Com a morte ossada numa mão
E o chicote da dor em outra
O mestre do circo faz espetáculo.
Leões pulam círculos de fogo,
Elefantes equilibram-se em bolas
E macacos dançam, alegremente,
Ao som dos aplausos insurrecionadores
De uma plateia de cegos, que não querem ver
O que pagam para acontecer
Nos porões sofridos, cujos corredores
Ressoam granidos e gemidos,
De sofrimento animal, inaudíveis.
Em nome de entretenimento fútil,
Vergonha de nossa espécie,
Que rega dor anti-ética.
Negando a vida descente
A inocentes que só conhecem
Tortura e ignorância.
Sitenl,
verdade.
ma se não houvesse plateia,
não haveria esta dor.
bjs
Passando e conhecendo seu poema,parabéns,abrços
Claudia Almeida
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