo Amaro, bairro da capital de São Paulo. Corria o ano letivo de 1959 e eu era um menino de 12 anos incompletos que acabara de ingressar no curso ginasial, 1º ano, turma B, mista.
Voltando ao pátio recreativo o que meus olhos vêem são três, ou talvez, quatro jovens donzelas, todas elas minhas colegas de classe, mais uma novidade ginasiana, visto que o meu curso primário fora feito todo em turmas masculinas. Uma das garotas, Alice, se não me engano, empunha um violão e, consultando um caderno de exercÃcios musicais entoa o “Peixe quer mar, ave voar, eu quero dar, o amor que existe em mim...†e prossegue “amo, e gosto dele assim, assim, assim, assim...†As outras duas, Ludmila e Samira (acho mesmo que eram só três) acompanham o estribilho ‘...assim, assim, assim assim, assim, assim..â€
Visão inspiradora! Alice era, das três, talvez a mais bonita de rosto mas tinha um corpinho franzino de menina. Samira, turquinha nariguda, era um amor de pessoa, muito simpática. Ter sua amizade foi a minha porta de entrada no clube da luluzinha que, rapidamente, se formara na classe. Já Ludmila, filha de russos, pouco afeita a conversar com pirralhos, era bem maior que eu e tinha um corpão de fazer inveja a muita mulher feita: pernas cumpridas e um par de seios que eu nunca cheguei a vislumbrar mas que, durante anos, isto que é engraçado, até quando eu já tinha deixado de ser um menino, povoou, sob a blusa branca do uniforme colegial, a minha mais ardente imaginação.
mii-crônica memorialista
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