Do que foi manuseado
Pouca coisa me resta.
Talvez um punhado de terra,
nada mais (o início e o fim
são imensos, mas os tenho
à minha disposição).
Quem sabe minhas paixões
ainda estejam por aqui,
perdidas na linha da vida
(talvez seja eu quem está perdido
perambulando pelas minhas digitais).
Os meus amores, certamente,
já se foram, talvez nem vieram,
mas já os tive ao alcance.
E se, hoje, minhas mãos se encontram
vazias, não é porque nada tocaram,
não é porque nada tiveram,
mas porque já presenciaram tudo
e agora só lhes resta o fim.
oi sérgio, gostei muito do seu poema, essa sensação de vazio após ter tido tantotudo é muito familiar também em minha escrita. Muito bom. Danlima
danlima · Brasília (DF) · 4/3/2008 09:45 alerta
Oi Sérgio!
Pouca coisa me resta.
Talvez um punhado de terra,
nada mais (...)
Esse pouco resta, pode ser o muito que precisas...
Belo poema!
abçs
Bárbaro, Sérgio!
Adoro também a poesia do teu perfil!
Exatamente o que penso...
abraço!
Poema gostoso...alcance, alcançará o Amor se olhos tiver!
Bravo Sergio.
perambulando
na praça
perambulei
perambular
não tem graça
diz perambulei
ambula
perambula
dor
Emocionante!
Parabéns meu amigo,um lindo poema
Sérgio Filho · Brasília (DF)
Palavras de imensa sabedoria.
Verdadeira licáo.
.......Os meus amores, certamente,
já se foram, talvez nem vieram,
mas já os tive ao alcance.
Parabéns pelo Trabalho que deixa a gente refletindo.
Grasnde abraço e voto por merecimento.
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