O olhar preso no relógio
denuncia uma voraz inquietação;
presos ao pêndulo do Tempo
passamos grande parte do dia
a ver as lacunas do vazio nos engolir.
Sem trilha sonora,
nem vestes apropriadas,
nossos personagens reagem
automaticamente ao som inescutável
do esgrimir de espadas de vento.
Algo próximo do que entendemos por
desaparecimento ou extinção,
vacância, vacuidade ou amortecimento,
se nos acomete,
inaugurando a saudade
onde outrora residia
o encantamento.
Nem sempre estar próximo e presente
nos dá a exata percepção de segurança:
o perigo é muitas vezes
morada certa para os que padecem
de se sentir só em meio à procissão de
sonâmbulos robotizados.
É que estamos mesmo aprisionados em nossos medos,poeta.
nos trancamos em casa.....nos sitiamos em tenebrosos pensamentos.....e perdemos no tempo a magia de ir ao encontro
do outro.
medo medo medo.....e a vida lambendo os dias la fora.
bjsss;
Oi, Pepê,
quanto tempo em frente dos relógios, quanto tempo olhando o tempo... e ele passando. Ora nos ensinando, ora nos contendo, ora dizendo que precisamos reagir. São tantos os ensinamentos desse Senhor das Horas. E o nosso interior vai se ornando cada vez mais para crescermos na tarefa de Viver!!!
Bjs de Betha.
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