Tempo,
escorredouro de minhas ilusões
tropeçajeiro dos meus "eus"
e meus "és" etnocêntricos...
Como um deus,
entre a maldade e a benevolência,
afaga o ego de meus dias
e puxa o tapete de minha sorte...
Inconstância,
feito nome da Horrenda da festa
incomoda aos passos e aos pés...
como Rastro incerto na areia
tem o vento e o mar como inimigos
os pés de criança a lhe extinguir
sua morte, uma dança miraculosa sem fim...
Entre o afago e a morte,
a exacerbação da poesia descalça de pudor
o exagero do poeta vestido de interrogação
a boemia dos papéis soletrados, devidamente amassados,
nos bolsos...
tempo, tempo, tempo...
inconstância...
tempo, tempo, tempo...
bela poesia, sabes escrever os erros e atropelos dessa vida errante de poeta, com belas dores, dúvidas e angustia que só as letras fazem belas.
abraço caro amigo, jh
Meu caro Joe, a inconstância nos leva sempre a lampejos artísticos que resultam em bons textos como este. Muito obrigado e garnde abraço. Considere-se votado.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 8/2/2008 11:55Deixo aqui meu voto e a satisfação em desfrutar de sua inspiração, abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 10/2/2008 03:19Votei e desfrutei da sua inspiração meu caro Joe Ferry. A boemia dos papeis soletrados, devidamente amassados!
raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 06:08Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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