Pássaros chorando contra o vento
Batem suas asas do destino
Voam velozes, cruéis como o tempo
Traçando rugas na face deste menino.
Gaiolas que prendem
Todas as esperanças neste quinhão,
Mostrando-me preso neste corpo,
Não é pior que minha solidão
Solidão ingrata e mal-agradecida!
Por ela meus filhos me deixaram.
Dei-lhe tudo e cantei em poesia
De troco deixou-me sem ninho e sem vida.
Belíssima, Paulo! Muito triste, mas muito bela...
De troco deixou-me sem ninho e sem vida.. Chega a doer em mim...
Abraços
Belos versos, Paulo! Bela reflexão!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
Paulo às vezes a gente encontra pessoas lembrando delas na própria solidão. Poema triste, vários veios, atalhos, leque de interpretações. Muito bom Escritor
Paulo. abçs.
Muito bom amigo paulo como sempre eu gosto demais dos teus escritos. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Mas Paulo, criamos filhos para voarem sozinhos.
E a solidão é que de nós se aproveita insistindo em a desposarmos, mesmo à contragosto.
Um Bj
Muito bom , Paulo!!!
"Pássaros chorando contra o vento
Batem suas asas do destino..."
muito legal esse trecho e todo o resto...
um abraço,
Um poema triste, mas você o escreveu lindamente.
Parabéns!
Abraços.
Obras suas não podem ser analisadas por mim em pedaços. São intensas e por isso prefiro ler e reler antes de postar algo. Te digo que o que vejo é que deixou nelas um impressão forte do que seria o Eu de todos nós, quando estamos diante de momentos em que nos sentimos sós, mesmo que juntos á outros. A solidão é mental, um estado de espírito. Porém, Paulo muitas vezes, nos sentimos sós em casas cheias. Esta para mim é o pior de todos os sintomas de solidão. Adorei o poema. Envelhecemos e amadurecemos e isso nos assusta nos deixando em muitas vezes solitários. Como sempre escrevendo muito! Parabéns!
MaluFreitas · Salvador, BA 11/1/2008 20:55Parabens Paulo, belo poema e que belo comentario acima, da Malu, abrs.
victorvapf · Belo Horizonte, MG 11/1/2008 21:09
Belíssima metáfora da solidão, que nos prende, pássaros de viver juntos que somos.
Gostomuito dos seus versos.
beijos
PJ,
O tempo como o catre, e os ponteiros como espetos que desferem seus movimentos, não sobre as horas, mas sobre a solidão nefasta apregoada como uma cortina que separa o que é, do que já foi. A berlinda espectral que sobe ao tablado para encenar as suas maldades para o seu único espectador, nós esmos. Se somos o plasma da virtude, onde se escondem os bons? Abs do amigo.
Paulo
Voto neste lindo poema sofredor...
Virá o aconchego...
abs e ótimo mesmo.votado
Voltei Paulo, para os votos.
bjão
Paulo Esdras · Salvador (BA)
Uma construção incrivel.
Uma Poesia transcendente.
Um Trabalho tão gracioso e arrojado.
Muito Bacana e em bom Lugar.
Parabéns pela feliz ousadia.
Merece ser exaltado e votado.
Abração
Paulo.
Definitivamente tuas palavras confirmam que é da tristeza que nascem as belas poesias.
Abraços
Noélio
Olá, Paulo!
É... "contar" a solidão de uma forma tão sutil não é das mais fáceis tarefas do poeta!
Parabéns por ter conseguido isso de uma forma brilhante, véio!
Abraços,
Dáblio
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