Eu que nem tinha começado a sério,
Marquei meu suicídio para um ato público,
Juro, no melhor mausoléu do cemitério
Confiram na Tevê Qualquer, no Não Notícias Nacional
Isto que foi romântico, mas não é inédito,
Até, que eu saiba, já é trivial, banal, coisa e tal
Eu, dinheiro, não tinha, agora os doutos
Negar-me-ão a escrita
(Tem muita gente aí querendo escrever, pode parar, pode parar!)
Ficou-me o cérebro louco,
Que oco já era, conforme diagnosticaram
sob aplausos mil, senhoras e senhores variados
Que pena, dirá a repórter assanhada pelo vento
Que era tão menina e um talento
Que as amigas de escola e convento todas
reconheciam precoce.
Morreu!
Se fudeu!
Não valeu...
Inda bem que acordei a tempo de afrouxar esta corda no pescoço.
Antes mostarda que ketchup,
Antes nunca que nadando
Antes dando que nada.
Vou-me já que tá pingando.
Alguém aí empresta um guarda-chuva pra fazer sombrinha?
...
Complemento aos 19min do segundo tempo:
Já tendo o dom da manha,
Cedinho, pariu
O primeiro berro
Lapada na orelha
Dom lapidado
Do povo que mais manda
Palavrinha, palavra, palavrão
As putas tristes têm memória,
Nos disse Gabo, madurão
Já, com saudades de amanhã.
Juliaura,
Criatividade em pessoa, muito bom, ainda bem que a tempo afrouxou a corda do pescoço...
Marluce
Mar-de-luzes que bate na minha praia.
Agradecida, amiga.
Isto que só era o ketchup,
nada próximo da gravata colorada que os sabres muito deixaram aqui pelas coxilhas.
Ufa!
Genial. Minha ignorância teve que ler duas vezes.
Jolie Moysés · Belo Horizonte, MG 12/4/2007 22:14
Só o olhar primeiro, um novo olhar, permite maravilhar, diz um overamigo nosso.
E tu acabas de dar o sentido exato do que eu achava dessa frase.
É quem olha que percebe a maravilha.
Eu cá com meus botões,
casa e comida,
Tu aí te maravilhando,
Se posso pensar assim do que dissestes ser genial.
Nem tanto, nem tanto...
Não há uma sem a outra
Nem desvelo sem primeiro olhar,
Nem novelo sem linha,
Dá corda que eu empino pipa,
Agradecida, Jolie.
O que escrever para esta nova amiga ? Melhor admirar, obervar, aprender e degustar insaciavelmente.
Higor Assis · São Paulo, SP 13/4/2007 09:07
Maravilha és tu linda Juli.
Tua iniciativa de apresentar a apresentação d'O dia do descanso de Deus foi show de bola.Te devo mais mil daquelas.
E, pelo lido, estás despertando outras maravilhas com teu entusiasmo.
Texto bom este teu aqui.
Eu também não me senti confortável como escritor morto.
Sei lá, revirei no caixão, sacudi a poeira do passado e decidi assombrar leitores e puxar o pé da crítica nas noites penumbrosas -rsrsrs.
Beijo no coração.
Ué! Mudastes o título do livro sem avisar?
Já não tava na gráfica?
(uahauahuahuah)
Vais me dizer que não conseguistes fechar o html depois de Deus, não é´? Que show de bola é um adendo que se intrometeu.
Foi brincar com o Homem deu nisso (rsrsrsrs).
À parte, publiquei a apresentação porque vi no Retorno Imperfeito quando fui buscar aquela frase sobre Alice que me falastes uma vez.
Agradecida, ainda assim.
Beijo.
diante de tão belos comentários pela grandeza a ser comentada!
sentar-me-ei no mais alto cume terrestre e gritarei juli, v. ED+
BEIJÃO GAROTA!!!
Lio,
Agradecida.
De quem é esse desenho do violeiro?
Tem como ver ampliado em algum lugar?
juli, v, entra no google clica imagem, bota, violas nordestina tá lá
toda magestosa um grande abraço!!!
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