NONA PARTE – A ÚLTIMA ESPERANÇA
Adan 7 mantinha-se tranqüilo e procurava dar corda em Nilus que tinha realmente um trunfo poderoso nas mãos. Mas, Adan parecia saber de algo! Estava muito confiante para quem está numa situação desesperadora. Então algo atingiu a cabeça de Nilus e o impacto o lançou para trás.. O sangue espirrou pela parede e ele arregalou os olhos e fitou Adan. Então estremeceu e seu corpo desabou. O que aconteceu a seguir foi ainda mais estranho. Os soldados de Nilus começaram a entrar em convulsão e tentavam pôr-se de pé, mas aos poucos iam desabando, um por um e agonizavam. Em poucos segundos estavam mortos. – Hatenna! Chamei. Não sei por que, mas algo me dizia que mais uma vez Hatenna estava por trás disso. – Onde você esta? – Estou a mil e duzentos metros daí. – Mas como? O que você fez? – Fica frio! Depois te conto. Adan estava abaixado junto ao cadáver de Nilus e tinha na mão o projétil. – Esta menina é demais! Um tiro perfeito. – A 1200 metros? Perguntei. – Sim. Respondeu Adan. – Então você sabia? – Claro! Respondeu ele. - Eu sempre sei. A surpresa é a morte de seus soldados! Meu amigo! Temo que agora tenhamos que pensar no que fazer com 400.000 cadáveres que estão espalhados por aí. – Então eram humanóides comandados pelo cérebro de Nilus? Perguntei. – Creio que sim, afinal este nosso universo tem sempre formas de vida e matéria dos mais estranhos e bizarros tipos. Então lembrei-me da ameaça! A bomba! – Adan a bomba! Espero que não tenha um mecanismo de tempo para explodir e ainda temos que localiza-la. – Já sei onde está, aliás o burro do Nilus deu a pista.Vamos para lá. Em instantes estávamos em um dos túneis subterrâneos usados para manutenção e monitoramento dos sistemas de distribuição. A bomba estava em uma cápsula de vidro bem ao centro de um cruzamento de túneis. Um facho de luz vermelho deixava claro que tinha uma fotocélula que explodiria tudo se interrompido. – Bem! Remover isso não vai ser uma tarefa fácil. Falou Adan coçando o queixo. Vamos ver, acho que se removermos o conjunto todo evitamos a explosão. Repentinamente me chamou a atenção um minúsculo cronômetro abaixo da base. – Adan, tem um detonador de tempo e está ligado, temos pouco menos de uma hora. – O cretino deve ter acionado antes de morrer. – Ok! Primeiro vamos ligar uma bateria e depois cortar a corrente. Aqui a direita no armário de material elétrico tem baterias. Pegue enquanto tento encontrar um meio de parar o detonador. Temos 56 minutos ainda. Busquei a bateria no armário e Adan fez a troca. – Agora, falou ele, vamos nos concentrar e mover o conjunto para a o poço acima. Precisaremos unir forças par que o conjunto possa ser lançado até a base. Se cortarmos a corrente por alguma razão, vamos desaparecer e virar mini buraco negro. Pronto? – Sim, vamos lá! Foi uma tarefa bastante lenta e nos transportamos junto até a base. Chegamos ao topo do poço e ainda levamos um bom tempo para abrir a tampa de entrada. Havia uma pequena nave transporte estacionada perto e resolvemos colocar o artefato preso ao cinto de segurança. Tínhamos agora 30 minutos exatos. – Ok, falou Adan. Agora é com você. Ponha o para quedas e suba até o limite da atmosfera. Acelere ao máximo e depois salte. Quando finalmente consegui acelerar o suficiente, sobravam exatos 20 minutos, o tempo limite para colocar a nave a uma distância segura. Ejetei o banco e acho que desmaiei, acordei muito próximo ao solo e mal tive tempo de desviar de uma árvore antes de uma desastrada aterrisagem que me fez rolar por um barranco. Quando finalmente estacionei depois de rolar não sei por quantos metros. Minha perna direita doía terrivelmente. Adan estava a minha espera com aquele sorriso enigmático. – Adan! A explosão! – Calma meu rapaz, foi lindo! Mas, por muito pouco você não virou um buraco negro. Você desmaiou ao chocar-se com a atmosfera. Isto é natural. Fui então levado para o centro médico hospitalar. Havia ganho uma perna enfaixada. Então surgiu Hatenna a porta do quarto e seu sorriso nem cabia no ambiente, estava eufórica. – Você está bem? Perguntou. – A perna ainda dói mas estou bem. Agora diga-me como foi aquilo! Que arma era aquela? – Um fuzil de fabricação russa que ganhei em uma aposta. Quando falaram no local da reunião entre o invasor e o Adan, lembrei de uma torre a 1200 m dali de onde fiz umas fotos, dali dava pra ver a janela em frente ao Nilus. Então corri para casa, peguei a arma, montei sobre o tripé e disparei. Ela possui uma luneta muito eficiente, mas é um tiro difícil, pois temos que calcular a velocidade do vento e mais a rotação do planeta. Por sorte deu certo. – Ok! Que aposta você ganhou? – Bem! Ganhei de um ex namorado russo. Acertei uma lata de cerveja a 1300 m. Bem, é uma peça de museu, mas muito eficiente ainda. – Meus parabéns, foi um belo tiro. O Adan sabia que daria certo por isso estava tão confiante. – Sim! Você lembra que o ele disse? – Sim! “Vá em frente garota! Boa sorte!” Claro, ele pode ver o futuro e já sabia que havia dado certo. - Há! Tenho uma novidade pra você, vou ser condecorada pela administração de Nova Terra e me darão o título de Cidadã brasileira. – Ótimo! Parabéns, você merece. – Obrigado! Sabe? Agora que serei cidadã brasileira podemos casar! – Casar? – Sim querido e tem mais, quero uma lua de mel no México em 1970. – Hei! Você está bem? Porque 1970 e por que no México? – Hora quero ver o Pelé jogar! Neste momento Rogério entrou no quarto e foi, antes que pudesse dizer algo, solenemente intimado como padrinho de casamento. E eu nem ainda havia concordado em casar. Mas adiantaria? Claro que ele aceitou e brincou! – Nem pense em recusar o pedido certo? Com a pontaria que ela tem...Rimos da situação e começávamos a analisar os acontecimentos e as informações já obtidas junto aos investigadores. Os discípulos de Nilus, eram humanóides que dependiam totalmente dele. Estavam presos a ele por um sistema eletromagnético que mantinha seus cérebros conectados ao de Nilus. Quando Nilus foi atingido todos eles sofreram morte cerebral. Estávamos envoltos nessas teorias quando o médico entrou no quarto. Mediu a minha pressão, tomou a febre e anunciou; - Companheiro, temos que fazer uma cirurgia, sua perna foi, digamos bastante danificada. Percebi os olhares preocupados de Rogério e Hatenna que olhou-me e disse! – Não se preocupe! Você vai ficar bem! Fui então levado para a sala de cirurgia. Deram-me uma injeção e apaguei. Acordei pela manhã e Hatenna estava sentada com o rosto apoiado sobre minha mão e chorava. –Porque está chorando? - A operação! Eles.. – Calma eu estou bem, minha perna ainda incomoda um pouco mas.. Eu sentia a perna estava tudo bem! Mas, ao olhar por sobre as cobertas foi como bater a cara em uma parede a toda velocidade. Da metade da coxa para baixo, não havia nada! – Hatenna! Minha perna, eles...- Sim! Tiveram de amputá-la. – E agora? Falei aflito. – E agora, nada. Com os avanços que temos hoje não creio que vá fazer falta. Há! Você tem que escolher seus padrinhos pro nosso casamento. - Você vai querer casar com um perneta? – Corta essa, perna pra que? - Bem! Penso em convidar o Adan. Mal acabava de falar ele entrou sorridente como sempre e desta vez estava acompanhado. – Eu aceito aliás, eu e minha nova esposa. – Oi pessoal! Era Kelly Wilians Santana em pessoa. Aliás agora então somente Kelly. As esposas do Adan não tinham sobrenome. Ou seria a partir daí Kelly 7? –Trouxe um presente pra você! Veja! Até vai dar pra jogar futebol e tem uma vantagem se um cão te atacar coloca ela na frente. Garanto que ele não vai gostar. Logo você vai estar em forma. Precisamos de você e uma perna a menos não vai deixa-lo fora de combate. A prótese na verdade seria provisória. Mais adiante seria implantada uma nova perna gerada em laboratório a partir de meus próprios tecidos recolhidos na cirurgia. Seria uma espécie de perna biônica. De qualquer forma, eu teria um tempo para me recuperar da cirurgia A prótese que Adan me dera, era confortável e não me impedia os movimentos. Passaram-se mais uns dias e eu já me preparava para voltar ao trabalho. Eu voltava para casa a noite depois de cumprir meu primeiro dia de trabalho e chovia muito. Estranhei que meu cão não viesse ao meu encontro como sempre fazia. Resolvi olhar no pátio e ao abrir a porta da cozinha, fui atacado por uma forma estranha. Embora estivesse escuro, pude perceber que tratava-se de um animal completamente diferente do que tínhamos no planeta Lembrava uma grande tartaruga embora não tivesse um casco e nem o pescoço para dentro. Era muito ágil e felizmente atacou minha perna artificial. Sua boca era enorme e eu tentava arrasta-la para a cozinha, pois não estava armado. Mas eu não conseguia meu intento, era muito forte e então empurrei a porta puxando com força a perna. O animal soltou-me e girou correndo rapidamente para os fundos do pátio. Peguei uma lanterna de mão e a arma e fui para o pátio, mas já não encontrei nada. Havia sangue sobre a calçada e entendi que meu cão deveria ter sido vítima da estranha criatura. Procurei por todo o pátio e dentro de casa, mas não havia vestígio do cão. Fora consumido pela criatura. Falei com Rogério e lhe contei o ocorrido. – Você não sabe? Temos alguma coisa atacando pessoas e animais domésticos. Deve ser a tal criatura que você falou, resta saber se existem outras e com o que estamos lidando. Droga! Quando tudo parecia sob controle. Uma nova ameaça emergia...
Deuses e Demônios 09
Agora só resta uma esperança, será que ela existe?
Ah, quem num gostaria de retornar à Guadalajara, 1970 ?
Um beijo !
LAURO WINCK · Rio Pardo (RS)
Deuses e Demônios 9
A Antiga Luta do povo da nossa Terra. Uma versão mais poderosa e atualizada, numa nova roupagem com mais recursos e abrangência.
Aventuras de sacodir a roseira, de arrepiar cabelos.
de animar a gente para as nossas lutas.
Parabéns pela Criatividade.
Abração Amigo
Lauro
Pura adrenalina...
ainda bem que a perna biônica não foi prato especial
para a estranha criatura
bjs
não deu tempo de ler todo
mas de qualquer forma,votado!!!
Sempre ha esperança...
Super!!!
Aguardo mais.
beijus
Mais umja pagina linda de seu conto, parabéns.
kfarias.
...entre anjos e demonios você nos brinda com mais uma aventura escrita. Parabens.
graça grauna · Recife, PE 12/11/2009 08:12
Amigo Lauro: emoção a 1000! A cada capitulo mais emoção.
A esperança tem que ficar viva se não tudo termina.
Parabéns!
Bjos
Patty
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