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DEBOCHE

ZEGADIS
1
Antonio Brás Constante (Escritor maluco) · Canoas, RS
3/5/2007 · 99 · 3
 

DEBOCHE
(Autor: Antonio Brás Constante)

O deboche é a mais cruel brincadeira inventada pelo homem em sociedade. Apesar de querer ser exatamente isto: “uma brincadeira”, muitas vezes se transforma em um torturante jogo de palavras e insinuações, onde a vítima passa pela agonia de se tornar o foco da atenção de determinado algoz.

Apesar de ser bem normal nos dias de hoje. O deboche é um ato desumano. A pessoa que debocha acaba infligindo ao seu semelhante o veneno de suas frases, recheadas de ironia. Levando a outra pessoa ao ridículo de se tornar o alvo das risadas de um determinado grupo, que pode ser de amigos, colegas de serviço, de colégio, etc.

O que mais magoa o debochado, é que o autor do deboche em muitos casos, é alguém intimo a ele. Seu marido, irmão, filho, progenitor, entre outras pessoas próximas de si. Ou seja, alguém que deveria protege-lo. Um ente amado, que lhe fere com palavras maquiadas em tons de brincadeira.

Quem sofre estas zombarias tem duas saídas. Ou aceita aquela situação e sua triste sina, ficando cada vez mais isolado em sua amargura, achando que aquilo que dizem de si é verdadeiro e que nada pode ser feito para mudá-lo. Abrindo a cada gargalhada alheia, novas e profundas feridas em seus sentimentos, tornando-se uma pessoa profundamente infeliz.

Ou pode utilizar todas aquelas pedras jogadas no âmago de seus sentimentos, como degraus para sair do poço de sofrimento em que se encontra, deixando de ficar posando de pobre-coitado, para ir rumo ao seu lugar ao sol.

A partir dessa decisão, levanta a cabeça e passa a enfrentar e superar as deficiências que lhe colocam na mira dos gozadores, se aprimorando cada vez mais sobre aquilo que não dominava, até conseguir vencer suas limitações.

Quando isto acontece, acaba-se o combustível das criaturas que se divertem às suas custas. E sem poderem mais lhe ridicularizar, perdem o próprio brilho de sua maldade.
Isto não acontece de uma hora para outra, é uma luta árdua que deve ser travada principalmente de forma interna contra sua própria insegurança, pois esta é a sua pior inimiga, deixando a mostra suas incertezas. Fruto que alimenta os tais “brincalhões de plantão”.

Mas o melhor de tudo, é que os “espertos” por estarem sempre se achando os maiorais, não percebem esta mudança, e ao tentarem lhe acertar com suas farpas verbais, acabam se deparando com uma nova pessoa, que consegue jogar por terra suas insinuações, fazendo o feitiço virar contra o feiticeiro.

E então, enquanto as nuvens flutuam, as flores desabrocham, a Terra gira e os pássaros cantam, a justiça poética se faz prevalecer e um sorriso de vitória passa a iluminar seus lábios com o doce sabor desta conquista.

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Autoria
Antonio Brás Constante
Ficha técnica
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OUTRA NOTA DO AUTOR: Amigos, que a força esteja com vocês, pois sem força a maioria dos microcomputadores não funciona.

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
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marcelo rezende
 

e isso ai malucao...
as vitimas sao pocos de inseguranca...sobre os quais os " espertos" e tambem inseguros jogam pedras e fazem pedidos , desejando os proprios terem sempre as suas vitimas por perto, com as quais ele espera contar para esconder suas proprias insegurancas...
parabens ..e isso ao mesmo...muito bem dito.
abs,
Marcelo Rezende

marcelo rezende · Manaus, AM 3/5/2007 10:34
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apple
 

Adorei...verdade mesmo... E mais: a gente precisa se lembrar da nossa consciência e tentar se desvencilhar desse tipo de prática contra os outros seja ela feita por simples maldade, vingança ou tentativa de controle. Nada, nenhum benefício substitui a nossa tranqüilidade de consciência.

Não é porque fazem algo que devemos fazer também porque devemos pensar no certo e no possível para nós porque os outros são os outros...e o quê vale é o nosso padrão do que seja bom e viável.

No mais é conforme dizem: "As pedras que me atirares servirão para construir o castelo da tua ignorância."

apple · Juiz de Fora, MG 3/5/2007 12:41
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Antonio Brás Constante (Escritor maluco)
 

Valeu gente,
Gente valeu,
Valeu, valeu,
Gente valente, lá vou eu novamente, a ordem que impera é que um novo texto me espera, escrito, transcrito, as vezes até esquisito, mas enquanto minhas mãos se manterem livres de qualquer camisa de força, que tranquem minha força de vontade através de regras que tentem impor sanidade, viverei e registrarei... O quê? bem, isto ainda não sei...
Grande abraço.
ABC
P.S: se vc já leu esta mensagem, é pq eu repeti ela mesmo, várias e várias vezes. O mundo é um lugar realmente cruel.

Antonio Brás Constante (Escritor maluco) · Canoas, RS 20/10/2007 12:04
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