dor azul
um instante morto
estende-se longamente
fortalecendo
a cabeleira das árvores sacudidas
pelo
vento
numa secreta fome sexual
lamentável
&
indescritível
como
um final de dor azul
ou como
um gesto de desprezo
que
persegue espelhos
absorvidos
pelo nada
Às vezes o Nada pode ser Tudo.
Tacilda Aquino · Goiânia, GO 9/6/2007 22:32
parabéns, Pedro!!
abços,
Os nossos gestos são captados por espelhos do nada quando não há testemunhas.
abcs
Taí, Pedro! Simples e envolvente...
O nada , o espelho e neles os nossos reflexos e pensamento. Tudo e nada - combinação contrária (ou contrariada!) mas perfeita.
Parabéns!
Sobre o absoluto e o inexistente, ou o zero e o infinito (que no fim são a mesma coisa), gosto muito de um poema bem curto da Alice Ruiz, que diz:
NADA
PODE TUDO
NA VIDA
Já da dor azul posso dizer que não deve ser à toa que a música negra estadunidense original, com ecos de cantos de escravos, se chama blues.
Pedro, parabéns e abraço,
Felipe
Uma dor azul e um poema tão colorido. Lindo.
Abraços de Betha.
Dor azul me faz pensar em um belo blues...
beijo pra você
Muito boa mesmo!
Parabéns!
P.S.: E olha que arrisquei pelo nome... tudo que tem 'azul' me fascina, ou melhor, só coisas boas como este seu poema.
´ Pedro Viana,
Belo poema, meus olhos azuis firaram estáticos, absorvidos pela tua dor azul!
Marluce
Agradeço os comentários de todos os overmanos.
Voltem quando quiserem.
Espero ter tempo para responder um por um
da próxima vez. Abraços...
azul é uma bela cor para a dor... e a forma que pistaste a tua foi formidavel... blues
Carpe Diem!
Votei com muito gosto e espontaneidade, Pedro. Que bacana isso: Cabeleira das árvores sacudidas...
Muito bacana!
Obrigado pela visita
e pelo comentáro Frank...
Lindo e envolvente, quando as palavras se entrelaça na imagem, pois o poema se transporta a uma dimensão onde a história se faz poema e a dor tem cor.
ana candida · Carnaíba, PE 16/6/2007 14:45
mano pedro,
porque o azul dói? temos essa impressão cromática fria, mas também temos o céu e o mar... o que é imenso nos faz ter mais consciência ainda de que estamos sós em face de tudo? quando jogas o signo dos espelhos ao fim do texto, fico com uma sensação vaga de que tudo o que descreves, essa modorra da tarde (?), o vento nas árvores, tudo é reflexo desse íntimo conturbado. é belo, meu amigo.
abraços,
r
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