Vive-se apaixonadamente um amor, um poema que deseja ser leito da poesia e tê-la firme entre dentes, sorridente e feliz.
Também se ama doce e delicadamente uma paixão desabrida, conquistada à força dos ventos que sopraram ralos e se fizeram vendaval ensandecendo a calmaria.
E Maria, ela, ele só um João, estão enlevados pelas correntezas elíseas e etéreas. Flutuando aos acasos, de um caso que surgiu por que se fez por ser.
Uma quer ser deusa e musa outro quer ser divino ao interpretá-la.
E são homem e mulher, somente, e ainda nos limites da razão.
E a paixão os move e o amor os contém, e envolve.
E vão-se, hora por hora, em orações secretas se revelando sem parcimônia, um pouco tanto, até a volúpia, no balanço do tempo, sempre escasso, como se a vida já desimportasse no demais.
E mesmo importa menos, ainda que cobrem, elas, as circunstâncias da existência, dores, ais, sofrimentos aos corpos, às carnes, aos sentimentos com as 'cercanas' ou 'lejanas' realidades sempre trágicas à demasia, cruas.
São apaixonados e amantes.
Amor os move, paixão os acelera.
Um quer ser mais para o outro e quer a outra pessoa sendo mais para si e em si, sendo assim que o amor apaixona e a paixão os conduz ao amor.
É terno, e exaspera.
E, esfuziante, espera.
Luminoso, rompe as cinzas turbidezes.
Redentor, redime e regenera, a mulher, o homem, as relações de pessoas em idílio, sim, voluntarioso, mas idílio... Até enquanto exista,
que existindo por um átimo que seja,
perene já é.
Aflição
Minha fome de tua presença
é mais que saudade.
É amor!
A ansiedade por voltar a vê-la
é para tê-la junto a mim
é para poder estar dentro da tua alma
É urgente isso, como são as vidas
Ligadas por um fio, pela querência
pela premência da existência, enfim.
Sequer pressentes, mas me preenches
dizes, e eu nunca te esqueço. Um beijo.
Ainda lembro do que vou te dizer sempre.
O pensamento se desorganiza
e eu nem penso se pareço doido,
rindo à toa como dizes,
dia e noite em ti sonhando,
adivinhando, que vou te beijar a boca
como jamais. O corpo todo...
Porque é amor e isso não é doído nem sofrido.
Solfa 5
Que liberdade seria,
se vazia e sem o prazer
que dela prescindisse,
e amor nela não existisse?
Então não era liberdade!
Sem ti
Lá fora o vazio é um triste cinza.
A chuva fina e fria lacrimeja
Sem ti, nem azul, só muito frio
Ei Adro, tão lindo tudo o que vc anda escrevendo. Só não gosto muito que vc coloque nos seus versos uma musa que deixa o amado sentindo esse frio. Como vc está? Espero que cada vez melhor. E que tudo esteja ficando tão azulzinho pra vc como esse mar lindo da imagem.
Bjs
Bom que tenhas sentido isso de a musa deixar-me a tremer na friagem pampeana, querida e solidária amiga dos alegres e lindos trópicos de janeiro e junho.
É que, penso, com as temperaturas próximas a zero grau aqui, essa semana, ela anda meio afastada, que costuma vestir-se, cobrir-se, de nada quando se-me aparece.
Acho que é a justa causa, Ize. Agradecido.
O coração vem melhorando, com uma pequena ajuda dos amigos, como diriam João e Paulo daquela Banda dos Corações Solitários do Sargento Pimenta, também intereptado pelo Cozinheiro João, no milênio passado.
Sinta o calor da minha amizade Adrô, Poeta do Amor !
Votando correndo com medo do Overmundo querer ficar fora do ar novamente...
Quase não consigo entrar...Acho que deu pane no over.deixo meu carinho e voto,antes que tuda caia novamente.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 1/6/2008 20:07
Adroaldo queridíssimo...
Poeta encantado e encantador de corações.
Aqui em Porto Velho, a temperatura mal consegue baixar para 13, 15 graus, no rigor do inverno que dura o máximo três dias, no mais é um eterno acima de 28 graus e sempre bem acima. Mesmo assim senti um frio de zero grau, nesta sua declaração de falta de calor da amada... é realmente o pior frio. Vai de mim p ti um abraço quente de clima equatorial com pretenção de te aquecer a alma.
Versos belos e muito tocantes.
Beijos e votos.
É urgente isso, como são as vidas
Ligadas por um fio, pela querência
pela premência da existência, enfim.
Belo poema. Votado
Um abraço
EG
Adroaldo, a paixão inebria, o amor envolve, um instante solto e uma eternidade de se sentir presos...
Volto, pois copiei pra ler e ler...Ganhei a manhã.ab
Olá Adroaldo, como vai? Muito obrigado pelo seu comentário. A respeito da foto, não levei máquina e não consegui estabelecer contato com nenhum fotógrafo no local, mas espero que não seja esse o motivo do bug. Quando puder, acesse o site do Anonimato S/A (www.anonimatosa.com) e deixe sua opinião. Muito obrigado.
Luiz Carvalho · São Paulo, SP 2/6/2008 11:42
"E vão-se, hora por hora, em orações secretas (...)
como se a vida já desimportasse no demais."
Adroaldo, atrasada, devido ao problema do final de semana, digo-lhe que entre todos os lindos versos desta ode à saudade, encantaram-me especialmente estes dois, perfeita tela em que o amor se mostra porque os amantes não falam. Verdadeiramente, em culto apaixonado, rezam ao ser amado e o resto não mais importa.
LIndíssimo!
Ler seus poemas é sempre deleite.
beijos
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