Bom... É aquela história: menos de um mês de contato com o piano. As outras duas gravações que fiz e publiquei têm os nomes Piano livre e PianObrer. A obra é inacabada. Work in progress. Não é estudo, não é tocar o pré-concebido. É tocar o meio do peito e deixar sair pelas mãos nas teclas. Simplicidade musical. A gravação, como de praxe, é amadora.
A ansiedade diminui, o clima fica mais ameno. A passagem que era estreita se alarga um pouco, e encontro alguma paz no ato de tocar.
Fiz faxina em casa e troquei as coisas de lugar. Ao visitar o piano outra vez, constatei aquela velha máxima que diz que arrumar as coisas fora contribui na arrumação interna. A ausência de pressa também ajudou, ignorei a lei do silêncio e fechei os olhos em vários momentos. Fico contente com a descoberta.
Felipe, sempre me encanto com o privilégio de ver um artista criando. É raro e especial.
Estes experimentos (segundo entendi de suas palavras) têm um calor, uma alegria que parece "sair pelas mãos nas teclas".
Estou adorando ouvir.
Obrigada.
beijos
Felipe,
É mais ou menos o memso processo do 'pianobrer' com uma clara evolução para o principal problema do 'não-músico' (as aspas são porque, a rigor, todo mundo É músico, desde que nasce)
A evolução é que, aparentemente, você começa a constatar que música, como qualquer linguagem, precisa de uma estrutura qualquer que lhe dê sentido, intelegibilidade, frases, perÃodos, nuances, dinâmicas, etc.
Segue nesta praia que por aà mesmo.
Abs
Um amigo observou bem: só uso as teclas "brancas".
:)
Isso não significa que não usei absolutamente as pretas, mas sinto que, com o meu amadorismo, fica difÃcil fazer algo a partir delas que não seja dissonante.
Felipe Obrer · Florianópolis, SC 4/6/2008 20:01
Interessante esse exercÃcio. Lembrei-me da infância quando tive aula com minha vizinha, professora Ruth, mae do Ministro Miguuel Jorge e no Instituto Carlos Gomes em Campinas...Isso mesmo, quem sabe chega a uma Guiomar Novaes, Magdalena Tagliaferro ou até a famosa Laurinda Lobo...pois eu desisti...
Bacana estes posts...Continue abs
Felipe,
o som por si só do piano é lindo... Eu gosto demais!
abraço
Totalmente apreciado!O piano é mágico, gosto imensamente... Sempre te acompanho nas filas.
beijo
Felipe,
O som do piano cria sempre uma atmosfera mágica. Apreciei muito a idéia (e o resultado) de tocar ao sabor das teclas, algo como faziam escritores na literatura com o fluxo de consciência, a exemplo de Clarice Lispector.
Votei. Abs,
Repito o que disse Spirito. uma palavra a mais seria desnecessária.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 13/7/2008 23:49Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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