Subindo a rua do parquinho
Chega-se à biblioteca em doze passos
Um pra cada mês, um pra cada menino
Pequeninos na areia sem sapatos
Subindo a rua ouvi seus gritos
Januário, o protetor dos lares, tão alegre e inaugural
Traz ao braço Febreiro, o pequenino,
Que vem em purificação, vem em carnaval
Marçal tal qual um Deus Guerreiro
Traz imensa primavera em harmonia
Enquanto Aprus se faz pascal festeiro
E o amor é pra sempre alegria
Bona Dea é o quinto menino, o mais bonito
É a fertilidade dos campos imensos em abundância
Juno Lucina de São João traz em sua calenda mais meninos
Um dia só de amor e dedicação às crianças
Antes Quintilis depois Julio de São Tiago
Amadurecido tempo de colheita farta
Augusto nasceu da inveja do rei dos soldados
Agosto de Santa Maria e férias largas
Boedromion se fez independente
Sete dias antes das nonas desse mês comemora
Oitubro traz as chuvas de repente
Traz outono feito menino que chora e em vermelho desfolha
O décimo primeiro é dos santos de São Martinho
Que em novembro traz o frio em grande tropel
Dezembro o nascimento de Jesus pequenino
Que se alonga em festas para o Papai Noel
Doze meninos festivos
E essa minha observação nada discreta
Eles lá cada qual com seus motivos
E eu passando para ir a biblioteca.
Rangel,
Muito linda essa poesia, doze meninos como pequenos apóstolos iluminados. Abraços
Salve, Falcão!
Obrigado por suas palavras.
Sua visita me enche de alegria!
Abraço Pantaneiro.
Rangel: em vários momentos sentil a energia de Rilke em seu Belissimo poema. Voltarei para deixar meu voto de louvor. Bjos de luz a você poeta e por fazer habitar em seu poema anjos (?), brincantes (?), criaturas livres, companheiros de destino. Paz e bem.
graça grauna · Recife, PE 12/7/2008 10:25
Salve, Graça!
Nossos meninos agradecem tão ilustre comparação - Rilke.
Até que me achei parecido na fisionomia. Hehehe.
Adorei!
Rainer Maria Rilke (1875-1926), Alemanha
trad. de Augusto Campos
De tanto olhar as grades seu olhar
esmoreceu e nada mais aferra.
Como se houvesse só grades na terra:
grades, apenas grades para olhar.
A onda andante e flexível do seu vulto
em círculos concêntricos decresce,
dança de força em torno a um ponto oculto
no qual um grande impulso se arrefece.
De vez em quando o fecho da pupila
se abre em silêncio. Uma imagem, então,
na tensa paz dos músculos se instila
para morrer no coração... (cont.)
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
Rangel meu bom amigo,
Tenha um bom domingo e uma excelente e abençoada semana.
Votado!
Abraços
Rangel,
lindo poema
até parece os doze cavalheiros do zodiaco.
bjsssss
Rangel.
Uma boa semana para você.
E parabéns por mais este poema.
Abraços
Grande abraço Rangel. Sensibilidade do tamanho da beleza de Aquidauana.
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 13/7/2008 23:18
Gostei muito.
MEU VOTO É CERTO.
Um beijinho doce, Sílvia.
BH.MG.Brasil
Salve, Celina Vasques!
Obrigado de coração!
Abraço Pantaneiro.
Salve, Nic Nilson!
Valeu pela visita e comentário.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Wilson Marques!
Obrigado amigo por tua presença.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Graça!
Beijão pra você e boa semana.
Abraço Pantaneiro.
Salve, J. Alves!
Escultor maravilhoso fazendo uma visitinha
ao caboclo - obrigado, sempre!
Abraço Pantaneiro.
Maravilha Rangel ... como sempre você me encanta com sua arte.Abraços "matuchos "...
Salve, Doroni!
E são!
E por que não?
Beijão.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Pedro!
Muito obrigado por sua visita.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Julia!
Obrigado pelo carinho sempre bem-vindo e necessário.
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Clara!
Obrigado pelo voto.
Como estás? Tudo bem?
E a saúde?
Abraço Pantaneiro.
Salve, Rodrigo!
Teu trabalho me inspira e impulsiona.
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Silvia!
Muito obrigado, minha amiga.
Abraço Pantaneiro.
Rangel Castilho · Anastácio (MS)
Doze Meninos - Companheiros de Destino...
Caprichou como sempre e ficou um Trabalho Bonito.
.....E essa minha observação nada discreta
Eles lá cada qual com seus motivos...
Passou um lindo recado licáo.
Parabéns.
Abração Amigo.
Rangel.
Passando um pouco tarde
Mas antes tarde que nunca.
Valeu.
Um abraço
Salve, Maria Lúcia!
Só o que faço são garranchos que você decodifica.
Se são bonitos só seus sentidos poderão dizer.
Obrigado por tuas palavras e presença.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Sérgio!
Obrigado meu irmão!
Abraço Pantaneiro.
Salve, Azuir!
Meu poeta do cotidiano brasileiro
sua visita me enobrece.
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
Salve, Edimo!
O carrasco do tempo faz com ele o que quer.
Tarde é não passar nunca.
Obrigado.
Abraço Pantaneiro.
RANGEL...BELOS VERSOS, TRABALHADOS, ELOQUENTES DE ADMIRAR MESMO...ABS
Cintia Thome · São Paulo, SP 15/7/2008 21:40
Salve, Cintia!!
Tava sentindo saudades.
Obrigado, sempre.
Abraço Pantaneiro.
SALVE, MENINOS E MENINAS!
TENHO ALGO NOVO, VEJAM LÁ:
http://www.overmundo.com.br/banco/brasileiro-quando-for-dono-de-mim-mesmo
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