Do peito - essa represa
de silêncios e abstratores
vulcões - verbocachoeiricidades
desentalam, destravam a língua
do verbo presa.
Dizer o sentir
é trazê-lo à Luz... trazer à Luz
a luz que ora por dentro é poesia...
sem ter vocação pra farol ou vela,
ou Sol - que é coisa
de musas a ofuscar quase cegos poetas -
digo tentando autopsiar a palavra
e dela extrair o sumo
que se desdobra em outros sumos,
semente paridora de sementes.
Derramo no vento o coração pleno.
O sentimento lhe da asas e o sonho alimento.
Reais, surreais, metafisicidades da carne
a se desdobrar e revelar sangue e vísceras
de perfumes impossíveis da flor que a vida colhe.
Há luz que guia, há luz que queima, há luz que apenas irradia. Que luz é essa a de sua poesia?
Aglacy · Aracaju, SE 10/11/2008 22:59
Palito de fósforo acende o farol
e o sol só existe porque há olhos
para enxergar
a surreal realidade trava
o passo a língua a mola e a'lma...
depois pula, salta para vida sopro
de dentro do sonho
depois nada, silêncio e tudo,
==
GRANDE abraço querida e admirada amiga,
A
meus votos e meu carinho!
sucesso querido poeta!
beijo no coração!
Derramo no vento o coração pleno.
Belíssimo poeta!
André, uma linda fotografia, cheia de luz, pano de fundo de uma poesia iluminada. Parabéns.
Ivette G M
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