O mesmo vento que trazendo a chuva
apaga o fogo,
ao findar das gotas reassopra,
e acende a chama de novo.
A impermanência media ciclo
do eterno que aqui está:
de árvore a galhos secos,
fogueira, carvão e poema...
e de poema talvez se torne
o tugúrio de um coração,
pulsando alegre em tormentas,
aspirando ser criação.
À existência, esse poema que me consumo.
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