Não é possível neste engatinhar do século XXI pensarmos o processo de realização humana somente porque se alcançou sucesso em um segmento da vida. Há os que se aquecem com suas glórias porque sabem curtir a vida; outros porque venceram no mundo do trabalho; há ainda os que são craques na arte dos relacionamentos amorosos e por aí vai. O ser humano não deve ser visto somente por uma parte isolada. Os ventos sobre estes tipos de pensamentos já nos trouxeram Jan Smuts, Fritjof Capra, Ludwig von Bertalanffy, Edgar Morin, entre outros, cada um em seu campo de pensamento.
Notadamente uma pessoa que busque sua realização pessoal num aspecto de sua vida terá a sensação inicial de sucesso. Mas, com um pouquinho de tempo verá que há muito por fazer. O cuidado conosco mesmos deve ser constante e a construção do que somos merece uma atenção desperta a toda nossa complexidade. Creio que cinco dimensões valem observar:
1- dimensão do trabalho/ estudo: todos precisamos nos sentir úteis, conseguir bens materiais e imateriais, frutos da dignidade de nossos esforços;
2- dimensão do lazer: todos precisamos de ócio, preguiça, prazer, descompromisso com qualquer meta;
3- dimensão dos afetos: todos precisamos perceber que somos queridos, considerados, amados e precisamos querer, considerar e amar outras pessoas; se não tem alguém ao menos um animalzinho, uma plantinha, por enquanto servem;
4- dimensão social: todos precisamos conviver em grupo, em comunidade; lá compartilhamos, questionamos, somos questionados e mudamos;
5- dimensão do transcendente: todos precisamos acreditar em algo maior do que nós mesmos, que transcenda nossa dimensão egóica. Muitos chamam o Inaudito e Inominável de Deus, Olorum, Javé, Alá, Axé...
De outra maneira, não devemos nos fixar em nenhuma dimensão. A segmentação adoece, regride, infantiliza. Por exemplo, congelando-se no lazer (oxidação do ser), no trabalho (automatismos), nos afetos (desequilíbrios emocionais), no social (fragilização da identidade pessoal), no transcendente (fanatismos, fundamentalismos). O convite é vivenciar a circularidade e não a focalização míope. Geralmente quando não estamos bem conosco mesmos há algum exagero em alguma dimensão ou deixamos de vivenciar algumas.
Primoroso. Seja ben-vindo aqui no Over.
Abçs. Benny.
Lindomar,... interessante seu texto.
Gostei muito. Parabéns!
Salve Lindomar da AmadaBelém do Pará.
Seu Trabalho esta Em Bom Lugar.
É uma grande contribuição para a formação de todos
nós, que nunca estamos verdadeiramente preparados.
Como que referencias que devemos de ter para náo desumanizar po, melhorara humanização.
Seu trabalho esta em bom lugar.
Oi, Lobo!
Além de poeta é também filófoso? Gostei desta sua face também. Parabéns!!! Um grande abraço.
Lindomar, gostei muito do seu texto.
Parabéns pela mensagem. Precisamos refletir muito sobre como equilibrar todas as dimensões do nosso viver.
Agradecida. Seja bem vindo.
Sou uma mineira alegre e quero me encontrar com você por aqui.
Abraços.
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