Cruzo a cidade
em constante construção
(ela e eu).
Cruzo a cidade,
revirada
remodelada
(Atenção: homens trabalhando)
Cruzo a cidade presépio
A cidade túmulo
A cidade sirenes
A cidade jardins
A cidade encruzilhadas
De estranhos cidadãos
A cidade sol com o céu sempre azul.
Cruzo a cidade sem fôlego:
Preciso de ar
Preciso de afago
Preciso transformar esse minério que respiro
Em Carlos Drumond de Andrade.
Ilha, gosto do seu olhar: movimento e cores nas imagens dessa busca (de uma identidade coletiva?) da sua inserção na pasiagem urbana em permanete consrução - você e ela! Sem perder as raízes que precisam de ar, de afago e das suas fotografias.
Admiro seu trabalho. União dos versos com as imagens. Belo!
Abraço
Ilha,
Desejo impossível demais:
As cidades drumonianas
moram todas em Minas Gerais
Só assim mesmo. Viver numa cidade
sendo alquimista.
E transformar pó (luição) em ouro.
Um abraço
Bea, é necessário estar sempre em construção, não é? Cidades e nós, cidadãos. Obrigada pelo olhar sempre atento e carinhoso. bjos
Spírito, tens razão: as cidades drumonianas estão todas em Minas. Mas daqui recebemos no ar o pó dessas minas mineiras. Ele está em nossos móveis, nossas praias, em nossos pulmões e corre em nossas veias.
Edimo, pois é. a alquimia do dia a dia.
beijos
Demais! Vou reler...
Reli.
É isso: muito bom, sonoro pra c...
beijo
Ilha,
Muito legal seu poema sobre cidades, adoro este tema!
E com ele, o poema, trazes a aflição de se ver o espaço urbano que é modificado e modifica por nós, residentes, em deterioração sem ar, apesar do céu azul!
Muito belo poetar.
Parabéns
beijo
Ilha, porque "Todas as cidades, a cidade", eu também cruzo a minha como vc e preciso do mesmo que vc.
Bjs
A cidade de Drumond desorientada, caótica e extravagantemente acolhedora pra nós poetas confusos e maravilhados com esse excesso de cimento e falta de "pessoas". beijo
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP 25/7/2008 18:46
Besouro verde, bonito pra c. valeu a leitura!
Cristiano: beijo e obrigada pela leitura.
Ize: O drumond é meu porquinho da índia.
Angélia, valeu a leitura e a reflexão. beijo
Em tempo: cidade sol com o céu sempre azul é parte da letra do hino não oficial da cidade de Vitória:
Letra quase completa:
Cidade Sol, com o céu sempre azuuuul
Tu és um sonho de luz norte a suuuuul
Meu coração te namora e te queeeer
Tu és Vitória um sorriso de mulheeer
Do Espírito Santo, és a devoção
Mas para os olhos do mundo, és uma tentação
Milhões te adoram, e sem favor algum
Entre os milhões, eis aqui mais uuuuuum!!
(infelizmente, não sei quem é o autor)
Ilha, estive aqui antes, o comentário foi postado no lugar errado, mas repito: poemaço, ou melhor: poema-poema mesmo. Desses difíceis de encontrar, desses que dão gosto ler.
Grande abraço.
Ah, querida cláudia
se pudéssemos
transformar minérios
em Drummonds
Venezianas
em Quintanas
e estas muitas bandeiras no Bandeira
que país maravilhoso!
e a capital seria
talvez Passárgada,
quem sabe Trebizonda
ou simplesmente
a Itabira aquela
dos sonhos do velho Carlos!
Grande beijo, menina!
Ilhandarilha,
Um poema concreto, Drummond não tropeçaria nele!
Parabéns!
Um aBRAÇO, Marluce
Voltei.
Votei.
e
aproveitei
pra te deixar
um gra a a ande beijo!
Ilha, meu olhar é atento pq capturado pelas suas fotos.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 27/7/2008 05:34
Obrigada a todos que apreciaram (e votaram).
beijos
lindo, muito lindo poema.
Erly Vieira Jr · Vitória, ES 27/7/2008 22:15
Ilha.
Infelizmente, muitas vezes, construimos nossa alma com as imperfeições e perfeições das cidades.
Belíssimo poema
Noélio
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