Talvez uma valsa,
toda a noite
sem parar,
sem par
que não os pés.
dois
a bailar no chão
do céu, cheio de estrelas
e de amor.
meu bem,
desfila teu salto
em cima de mim,
me esfola
me fura,
me penetra...
o peito quer abrir,
como o chão do céu
ao engolir teus
dedos.
sentiu teu gosto.
ouviu teu grito.
cheirou teu medo.
e agora o céu é negro como a música
negro como os teus olhos vistos de baixo
negro como tua alma.
Dorme aqui na calma
do peito partido a gemidos.
e nunca mais parta.
deixa teus pés em par...
Teus pés levam,
isto é,
deixam leves,
elevam.
Nunca andam,
dançam.
São um par de histórias.
Dedos e caminhos
tortos.
Indecisos e sentidos,
tocantes,
nunca tocados.
Um pouco de ti.
Uma parte dupla.
Dói.
Tudo dói
e doer deveria estar entre as aspirações dos liquidados.
Pesa.
Doer pesa.
O corpo todo pesa,
a cabeça, os olhos, os ossos.
Reza.
Pede o que precisa.
Persista e prossiga,
pé ante pé.
Pé pós-pé.
E no pós-parto
meio metafísico.
Pé de aquiles ao sol de ícaro.
Permita-se ser líquido.
Deixe que teus pés derretam o chão
e as nuvens,
voe
o vão.
Perca.
Intensos versos, Ariane!
Abçs.
TALVEZ UMA VALSA
TODA NOITE
SEM PARAR,
SEM PAR
QUE NÃO OS PÉS.
MUITO LINDO ARIANE.
PARABÉNS POR ESSA MARAVILHOSA OBRA DE ARTE/ ADOREI A SUA POÉTICA.
7 POMTOS PARA VOCÊ__ POETA!
VOTADÍSSIMA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...
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