Do céu ao chão
I
Há uma parte,
em cada parte de um todo,
Uma voz que grita,
Um verso que espera,
Traduz o novo
Nessa parcela
Se exaspera o nascedouro
De uma nação miséria
Nação austera
(fronte de um povo)
II
Quando o caos invade
Partículas à parte,
Peso dos céus
É como se a palavra
Que se registra
Se tornasse réu
E o que fica
Infelizmente
Desata o véu
Do apocalipse,
Que o mundo assiste,
O fogaréu
III
Parte persiste
Do sonho triste
Em faces enfadadas,
Corpos desandam,
Quedam ao chão
(da madrugada)
Então, desaparecem
Sentam no paraíso
Das almas trágicas...
Tão triste, tão triste!
Esse seu lamento é lindo, apesar do tema, apesar da dor que o moveu e da dor que desperta.
beijos
obrigado , mais uma vez, pelo incentivo, Saramar!!
grande abraço,
valeu, Linney. obrigado.
abraços,
Como dói a leitura deste texto... Bem tocante!
Achei este trecho "Há uma parte, em cada parte de um todo", de uma beleza impresionante, profunda e verdadeira.
Parabéns Marcos.
muito grato, Lucas.
grande abraço,
Belíssimo poema amigo poeta Marcos. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
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