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DOCES RECORDAÇOES

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raphaelreys · Montes Claros, MG
17/3/2009 · 215 · 65
 

Amostra do texto





Mergulhado no saudosismo campesino, que nos é peculiar, reporto-me a Montes Claros dos anos 50, com suas ruas poeirentas, da lama que acumulava em frente ao Hotel São José, na qual os caminhões atolavam até o chassi. E da felicidade que enchia nossos corações infantis ao assistir-mos o desatolamento, feito quase sempre no muque (força física).
A Praça Coronel Ribeiro no centro era o quartel general da criançada da rua Tiradentes e adjacências. A utilidade maior era soltar araras controladas pelas deselegantes manivelas que eram confeccionadas artesanalmente de pequenos pedaços de tábuas.
Usávamos o logradouro para as danças de roda, para marcar guisado nos quintais, trocar figurinhas, combinar passeios nas roças, para marcar convites para festa de aniversário, primeira comunhão, consagração, batismo e crisma e formar a turma que ia tomar banho pelados no Rio Cedro.
Viajávamos a bordo de um Ford Bigode, com os avôs.
No largo da praça pegávamos luta engalfinhados na poeira, fazíamos guerra usando caroço de mamona no estilingue e assistíamos aos circos e às marionetes dos parques. O espetáculo de bonecos executado após a meia-noite era o preferido, pela potencialidade obscena do palhaço.
Meninos iam e vinham aos bandos pelo meio das ruas e, ocasionalmente, pelas vias da boemia que eram muitas. Chupando roletes de cana caiana e observando e registrando na memória sons e luzes e os aromas dos exóticos perfumes das meretrizes fazendo pose nas janelas.
As paredes abafavam o som que saia dos bolachões de acetato nos gramofones RCA VICTOR com a voz de Chico Alves cantando: Carlos Gardel/Buenos Aires chorava o seu tango/ Buenos Aires chorava o seu pranto/ E ouvindo suplicavam a sua voz... Um resto de tango e um assovio!
O cassino Minas Gerais e as demais casas de jogos produziam ora reis ora mendigos da campista. Milionários vinham de Buenos Aires para jogar no nosso pano verde e, conseqüentemente serem depenados pelos bambas locais, e os profissionais que aqui faziam campana.
O chique era o Impala vermelho 1955 do pecuarista Dominguim Braga e os chaufers que faziam ponto na Praça Doutor Carlos com os seus Pakards e Odsmobiles, fretados para os passeios românticos dos casais. Ele de terno e ela de vestido longo de tecido estampado Bangu, ou listrados da Nova América. Muitos colares de pérolas e jóias de coco e ouro.
A cidade dormia sonhando com as festas do seu Centenário próximo e acordava recebendo notícias da morte de valentes, de cáftens, de apaixonados passionais, de cabos eleitorais da oposição ao partido dominante.
A morte de jogadores falidos encontrados mortos nos quartos de hotel, otários que foram depenados. As tietes de então, rasgavam o terno de Cauby Peixoto que desfilava em carro aberto pela Rua Doutor Santos, após encantar a todos cantando: Conceição eu me lembro muito bem/ estavas no morro a sonhar/com coisas que o morro não tem...
O médico Alpheu de Quadros já fazia cirurgias para retirada de tumores de pacientes vindos de todas as plagas e Mário Ribeiro e Mauricinho executavam os atendimentos de emergências médicas nas casas da cidade. A irmã Beata da Santa Casa era considerada uma santa e o padre Agostinho da Catedral, o último dos brutos.
Já havia a pratica dos 171, com Lô e Padeirinho empurrando relógio micha nos incautos que andavam pela Rodoviária.
E o Agamemnom de melhor pose social, na qual a comerciante proprietária, oriunda de família portuguesa espalhava notícias dando conta que uma santa estava aparecendo na sua loja no centro, promovendo, assim, as vendas. A virtude, a religiosidade e a utopia enchiam os corações dos simples. Eram fáceis de serem enganados.
Eram tempos do governo Vargas, da tabela Price, e do preço fixo.
Pela onda da Rádio Nacional do Rio, ouvíamos o programa Cezar de Alencar, Gente Que Brilha, Obrigado Doutor, e Jerônimo, o Herói dos Sertões, este último produzido pelo querido amigo Felippe Prates.
Não havia ainda supermercado; mas tínhamos o nosso Armazém Globo de Antônio Barreto. A meninada tomava queimadinha de bicarbonato com laranja curraleira ao lado da Loja de Joel Stark, nos fundos do Mercado Municipal, enquanto esperavam que o cão dinamarquês de Loyola e Cia., irrompesse para lutar contra o brutamonte Boy, do Hotel São Luiz.
Os dois gigantes faziam à festa da garotada. Era muito sangue na rua e emoção nos corações infantes!
Crianças pegavam caxumba e catapora, e ganhavam um tubo cheio de chocolate enrolado no papel alumínio como conforto. A Coca Cola era tão forte que desentupia as pias domésticas, o guaraná champagne tão espumoso que enchia as barrigas infantis. O chiclete de bola era importado via Santos e custava um dólar no paralelo.
Íamos para Belo Horizonte, uma cidade cheia de art-noveau, bondes e linhas curvas, a bordo dos DC-3 da Panair.
O boom maior era a cavalhada no Estádio João Rabelo, onde a imaginação viajava na epopéia dos cristãos e mouros. O grande embate eram as partidas disputadas entre Casimiro contra o Ateneu e Milton Ramos, o treinador do “Broca” andava na ponta dos sapatos botando banca.
Bichara, de zagueiro, e todo cheio de energia paralisava o ataque adversário com cabeçadas na bola.
A Prefeitura Municipal comprava o excesso de toucinho produzido não comercializado e o queimava em barrocas na Vila Ipê, procurando não desestimular a produção.
Tempos de fartura, quando miúdos de boi e de porco eram jogados fora, ou dados de graça para famílias carentes. Tempos de religiosidade, de prazeres, de urnas de votos vindas dos distritos e trocadas sob a mira de metralhadora Ina, manuseada pelo valente Leônidas, o halterofilista.
A diferença mutretada elegia os nossos governantes.

Sobre a obra

Nada como um mergulho na memória da nossa infância. Um tempo mágico, onde a alma pensa estar aprendendo e vendo coisas novas, quando na verdade o que ocorre são as reminiscências. Ele na verdade recorda o que já viu e aprendeu.
Tempo de pureza e de utopias.

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RAPHAELREYS
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raphaelreys
 

Prezados Overmanos!
Outros fragmentos da minha infância estão anotados nessa crônica adicional a qual soma sentidos sensoriais do meu mundo infantil!


1958. Colégio São José, o jumento Geminiano, o mascote da Fábrica de Óleos Mariflôr amarrado ao lado da nossa sala de aulas zurrava a cada trinta minutos e intumescia a genitália. Pedro Silveira, anotava na caderneta de apontamentos a periodicidade das zurras, visando provar que: jumento não tinha hora certa para zurrar. Ficou apelidado Pedro da Jega!
Malaquias Barbosa, como era oriundo de abastada família de pecuaristas era sempre apanhado no final da aula a cavalo. Um jovem agregado da fazenda do seu pai Osmane chegava montado em um cavalo Pampa. Malaquias subia na garupa, a galera com inveja aproveitava uma frase extraída de um conto infantil e repetia o refrão retaliando.
Malaquias é ladrão de vaca! Quem encontrar Malaquias vai ganhar como recompensa duzentos tostões!
Ele e o agregado condutor da montaria saiam no encalço dos colegas com a pirata em riste e os meninos corriam pelo pátio do colégio Marista. Era diversão garantida diariamente.
Havia dois Ed. O Edvard e o Edgar. Um era gordinho, alto, óculos fundo de garrafa tinha uma voz metálica. Um valente. Para gozá-lo reuníamos todo o efetivo vespertino do colégio e gritávamos: Princesa Isabel filha de Edgar meu mel!
Ou batíamos os pés sincronizadamente no chão com grande estardalhaço e gritávamos Ró, Ró! Ró! Ró!... Ele saia na mão com a turba. Dava porrada para todos os lados e em todos e a meninada gramava o beco...
O outro Ed era o Edvard o qual apelidamos de Defunto Banguela. Tinha a pele branco-amarelada, mãos gigantes, ajumentado no tamanho. O próprio pai e mãe da ignorância! Qualquer coisa saia na mão.
Terminada a aula descíamos pela rua Padre Champagnat coberta por uma grossa camada de pó fino com cinco centímetros de espessura. No trajeto, se encontravam os desafetos para resolver na tapa a contenda. Dava briga de mais de cinqüenta de cada lado. Os valentes do pedaço eram Duto Figueiredo, Dêma Mocó, Edvard, Magela, Taki Maia, Maurício Vilela.
A maioria voltava para casa depois de rolar na poeira. Só apareciam as bolotas dos olhos...
O nosso maior valente, entretanto, era Pindoba Nilo. Raçudo não corria de briga e enfrentava qualquer parada. Em contrapartida, Gabilera, era o terror do Bairro São João, onde residiam açougueiros e carroceiros e tinha o hábito de furar bola dos times que treinavam no Bairro São José e adjacências.
Certa tarde, me encontrava treinando sozinho no campo em um lote vazio com a minha bola de capota G18, esperava a turma para o treino contra o time de Zé Doido da Igrejinha. Gabilera estava na campana e foi chegando com o canivete aberto na mão. Apanhei um grosso galho de roseira seca que estava no lote vago ao lado do nosso campo na rua Germano Gonçalves e encarei a fera!
Ele vendo a minha disposição para a briga ficou rodeando, com conversa mole. Esperava o momento certo de agir. Pindoba, que era componente do nosso time e estava no primeiro andar da sua casa, na rua Silvio Teixeira próxima, viu o meu sufoco numa briga desproporcional e partiu na sua bicicleta em desabalada carreira e em meu socorro. Aí fedeu biba queimada!
Voou bola, canivete, pau de roseira e lama para todo lado. Terminada a briga, selamos um tratado de paz juntas para as turmas freqüentarem a Lagoa de dona Alice e jogar bola nos lotes vagos e na lama do bairro.

raphaelreys · Montes Claros, MG 15/3/2009 10:50
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LAURO WINCK
 

Boa leitura, Um retrato muito bem escrito dos tempos de criança.
quem dera pudéssemos voltar.

Volto para votar
abração!

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 15/3/2009 12:21
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victorvapf
 

Rapha eu tenho uma foto minha nas cavalhadas no campo do Ateneu, ela esta com meu irmao. Vou pega la!
Grande lembrança!
Parabens

abraços

victorvapf · Belo Horizonte, MG 15/3/2009 12:50
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Mirtes Carvalho
 

Estimado Raphaelreys, seus contos me fazem voltar ao passado com relatos tão bonitos e puros como vivíamos na época. DC-3 cheguei a viajar nele. Balançava muito caia no vácuo toda hora. Brincadeira...
Não sou de montes Claros mas com o seu relato fiquei tão intima da cidade que posso me considerar conterrânea. Você é ótimo.
Parabéns amigo. Bjs de Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 15/3/2009 12:57
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graça grauna
 

Positivamente, querido Rapha, as boas recordações ajudam a gente a viver, alimentam o nosso espírito.Parabéns. Bjos. Grauninha

graça grauna · Recife, PE 15/3/2009 13:06
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Doroni Hilgenberg
 

Raphael,

Montes Claros aprontando...
...e vc nunca saiu com um olho roxo dessas brigas?

Bons tempos aqueles
mas que mudou?...
o fanatismo continua o mesmo, pessoas enganadas e depenadas,
e as mesmas mutretas elegem nossos governantes.
Mudou a visão infantil. Agora as diversões são todas eletronicas
e virtuais. Uma pena!!!
Bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 15/3/2009 13:18
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Luiz Cabelo
 

bucólico!

Luiz Cabelo · Porto Alegre, RS 15/3/2009 14:20
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Jurandir Barbosa
 

Camarada Raphael Reys, cheguei em Montes Claros a tres dias e ainda fico por mais uns 15. Espero podermos prosear um pouco na barraca do ceará onde estine na sexta.
Grande abraço e relendo o texto.

Jurandir Barbosa · Montes Claros, MG 15/3/2009 15:22
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ANIBAL BEÇA
 

Raphael, o tempo também é a minha fatura poética. Tenho me debruçado sobre o tema em várias revisitações. Gostei do seu texto. Claro e poético. Parabéns! Volto.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 15/3/2009 15:38
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raphaelreys
 

Lauro Wink! Só dá para voltar nas lembranças e em sonhos! Obrigado pela passagem no postado!

Victor! Também estive nas cavalhadas do Ateneu! Era a guerra santa de mouros e cristãos! Me manda a foto por email: raphaelreysmoc@yahoo.com.br

Mirtes Carvalho! A bordo do DC 3 ou nas asas da PANAIR. Comendo chocolate tipo pastilha que grudava no céu da boca!

Graça! Nada melhor do que recordar as boas coisas da vida. A infância é cheia de momentos mágicos!

Doroni! Levei muita porretada e pancada em briga mas sempre me sí bem! Invariavelmente dou sorte e tenho o corpo " fechado".

Luiz Cabelo! Bucólico e campesino meu caro!

Jurandir! Na sexta não tive por lá! Vou combinar com o Ceará para me dar um toque da sua presença! Um abraço!

Anibal Beça! Obrigado pela passagem no meu postado das reminiscências da infância campesina! Um forte abraço mineiro!

raphaelreys · Montes Claros, MG 15/3/2009 15:58
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Cláudia Campello
 

Debruçar na janela do tempo e reviver
Detalhes de uma vida... de uma infância, bom isso.
E de repente nos damos conta que éramos tãããooo felizes... e nem sabiamos!!!
cadê aquela Cláudia ? onde estão meus amigos que eu punha tantos apelidos na infância ? será que a madre superiora me perdoou dos xingamentos ? rs
saLdades que vc me deixa sentir, caro poeta Reys,

e obrigada pelo o riso aqui tbm. É cada uma né !?! rsrsrsrs

bjsssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 15/3/2009 16:15
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Onivaldo Paiva
 

Rafael, Você é ótimo.
Só li as Doces Recordações e ainda estou "ruminando", como aquelas vacas boas de leite, pachorrentas, aquelas gironas de chifres compridos, tetas macias e olhar doce e calmo.
A crônica adicional vou deixar pra mais tarde, pra janta. E assim, neste domingo, vou ficar bem alimentado de recordações boas e da prosa saborosa, que só você, raphael, o Ótimo, sabe contar.

Onivaldo Paiva · Uberlândia, MG 15/3/2009 16:38
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Brida
 

Amo a rememoração, Raphael. Com muito prazer, li seu belo texto.
Beijo.

Brida · Salvador, BA 15/3/2009 17:05
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Ivan Cezar
 

A infância é a mais bela estação da vida.
Um abraço Raphael e parabéns.

Ivan Cezar · São Sepé, RS 15/3/2009 19:13
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samuca santos
 

ai, rafa, eu (moleque urbano), quando de visita à minha vozinha em remígio, interior da paraíba, chorava pra não voltar...
me tocou, volto pro voto.

samuca santos · Olinda, PE 15/3/2009 20:07
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Laila Murad
 

Querido Amigo Overmano:
Você sempre transforma suas reminiscências de infância em crônicas deliciosas e pitorescas.
Parabéns!
Volto para votar.
Bjs

Laila Murad · Niterói, RJ 15/3/2009 20:23
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Ivette G.M.
 

"Lembranças quantas lembranças
Dos tempos que lá se vão
Minha vida de criança
Minha bolha de sabão"
Doces lembranças em belo texto.
Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 15/3/2009 21:39
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Carlos Mota
 

mais um belo texto camarada reys,
abraço,

Carlos Mota · Goiânia, GO 15/3/2009 23:36
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Ana Neri Andrade
 

Voltarei!!!!

Ana Neri Andrade · Porto Alegre, RS 16/3/2009 01:10
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Ecila Yleus
 

que maravilha viver tudo isso e tão bem contado por você.

Ecila Yleus · Recife, PE 16/3/2009 02:38
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raphaelreys
 

Claudia Campello Voce deve ter muitas histórias de madre superiora para contar! Vamoa abrir a caixa de ferramentas! Obrigado pela passagem!

Onivaldo Paiva! Nada como recordar a infância nos seus momentos mágicos! Obrigado pela presença!

Brida! Um axé pela sua presença suave! Um beijo!

Ivan Cezar! Obrigado pela presença e apropveite e nos conte a sua infância!

Samuca Santos! Você esta convocado a botar para fora os causos de Remígio! Estaremos esperando!

Laila Murad! Um beijo pela sua pasagem no postado!

Ivete GM! Nos fale das suas bolhas de sabão minha menina!

Carlos Mota! Axé pela sua passagem"! Um abraço!

Ana Nery! Um abraço e um beijo pela sua presença!

Ecila Yleus! Aproveite e nos conte as suas em Recife de minina!

raphaelreys · Montes Claros, MG 16/3/2009 08:49
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Aldy Carvalho
 

Boa, boa, crônica
Rapaz, voc^não me inspire hem?
Que legal ver essas correlações de brincadeiras tão iguais, parecidas em mundos geograficamente tãqo diferentes.
Eu no Sertão de Pernambuco, anos 68/69 ouvia a Rádio Nacional do R J, brincava de fazer guizados à sombra do cajueiros, gurra de mamonas nas tardes e noites frescas de junho, e os roletes de canas caiana e peojota? Eita! Igual igual.
O cheiro das "mulé-dama", eita perfume retado cumpade
Lá se vão belas recordações .
Grande abraço Raphael, bela crônica.

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 16/3/2009 13:28
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Agenor
 

Fantástico mergulho no tempo pra trazer lá do subconsciente tudo que o nosso espírito registrou e ficou arquivado na nossa memória.
Cada cena, cada emoção, momentos mrcados pela nossa ingenuidade diante de tantas coisas dscobertas à cada instante da nossa infância.
Uma crônica saudosista com todos os ingredientes, nos quais vc é Mestre, para prender a atenção do leitor até o seu final.
Parabéns e abraços...

Agenor · Aquidauana, MS 16/3/2009 15:49
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Ilia Noronha
 

Ola anjo!!!!
Lembrar da infancia é muito bom.
Tenho saudades de uma parte da minha.
Lindo!!!
Beijussssssssss

Ilia Noronha · Manaus, AM 16/3/2009 18:03
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raphaelreys
 

Aldy Carvalho!O cheiro das damas das camélias fica no inconsciente para sempre! É O PECADO DOAMOR! Belas recordações meu caro. Escreva-nos sobre a sua infância!

Agenor! A infância é um tempo mágico! Deveria ser eterna!

Ilia Noronha! Conte-nos a sua infância a beira dos rios com botos, ondinas e yaras!

raphaelreys · Montes Claros, MG 17/3/2009 08:59
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Claudia Almeida
 

Rapha,

Quando criança corria pela... chuva rsrsrs,bjs.

Claudia Almeida · Niterói, RJ 17/3/2009 09:08
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raphaelreys
 

Claudinha! E brincava de cabra-cega!

raphaelreys · Montes Claros, MG 17/3/2009 09:12
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LAURO WINCK
 

Iniciando a votação

abçs

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 17/3/2009 11:47
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Ailuj
 

Já disse alguem que ''recordar é viver'' e recordar coisas boas é viver mais ainda
Eu quando costumo fazer uma ''regressão ao meu passado,descarto tudo que não foi bom e procuro lembrar só do que fez feliz
Tive uma infância muito saudável,pura inocente e com muita liberdade como é a infancia em cidades pequenas,então tenho muitas coisas boas a rmemorar
Obrigada meu querido,por nos brindar com mais uma volta ao um passado feliz
Um beijo

Ailuj · Niterói, RJ 17/3/2009 11:55
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Agenor
 

Prazerosamente votado
Abraços

Agenor · Aquidauana, MS 17/3/2009 12:25
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Doroni Hilgenberg
 

voltando
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 17/3/2009 12:42
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Mirtes Carvalho
 

Claro que voltei e votei. Beijinhos amiga.

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2009 12:47
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Aldy Carvalho
 

Votado

Abs

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 17/3/2009 12:52
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joe_brazuca
 

bons tempos !
abs

joe_brazuca · São Paulo, SP 17/3/2009 13:31
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Nerito
 

Vivo em Belo Horizonte, mas a cidade-passoado vive saudosa dentro de mim.

Nerito · Belo Horizonte, MG 17/3/2009 14:08
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graça grauna
 

bjos e votos, meu querido Rapha.

graça grauna · Recife, PE 17/3/2009 14:14
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Nilcéia Antonioli
 

Um passeio lúdico, delicioso de ler e sentir! Votado! Aliás que texto maravilhoso!!!

Nilcéia Antonioli · Curitiba, PR 17/3/2009 14:34
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André Calazans
 

Saudosismo e sensibilidade, meus votos !

André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2009 15:28
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camuccelli
 

Você me faz sentir saudade de um tempo que eu ainda não tinha nascido.Apezar de eu relato falar do ano em que eu nasci. 1955.Meu deu saudade.pois via como se estivesse ali e corpo presente.Que lindo!

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2009 16:01
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MaluFreitas
 

Muito legal relembrar momentos. Principalmente nossas lembranças e dividí-las com os amigos! Bjs

MaluFreitas · Salvador, BA 17/3/2009 16:55
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raphaelreys
 

Lauro Winc! Obrigado pela abertura na contagem!

Julia! Minha flor blonde! Conte-nos a sua infância nas praias do Camocim! Olha que conheço o lugar!

Agenor! Obrigado pela passagem!

Mirtes Carvalho! Um abraço e um beijo minha cara!

Aldyr Carvalho! Obrigado pela presença!

Joe Brasuca1 Axé nobre overmano!

Nerito! BH nos anos 5º era pura beleza meu caro! A Avenida Afonso Pena era um pedaço da Paris!

Graça Graúna! Um beijão!

Nilceia Antonioli! Não tão como o seu sorriso de fada!

Andre Calazans! Obrigado nobre overmano!

Camucelli! Você estava em alma perambulando pelos Hades!

Malufeitas! Conte-nos sobre sua infância no Salvador de todos os Orixás!

raphaelreys · Montes Claros, MG 17/3/2009 19:17
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clara arruda
 

Belas recordações Raphael.
Publicado carinhosamente.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2009 19:30
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Claudia Almeida
 

Rapha,

Brincava e de gato mia no escuro,rs,bjs.

Claudia Almeida · Niterói, RJ 17/3/2009 19:51
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TÂNIA MARA CAMARGO
 

votado, beijos!

TÂNIA MARA CAMARGO · Jundiaí, SP 17/3/2009 22:58
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Ilia Noronha
 

Ola!!!
Deixando beijos doces.
bjssssssssss

Ilia Noronha · Manaus, AM 18/3/2009 01:33
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Cláudia Campello
 

É poeta, tenho sim, mtas historias pra contar. rs
e de qtas besteiras incutiram em minha cabecinha, rs

bjsssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 18/3/2009 02:06
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Noelio Mello
 

Rafha, amigo
Volto á vida, nas asas desse belo texto de um encantado pedaço da tua vida, o da infãncia, que só enxerga o fantástico e nunca sofre pelo amanhã.
Deu saudades
Abraços fraternos
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 18/3/2009 02:22
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raphaelreys
 

Clara Arruda! Obrigadopela energia e pela presença!

Claudinha! Brincadeira de gato mia no escuro é perigosa!

Tânia Mara! Obrigadopela passagem nopostado!

Ilia Noronha! Obrigadopelosbeijos sabor de canela!

Cláudia Campello! Cabeça é para guardar de tudo! Um beijo!

Noélio! Eram ainda os anos románticosmeu caro overmano!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/3/2009 10:20
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victorvapf
 

victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/3/2009 11:05
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azuirfilho
 

raphaelreys · Montes Claros (MG) ·
DOCES RECORDAÇOES

Impressionante estas viagens que vocé faz sem esquecer nenhum detalhe.
Estou impressionado de ter conhecido e lembrado destas fábricas do Rio de janeiro, táo famosas nos tempos passados.
Parabéns sempre.
Abracáo Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 18/3/2009 14:25
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raphaelreys
 

Victor!! Um grande e cirraleiro abraço pelo voto!

Azuir! Meu mestre das grande homenagens! Um forte amplexo!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/3/2009 15:55
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Juscelino Mendes
 

Votado.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 18/3/2009 18:26
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raphaelreys
 

Juscelino Mendes! Obrigado pela passagem!

raphaelreys · Montes Claros, MG 19/3/2009 08:41
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ayruman
 

A felicidade está intimamente ligada aos momentos de nossa infância vividos intensamente. Criança feliz... Possivelmente será um adulto feliz!
Luz e Paz conterrâneo das Gerais. jbconrdo.

ayruman · Cuiabá, MT 19/3/2009 10:51
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Sander Machado
 

Um passeio pela história é também atualizar a história em nós e para nós.
Apreciei muito.
Com Carinho,
Sander

Sander Machado · Porto Alegre, RS 19/3/2009 11:39
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raphaelreys
 

Ayrumam! A infancia e o momento magico!

Sander! Atualizar as boas lembrancas!

raphaelreys · Montes Claros, MG 20/3/2009 08:44
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wancisco franco
 

Douradas reminiscências, a lapidarem um texto-pedra-preciosa
- parabéns!

wancisco franco · São Paulo, SP 20/3/2009 10:58
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

seu texto é gostoso de ler e reler, parabéns.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 20/3/2009 17:08
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raphaelreys
 

Wancisco Franco! Obrigado pela passagem no posdtado meu caro!

W.Marques! Nos conte também a sua infância meu caro overmano!

raphaelreys · Montes Claros, MG 20/3/2009 19:51
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Pedro Monteiro
 

Raphael.
Lembranças enriquecedoras do nosso jeito de ver o mundo...
Belissimo!
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 21/3/2009 15:37
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Orisvaldo Tanniy
 

Raphael,

Desculpe a demora só agora eu pude retornar e ler seu maravilhoso texto.Parabéns!Votado.

Orisvaldo Tanniy · Teresina, PI 23/3/2009 11:13
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raphaelreys
 

Pedro Monteiro! Obrigado pela presença meu caro! Um forte abraço!

Orisvaldo Tanniy! Sua presença é sempre esperada! Um abraço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 24/3/2009 15:24
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Dalila Aroca
 

Oi Rafhaelreys!
Tudo bem!

As marcas pessoais da nossa infância
nos levam para lugares na imaginação
de muita força espiritual,
apenas quem teve uma infância de verdade,
ingênua,livre, gostosa,preciosa com essência de doçura
consegue se transformar num adulto bem resolvido,
alegre,transformador e mágico algumas vezes
um louco poeta que encante com palavras vivas.
Parabéns!Votei!
Dalila

Dalila Aroca · Osasco, SP 25/3/2009 13:39
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IVETE DE OLIVEIRA
 

Infância tão próxima...essa minha Rsrsrsrs.
Adorei ,meu amigo. Parabéns.

IVETE DE OLIVEIRA · Campina Grande, PB 25/3/2009 19:03
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raphaelreys
 

Dalila Aroca! Obrigado pelo incentivo minha doce overmina! Desculpe a demora na resposta! Um beijo

Ivete de Oliveira! A infãncia é um tempo de magia!

raphaelreys · Montes Claros, MG 6/5/2009 09:27
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