eram dois
saíam riam saíam
divertidos
juntos
como se dançassem
(ele não sabe dançar, mas tem um olhar que finge muito bem
ela sabe dançar, inclusive com os olhos )
pelas ruas
conversam
se comunicam num código próprio
criado nos jardins de um sonho comum
palavras
entre os olhares e as gargalhadas
são figuras
de assombro e vôo
são figuras
de correr e viajar
parecem uns sóis de esquina nova
parecem uns sóis de origem antiga
são sorrisos
vivem feito pássaros
(quase voam de mãos dadas)
são criaturas que inventam a noite
ou interropem o dia
entre labirintos
e mapas
trocam de nome
como trocassem de luas
por sublimes e tranquilos
mas
por simples e ingenuos
são apenas
bobo e baba : um delírio infantil.
Belo poema José, eu achei ótimo, parabéns e um abraço.
Carlos Magno.
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