Hoje procuras entre alamedas silenciosas
Levando nas mãos as flores que negastes
O sepulcro das recordações lacrimosas
Onde repousa o amor que desprezastes.
Em passos lentos pela idade avançada
Levas no rosto marcas de arrependimento
Ciente de que a beleza física não é nada
E que fatalmente se acaba com o tempo.
Sobre a campa o retrato estampa o sorriso
E o olhar brilhante que teu rosto refletiu
De quem viveu para te oferecer o paraíso
Mas que por desilusão à tristeza sucumbiu.
Molha a mármore fria teu pranto convulsivo
Ao ver na lápide teu nome em letras garrafais
E a frase de um sentimento indestrutível...
" Aqui jaz aquele que te amou demais! ".
Excelente! Gostei por demais deste belo poema, uma forma inusitada de demonstrar a eternidade de um amor! Texto muito bem construído, em alto estilo! Bravíssimo!
Erode Lino Leite · Campo Grande, MS 30/7/2008 17:44
Falcão, seu poema fala do arrepender-se tardiamente. Um alerta para que façamos aquilo que devemos/podemos fazer antes que não haja mais oportunidade.
Meu abraço
Falcão,
Lugubre e triste soneto, mas ficou bonito, bem feito.
Devemos saber cultivar o amor, para que não haja arrependimentos depois. Um alerta!
bjssssssss
Belíssimo, Falcão! Pelo que percebi, está dominando bem a métrica, fico feliz por isso. Não é fácil metrificar, rimar, fazer sentido e beleza tudo de uma só vez. Você conseguiu.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 30/7/2008 20:54Gostei, Falcão. Um poema avesso ao Amor em Tempos de cólera. Lembrei do romance pelo contraponto aqui. Muito bom.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 30/7/2008 23:40
Poema de amor que revela a dor do arrependimento mas dito com a ternura característica do teu versejar.
Parabéns querido Falcão.
A vida espera a morte
e nada, no final, acerta as contas
haverá credores e devedores
Belo poema
Um abraço
Como disse o Cris,quanto arrependimento quando deixamos passar o tempo...E como ainda guardamos o amor,como se pudesse ficar preso em louça fina,dentro de algum lugar fechado...Quando um dia resolvemos abrir aquele sentimento ele caducou,morreu por falta de alimento,só restou saudade...Mas do que não foi vivido,nem a saudade alimenta.Querido Falcão,lindo poema!
Luciana Nabuco · Rio de Janeiro, RJ 31/7/2008 11:10
Oie!!! Tão profundo... tão triste. Mas que fica lindo. Amei Falcão.
Beijossss enormes meu querido.
kisssss
ùnica realidade de nossas vidas é a morte amigo
Homenino Poeta · Porto Alegre, RS 1/8/2008 11:58como sempre um excelente trabalho,parabéns.votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 1/8/2008 17:44
Um poema melancólico e muito triste...bom p/refletir...
Tu és um encanto,parabéns!
Votos e beijos...
A gente tem de amar enquanto "veve" ! Um braço, poeta !
alcanu · São Paulo, SP 1/8/2008 19:04
Meus votos com carinho!
Vim correndo!
estava no shoping quase passo batido!
beijos meu poeta seu poema como sempre belissimo!
hum...hum...amor tem que ser dado e dedicado em Vida. Beijos!
Natália Amorim · Belém, PA 1/8/2008 20:02
Já nascemos com a certeza que o fim nos espera. Nesse ínterim, o que vale é a intensidade do amor que vivemos!
Fantástico!
Falcão
voltando e relendo
Parabéns!
bjsssss
Meu querido,compareço.Com o teclado duro.mas nõ deixria de estar aqui.
ler seu poema é acreditar que só mesmo um poeta com a alma linda como a sua,pode nos trazer em versos o que recusamos aceitar,
Te amo meu amigo.
ótimo texto, faz nos pensar que é preciso valorizar aqueles que amamos enquanto estão vivos e por perto. Pois depois da hora da morte não podem mais receber o que sentimos, só nos restando o amor que não fora partilhado enquanto vivo. muito bom.
Robson Coelho · Trindade, PE 11/8/2008 23:40
Esse é mesmo um "dia de finados".
Gostei!
Beijos
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