Desenho como quem escreve seu próprio parto nas linhas do tempo-espaço-vida-ninho. Desenho a alma, o céu, o íntimo, o infinito, aquilo que não se lê, tampouco se traduz, desenho como quem rasga a alma, dilacera o coração, apaixona-se pela vida e faz jorrar o sangue por todos os poros. Desenho, não o que vejo, ou o que só eu vejo, desenho o invisível, a morte, a fome, a tristeza, a solidão... Desenho como as mulheres das cavernas enquanto esperavam seus machos voltarem das caçadas e traçavam nas pedras a sua sorte e seu destino, como quem enfeitiça o tempo e enlaça a posteridade
Beleza de texto e imagem. Na verdade, muito mais que imagem e texto, pois não é pra todo mundo o poder de traçar o próprio parto na linha do tempo. Paz em Ñanderu (Nosso Pai, em guarani), Diacui Pataxó - minha irmã de luta. Com abraçares, Graça Graúna
graça grauna · Recife, PE 12/4/2009 02:01
Diacui,
a vida fragmentada em seus desenhos através de teu olhar
beleza!
bjs e votos
Visão da visão; essência da essência. Excelente. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 13/4/2009 22:52
Diacui Pataxo · Ilhéus (BA) ·
DESENHOS DE UMA PROFESSORA QUE VÊ
Um Trabalho Admirável que coincidiu de eu ter lido o seu Perfil, muito bem feito e sugestivo.
Parabéns pela Personalidade e pelo belo trabalho que esta fazendo.
Fotos de muita criatividade e que tem todo merecimento.
Abração Amigo
Um trabalho puro com uma essência mágica... um mundo que se esconde sob as frestas do teu olhar único... Meus parabéns!
Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 14/4/2009 23:02Escrever é como ter um filho. Lindo ao nascer, mas bastam duas ou três novas leituras que o senso crítico aflora e nos remete ao "podia ter feito melhor". Lindo texto!
Pessoa de Melo · Olinda, PE 16/4/2009 16:02obrigada a todos que aqui comparecerem e deixaram seu carinhoso comentário, que me estimula a continuar desenhando essas tristezas que rabisco, essas amarguras da vida... desenho-as no papel para tirá-las da alma... bem sei que são tristes, mas é o que minha mão contorna, o que minha linha traça, o que meu ser persegue na escrita do desenho lúgubre, estranho, choroso, mas que luta e denuncia, como rude mãe Àfrica ou terra-mãe. São fragmentos sim, Dó, eu sou assim pedaços, mas também é minha essência sim, Juscelino, é o que eu sou, é o que eu sinto, essa dor visceral que explode por todos os poros, por todos os fios de cabelo...essa dor que explode em arte e beleza, ainda que o tema seja a desilusão e a tristeza
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 23/4/2009 19:35
Olá poeta!
Diferente e tão soberbo é sempre inovar a arte visual em várias maneiras. Supremacia total você passa uma alma um olhar em cada figura expressa. Um beijo grande, feliz por sua visita e comentários. Vou visitar seu Blog, entre em meu Balaio de Poesias, estou começando a postar. Beijos da Guerreira.
Atento para os olhares todos......eles falam por si !
adorei sua arte. mto.
bjsssssss;)
Belo Trabalho. Personalidade forte que sonda a essência da Alma. Quero conhecer outros desenhos!
Saúde e Paz. jbconrado.
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