Do homem tanto quanto das divinas
criaturas é Eros consagrado,
pois não foi doutro deus Amor gerado
e a tudo Amor move, Hesíodo ensina.
No princípio, era o Caos, cosmo infindo
e a mãe Géia do Caos se originou.
Essa vida que à vida Amor soprou
de matéria e desordem foi surgindo.
E se é Riso é também a Dor que punge
e lacera do apaixonado o peito
porque é dúplice sua natureza
Traz da mãe Géia o óleo com que unge
as chagas do querer que não tem jeito,
mas do Caos traz seu fim, sua certeza.
Belo poema, Jorge. Parabéns, Poeta. Vou dar uma olhada em seu blog. Um abraço.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 15/3/2007 17:49
Obrigado, Nivaldo.
O blog, inicie-o há pouco tempo, mas lá você encontrará outros poemas, talvez alguns contos. Espero que goste. Pretendo recheá-lo melhor este fim de semana.
Grato, novamente, pelo cometário.
Um abraço.
Leia-se: "iniciei-o".
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 18/3/2007 10:51Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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