Aprendi que aprender se traça com a alma no prazer de fazer. Na escola, não aprendi o prazer de fazer.
Nos domingos, quando o horizonte da alma desperta a alegria de fazer, o sol brilha nos olhos da criança. Iluminam-se duas gerações: pai e filha. Na criança se desperta o sabor do saber, na alegria de fazer.
E no prazer de brincar, traço na imaginação a quadra de vôlei com linhas e redes. O sol ascende a luz e o vento como adversário acorda com aplauso dos pássaros.
O saque perfeito corta a rede na certeza do ponto. Grito de emoção! Levantada certa no erro do vento que embala a verdade no saber incorporado. Fortaleço o aprender na soma dos pontos e a menina chora na vitória do pai, ganha ginga e aprende a perder.
Entrando na quadra de vôlei e vendo aquela menina, me encontro na alegria de seu olhar. Sua verdade imaginária na realidade se faz presente no saque perfeito, fecha o set.
Orgulho certo na certeza de ter rompido paradigmas. A menina vence no sabor construído do prazer das quadras imaginárias das manhãs de domingo.
José Dagostim
Belo texto, José. Abraço,.
Carlos Magno.
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