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Deuse e Dêmonios 4

Lauro Winck
1
LAURO WINCK · Rio Pardo, RS
28/10/2009 · 14 · 11
 

QUARTA PARTE – SURPRESA EM AQUA 1

No dia do embarque algumas garotas faltaram então simplesmente entrei na fila. Não havia um controle e ninguém me perguntou nada, mesmo porque de cinema não tinha nada. Quando a nave partiu de Nova Terra é que as garotas perceberam a cilada e então era tarde. Depois de dois dias de viagem, fomos transferidas para uma outra nave e fomos selecionadas e enviadas em naves menores para destinos diferentes. O resto você sabe. Eu fugi e acabamos naquela cratera. – Certo vamos então começar por aí. Aqui não adianta tentarmos obter mais informações, temos que combater os seqüestradores minando suas bases. Acho que devemos nos armar melhor e ver o que arrumamos em Even2. – É, temos contas a ajustar por lá. Mas antes acho que devemos tentar a rota das naves de transporte. Existem alguns postos intermediários, por exemplo, Aqua 1, aquele em que o piloto que me seqüestrou encheu a cara. – Talvez possamos também saber o destino dos diamantes. Maira concordou e tratamos de ultimar os preparativos para a viagem. Achamos melhor viajar numa nave de apoio, um pouco maior do que as de combate. Esta nave poderia conter em um espaço-tempo paralelo duas naves menores de combate. Solicitei ao comando um piloto para eventualidades em que tivéssemos de utilizar duas naves de combate então precisaríamos de alguém para ficar na nave mãe. Na manhã seguinte o piloto apresentou-se e tive uma surpresa, me mandaram uma mulher. Hatenna servira na nave de Rogério na época em que eu também servia completando meus estudos. Na época chegamos a namorar, mas logo eu fui transferido para a agência de controle espacial e nos distanciamos. Ela era alegre e sempre tinha um sorriso estampado nos lábios. Apresentou-se com o uniforme característico dos anulanos, estampado com borrões de cores pasteis. Anul, pela vegetação bastante colorida em função de uma temperatura estável o ano todo, usava este artifício como camuflagem em combate. Trazia duas sacolas e em uma delas, dinheiro. Moeda intergaláctica porque poderíamos precisar dada a complexidade da missão. Maira não me pareceu muito feliz com a chegada de Hatenna, mas não falou nada. Assim partimos para uma viagem que mal sabíamos reservava acontecimentos imprevisíveis. Nos primeiros dias de viagem, transcorria tudo na normalidade até que o alarme de bordo acusava um ataque eminente. – Vespas! Falou Maira. Estão vindo em nossa direção. Hatenna saltou e corremos para o compartimento das naves de combate. Tínhamos que agir rapidamente, as vespas eram pequenas naves robots, comandadas a distância. Mal tivemos tempo de tomar nossos acentos e sair para o espaço enquanto Maira nos mantinha informados da distância de aproximação das perigosas vespas. Eram apenas duas, mas isso era suficiente para causar o maior sufoco. Uma delas vinha no meu encalço e a outra atacava Hatenna, que em uma manobra arrojada conseguiu disparar atingindo-a em cheio. A outra estava muito próxima e a minha manobra não foi suficiente para livrar-me do incômodo. Então a atitude de Hatenna, me surpreendeu. Apesar de ainda muito jovem, possuía uma habilidade fora do comum e era absolutamente fria, fazendo o que tinha que ser feito com uma coragem pouco comum para uma mulher. Ela simplesmente lançou sua nave sobre a vespa ejetando-se para fora frações de segundo antes que as duas naves explodissem. Ela acabava de salvar a minha vida e eu precisava agora manobrar com muita concentração para resgatá-la. O capacete dela teria oxigênio por apenas alguns minutos mais. Posicionei a nave cuidadosamente junto a seu corpo e abri a escotilha puxando-a para dentro. Ela estava quase sufocando e até que o oxigênio se refizesse a bordo eu teria que agir com rapidez apesar dela estar sobre meu colo com as pernas para trás do acento. Com toda dificuldade consegui remover o capacete e aos poucos ela se refez. Um sorriso brotava em seus lábios e me olhava satisfeita. – Puxa, você é uma garota corajosa, o que você fez é uma coisa extremamente arriscada. – Era a única coisa que podia fazer ou você não estaria aqui, comigo assim no seu colo.
- Bem, devo-lhe a minha vida. Manobrei de volta para a nave e estranhei o silêncio de Maira. Chamei, mas não obtive resposta. Será que estava aborrecida comigo por causa de Hatenna? Deixamos as naves e encaminhamo-nos para a sala de comando. Maira não estava. Procuramos por toda a nave e nada. – O que você acha que aconteceu? Perguntou Hatenna. A resposta revelou-se numa projeção tridimensional. Mira a um canto do painel, com aquela expressão de soberana, sorria maliciosamente. – Oi! Querido, fique tranqüilo, sua namorada está bem e está aqui comigo. Não se preocupe, nada acontecerá à ela se eu tiver os diamantes e você. – Quero vê-la. Respondi. Surgiu então a figura tridimensional de Maira. – Rogério! Não faça nada do que ela pede. Quero falar com Hatenna. – Ok! Disse Mira, mas seja rápida, tenho o que fazer. – Hatenna! Falou Maira, os diamantes dificilmente poderão ser recuperados. A estas alturas já estão espalhados por aí. Cuide bem do Rodrigo. Adeus! Rodrigo eu te... A imagem se desfez e Mira falou. – Você sabe! Você e os diamantes em troca de Maira. A imagem de Mira se desfez e ficamos arrasados. A bruxa deveria ter enviado as vespas e tirado Maira da nave, não sei como, mas dela podia-se esperar tudo. Sentei-me em minha cadeira de comando e tentava concentrar-me no que deveria fazer. Maira havia falado em Aqua1, uma cidade sobre o mar em um pequeno planeta distante de Even2 uns 600.000 km. – Vamos para Aqua1 hatenna. – Sim! Sei onde fica. Descanse um pouco. Eu piloto. – Ok! Assuma, Mira não irá fazer nada agora! Fui dormir um pouco e consegui tirar um cochilo de umas duas horas. Aqua 1 é um planeta com 90% de água, uma bola oceânica com algumas ilhas. A cidade flutuante constituída de um aglomerado de prédios em módulos unidos por passagens móveis, ficava próxima a uma ilha rodeada por uma extensa praia. Decidimos adiantar-nos no tempo, ficando desta forma invisíveis. Sobrevoamos a ilha e em um ancoradouro, um barco esperava. Pousamos em uma área aberta e ficamos observando. Não tardou para descer uma outra nave. Pousou próxima ao ancoradouro e de seu interior desceram cerca de 50 garotas, mas me chamou a atenção o homem com uma pasta na mão. Marcio Cvb8967 Santana, filho de Maiha com Márcio Santana, tinha que ser ele. Mas, o que ele estaria fazendo ali? Estaria envolvido com o seqüestro das garotas? – Hatenna! Estamos invisíveis para eles, então, vamos segui-los até a cidade. Não posso crer que o filho de Maiha esteja envolvido nisso. Deve haver alguma explicação. Seguimos logo atrás do grupo e embarcamos. Marcio C.S. Conversava com um sujeito que deveria ser o responsável pelo destino das garotas. Não consegui entender o que conversavam pois o alarido produzido pelas mulheres, abafava. Seguimos Marcio, quando se encaminhou para uma sala em um prédio contíguo e assim podíamos ouvir o que conversavam. Ao que deduzimos, ele estava sim, negociando as garotas e ouvimos ainda comentários sobre o desaparecimento dos diamantes. Decidi então entrar em contato com Rogério, mas parecendo adivinhar minhas intenções, sua voz veio aos meus ouvidos. – Rodrigo! Estou indo com uma tropa de assalto. Não podemos por em risco as garotas. Mais tarde cuido de Marcio. Espere-nos hoje a noite junto ao ponto de desembarque ao sul da cidade. – Ok! Estarei a postos!. – Hatenna vamos nos preparar parece que teremos combate. Vestimos nossos uniformes de combate e deslizamos junto as paredes até o ancoradouro. Não tardou para que surgissem vindo a tona, Rogério e mais alguns homens. Aos poucos iam se espalhando e mais homens emergiam subindo para a calçada. A idéia que Rogério me passou seria de um ataque surpresa. O local era defendido por um pequeno exército de mercenários bem treinados, mas éramos em número maior. Aquela hora da noite, apenas alguns guardavam posição em pontos estratégicos. A maioria dormia. A ação foi rápida e em pouco tempo estavam dominados. Apenas algumas escaramuças que resultaram em dois homens dos nossos feridos e algumas baixas do outro lado. As garotas foram todas reunidas em um salão e aguardavam o barco que as levaria até a nave de Rogério. – E Maira? Você sabe dela? Perguntei a Rogério. – Sim! Respondeu! Sinto sua presença em algum ponto sobre o mar, mas algo bloqueia meus contatos e não consegui localiza-la. Mira é muito esperta e achou algum modo de impedir que eu pudesse resgatá-la, da forma como havia feito tirando-a de sua nave. Vamos acomodar as garotas e depois tentaremos localiza-la. Neste meio tempo, percebi que uma nave decolava do terraço de um prédio próximo. Naturalmente que os nossos alvos principais estavam evadindo-se. – Mira não está aqui. Falou Rogério. Deve ter viajado para cuidar de alguma falcatrua. Ao amanhecer, já com as garotas embarcadas e os prisioneiros acomodados em um compartimento da nave de Rogério, resolvemos sobrevoar o mar de Aqua 1 a procura de Maira. Rogério seguia seus instintos e mais ou menos sabia da localização. Mas o que vimos, quando finalmente a encontramos, deixava claro que Mira não pretendia devolve-la. Provavelmente a mataria assim que obtivesse os diamantes. Ou deixaria que morresse, pois a havia aprisionado em pleno oceano em condições absolutamente inusitadas. Só uma mente doentia poderia imaginar algo assim.
Deuses e Demônios 04

Sobre a obra

Ao investigar os acontecimentos em Aqua1, Rodrigo descobre o envolvimento do Filho de Márcio Santana com Maiha. Porque ele estaria envolvido no tráfico de mulheres?

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Autoria
Lauro Winck
Ficha técnica
Txto/Word
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LAURO WINCK
 

Bem! Pretendia comemorar minha centésima colaboração. Acabo de me dar conta que já são 102. Pode?

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 28/10/2009 13:58
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azuirfilho
 


LAURO WINCK · Rio Pardo (RS)
Deuse e Dêmonios 4

Mulheres incríveis vivendo uma trama sem limites, numa História fora de série.
Parabéns Amigo Escritor e Poeta, Cheio de novas idéias neste mundo tão avançado no tempo.
Estamos viajando juntos e admirando este tempo espaço tão incrivel na sua forma de nos apresentar.
Abração Amigo.
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 28/10/2009 15:19
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menina_flor
 

Lauro amigo: viu só? Seus contos são tão envolventes que até você mergulhou neles. Comemoremos então o 102, 103, 104 etc.
Muito suspense e imaginação.
Estou adorando.
Mas quero mais!
Bjos
Patty

menina_flor · Rio de Janeiro, RJ 28/10/2009 17:51
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Greyce Kelly Cruz
 

é que você é um cerébro propulsor...
parabens pelas 102 publicações!!!

Greyce Kelly Cruz · São Luís, MA 28/10/2009 21:23
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Ilia Noronha
 

Parabéns poeta!!!
Seus textos sabe com alimentar a minha mente sedenta de historia.
beijus poeticos.

Ilia Noronha · Manaus, AM 28/10/2009 22:51
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Ailuj
 

Embora nem sempre comente por falta de tempo estou acompanhando
Beijos

Ailuj · Niterói, RJ 28/10/2009 23:12
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alcanu
 

Diz um velho adágio que os diamantes são os melhores amigos das mulheres...
parabéns pelos seus cento e tantos textos...
mente imaginosa e criativa taí !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 29/10/2009 01:20
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clara arruda
 

Adorei a forma como vc conduziu mais esse texto.Um bom dia amigo.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 29/10/2009 07:34
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kfarias
 

Parabéns e parabéns, já são 102? Parece que foi ontem que o começo dessa jornada maravilhosa de escrever maravilhas e nos presentear com as mesmas, fico feliz em participar dessa festa.
Abraços,
kfarias.

kfarias · Águas de Lindóia, SP 29/10/2009 07:42
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Greta Marcon
 

102 textos! É mole? Haja mente criativa... Cada dia melhor...
À espera de um novo capítulo...
Votado
Beijos

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 30/10/2009 00:55
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Mirtes Carvalho
 

Meu amigo Lauro alem de mais uma excelente história, a comemoração dos 102 trabalhos. Parabens, e principalmente por serem excelentes. Bjs, Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2009 13:11
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