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Do Livro dos Esquecimentos, Parte I

1
Pepê Mattos · Macapá, AP
3/2/2008 · 119 · 14
 

Escrever, escrever, escrever

Por mais que maquinalmente
desfaçamos o nó
silencioso da rotina,
nossos movimentos estudados
não são páreo
para o inamovível passar do Tempo.

Amanhecemos ausentes
um do outro e até de nós mesmos.

No adiantado da tarde
nos perdemos em tarefas mil
na ânsia de logo a Noite chegar...
e ela chega.

E nos diz, pelos telejornais,
que São José de Macapá e
São Sebastião do Rio de Janeiro
são algo mais que cidades
com nomes de santos.

São dois pontos
eqüidistantes
na continental geografia
deste imenso país.

Dois pontos eqüidistantes
um do outro e até de nós mesmos.

E essa distância,
a nós imposta,
à medida que se faz sentir,
nos faz mais próximos
porque nos recusamos a aceitá-la
e não a aceitando
nos libertamos de suas amarras.

E vagamos de mãos dadas
nas asas da Imaginação,
ignorando cercaduras,
limites e temeridades
que possam ofuscar esse Amor.

Esse Amor que nos faz morrer de ciúmes
um do outro e até de nós mesmos.

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Autoria
Pepê Mattos
Ficha técnica
"An internet affair, Introduction"...
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Nydia Bonetti
 

Pepê
Não há mesmo distância que possa ofuscar um amor verdadeiro... Nem mesmo o tempo tem este poder...
Lindo!
Abraços

Nydia Bonetti · Campinas, SP 1/2/2008 09:17
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
André Teixeira
 

Pepê!!!

Por mais que queiramos esquecer
dos Nortes loucos,
dos Rumos poucos,
dos gritos - que aos poucos
nos deixam roucos -
gritado baixinho no silêncios da noite,
entre lágrimas com força de correnteza
que salgam a ferida que a beleza abre
quando não está aqui
e assombra
com a força da ausência.

O esquecimento
é uma pedra sobre sementes
de sonhos...
aos poucos, eclode
em fardos de luz e leveza
e elevam a alma com forças invisíveis aos olhos
- balão passarinho turbina ônibus espaciais -
que percorrem caminhos impossíveis
para florir no Jardim
do peito alheio
à rosa e suas raízes de transformar calçadas
e caminhos
e ausência se transforma em presença.

============================================

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 1/2/2008 10:19
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anamineira
 

Pepê,
Gostei demais do seu poema.

Lindo o amor, tão distante ela está...
Cadê os olhares trocados, os beijinhos ao pé do ouvido, o calorzinho...
Não importa, por uns tempos.
Por uns tempos...

Votarei.
Um abraço mineiro.

anamineira · Alvinópolis, MG 1/2/2008 10:28
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Thyago Mourão
 

belo poema pepê..um grande abraço!
Se der..aparecem em
http://www.overmundo.com.br/banco/casa-1
apareço mais tarde para o voto!

abraço

Thyago Mourão · Cuiabá, MT 1/2/2008 10:31
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BETHA
 

Oi, Pepê,
na minha sonolência noturna, li e reli teu poema (ou teu "an internet affair"). Lindo poema, lindo amor conduzido pelas asas da imaginação e pela semente das possibilidades reais.
abçs de betha, poeta tão sensível e que tanto admiro!

BETHA · Carnaíba, PE 1/2/2008 22:52
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ILZE SOARES
 

Perfeito. Sei bem o que é isso... tenho vivido ultimamente dessa forma com meu amor. Mas, o Amor resiste a tudo... o sonho resiste à cruel distância... que um dia terá fim!

Belo texto.

Abçs

ILZE SOARES · Salvador, BA 2/2/2008 17:33
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Cintia Thome
 

Que doce...o amor quando verdade perdura na eternidade...
em todos os sonhos...Bárbaro.ab

Cintia Thome · São Paulo, SP 3/2/2008 15:01
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silviaraujomotta
 

Pepê,
"Amanhecemos ausentes
um do outro e até de nós mesmos."
Adorei pensar no que VC escreveu.
Vc já me viu no OVERMUNDO?
http://www.overmundo.com.br/banco/soneto-nuvem-caida

silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 3/2/2008 20:18
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Thyago Mourão
 

voltei para o voto!
abraço

Thyago Mourão · Cuiabá, MT 4/2/2008 22:10
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Eduardo Butakka
 

Um amor equidistante... Tão raro. A geografia humana é um pouco mais complicado, pois não se prende a tempo e espaço.

Belo, belo poema!

Eduardo Butakka · Cuiabá, MT 6/2/2008 19:32
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Liz Krause
 

E essa distância,
a nós imposta,
à medida que se faz sentir,
nos faz mais próximos
porque nos recusamos a aceitá-la
e não a aceitando
nos libertamos de suas amarras.

Esta parte é maravilhosa! Abração, Pepê!

Liz Krause · São Paulo, SP 6/2/2008 21:44
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brigitte
 

Pepê, antes tarde do que nunca.
Perdão pelo atraso, lhe peço.
O tempo se atreve a tudo, menos ao amor, esse sentimento que nos embala nas noites estreladas e desfaz a solidão.
Lindo seu poema.
Parabéns, voto mesmo atrasada.
Abraços.

brigitte · Goiânia, GO 6/2/2008 23:28
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Benny Franklin
 

Abram alas!
Um admirável poeta pede passagem.
Grande, Pepê!
Abçs.

Benny Franklin · Belém, PA 11/2/2008 23:16
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Branca Pires
 

E vagamos de mãos dadas
nas asas da Imaginação,
ignorando cercaduras,
limites e temeridades
que possam ofuscar esse Amor.


Pepê, lindo versejar sobre as distâncias... Mas viajemos no romper das mesmas e estaremos sim, onde o amor estiver...
Grande abraço!

Branca Pires · Aracaju, SE 14/2/2008 09:21
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