Este poema é para LER e OUVIR. Para ouvi-lo, é só fazer o download do MP3.
teus olhos são tão sol
que molhas meu sol
quando me olhas farol
que me banha de tanta luz tamanha
tanta cruz estranha
soa no meu sol uma luz tamanha
outra luz de tuas entranhas
outra luz estranha
a tua luz nua
que luze em tua rua
curva e turva e pura
via para as tuas duas luas
que me vias
vias tão estreitas que diante
de tua luz tamanha, estranha nas entranhas
são vias
lácteas de estrelas
leito de estrelas
estrada de sóis
extracto de luz
as tuas duas luas na minha rua nua
leite puro leito impuro
leite pleno leito plano
leite amplo leito estreito
divino leite leito profano
entre o teu leite e o teu leito
me deito no desamparo
no teu jeito de me deixar sol
de me deixar sou
só no descampado
desta luz tua: lua
A idéia da gravação é efetuar uma das possibilidades de ritmo do poema. Por isto a sua qualidade não importa tanto. Aliás, quanto mais vagabundo o som, melhor - afinal de contas é uma declamação suja!
PARA QUEM QUER OUVIR MAIS: este e outros poemas estão disponívies para AUDIÇÃO no RuídosVocais.
não ouvi ainda.... mas o poema tem um ritmo próprio.... parabéns!
Celio Soares Jr · Pelotas, RS 19/3/2007 21:23
Que bom que gostou!
Obrigado
Ouvir eu não ouvi não, mas gostei do que li!
bj
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