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Cara demais,
a vida cobra-nos a Alma
e uns pedaços do corpo que vão ficando pelo chão:
pés cansados de voar;
olhos deixados em abissais poças rasas;
braços pendurados em horizontes de ontem;
&
o coração cansado de tanto ver, caminhar e voar,
embalado por mãos-torno que o esmagam
carinhosamente...
suco,
soco no estômago que indigere
a carestia exagerada
desse existir:
sistema menor
regendo Sistemas maiores.
Troca-se o Amor por quase Nada
na promessa que a Luz irradia
em sua descida do Espaço,
laço em que amarro minha Vida
poesia agora de todos poesia,
assim,
por um quase nada,
quase de graça,
não fosse o erosado passo.
sobre a obra
tags: Aracaju SE poesia furia cival-bob esquizofrenia aracaju se francinne-amarante
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informações |
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| Autoria |
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André Teixeira
foto de Fúria! |
| Ficha Técnica |
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Foto tirada com uma Sony Ericsson K550i, em 18 de fevereiro de 2008.
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| Data |
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13/4/2008 |
| Arquivo |
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2 Kb ·36 downloads |
| Licença |
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comentários  |
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André, quando os pés cansam de voar, talvez seja a hora de usar as asas...
do infinito espaço-tempo que nos ensina de longe que a vida pede sempre passagem. Ainda que nos deixem resquícios e poeiras de ontem...
O soco no estômago que muitas vezes é indigesto não só as 'carestias' do existir, mas ao consumismo em desperdícios de dias bem vividos.
A vida é uma eterna e grande troca, 'troca-se isto por aquilo' não tem jeito. O jeito é ver o que sobrou desas trocas.
Viavamos na medida dos nossos caminhar. E se cansarmos, voemos...
Beijão
Branca Pires · Aracaju (SE) · 10/4/2008 16:47
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nós e laços que invisivelmente cegam gargantas
Das asas que construí
restaram-me silêncios em um quarto vazio:
peito que plana em correntes
de Ar,
quase um balão!,
e incendeia essa noit&dia
em estrelas que cantam e gritam
silêncios da cor do profundo
Espaço.
A sombra desse peito-balão-com-asas
passeia rápida e tenazmente - vômito inverso do prisma marca-passo-vôo -
qual destrinchante faca
sobre entre sob os Elementos
que cozinham os Seres
e Coisas desse Sentir.
A Realidade convida-me a sair desse céu
assim como convido-A para sair dessa terra,
chão em que deixei plantado o coração
regado a suor, sangue, sonhos, carne & ossos,
concretudes dessa minha oração
que agora sinto
poesia.
Talvez nem reste sobras,
pós, resquícios ou sombras
do sentir que um dia
iluminou profundidades silenciosas,
talvez reste um poema ensurdecedor
esquecido em algum lugar
desse deserto que cresce
nas vinhas de quase todo
Amar.
Nova e desmedidamente
vôo... sem asas mesmo!,
e corro sem pés ou pernas.
Enquanto isso,
a Vida, essa dama cheia de moinhos,
vai cada vez mais nos espremendo,
bem aos pouquinhos
vinagres ou
vinhos.
=======================================
Branca Zil!!!
Ontem recebi um convite meio sem ser convite para descer à REALIDADE... e tu vens com palavras para me dar mais ASAS.
OBRIGADO pelas palavras tão prenhes de sabedoria. Sua presença é
Luz buscando mais Luz para iluminar a todos.
GRANDE cheiro!!!
André Teixeira · Aracaju (SE) · 11/4/2008 11:59
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o coração cansado de tanto ver, caminhar e voar.
meu coração está cansado de tanto caminhar.
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 12/4/2008 16:23
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Teu coração
está cansado de caminhar?
Não sei bem mas,
talvez seja hora de ele começar a voar!
Mas cuidado
com asas de cera
& o Sol muito forte:
constrói tuas asas de vento
sombras, luz e nuvens
para que elas posssam
até debaixo da água
voar.
==========
Obrigado Clara!!!
GRANDE abraço!!!
André Teixeira · Aracaju (SE) · 12/4/2008 16:31
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grande, andré, um belo poema. Físico( do cansaço do corpo) ao metafísico( das razões da busca da alma) sua poesia fala das nossas contradições das nossas lutas das nossas buscas para vencer nossas transitoriedades... Muito bom! Parabéns.
danlima · Brasília (DF) · 12/4/2008 19:14
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Oi André.
Já votei, estou apenas retornando para reler tua poesia e agradecer-te pelo poema gestado desse meu coemntário aí em cima...
Obrigada, querido!
Branca Pires · Aracaju (SE) · 13/4/2008 13:13
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Que beleza de inspiração, André!!
Adorei a forma do poema e a emoção que flui dos versos soltos...retratando nossos caminhos...pelo chão erosado da vida...e anossa alma repartida...fragamentada em mil e umas, e em nehuma delas identicamos a nossa essência...corpo cansado...mas caminhar é preciso...apesar do erosado passo...Pelo menos temos a poesia que nos ensina a voar...
Aplausos!LIndo demais!
beijos azuis
Rai..blue
Raiblue · Salvador (BA) · 13/4/2008 14:59
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Muito lindo meu caro amigo. Abraços e voto.
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 30/4/2008 13:46
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