Poema em quatro partes:
1- O Pesadelo do Belo Planeta
Corriam em mim
fontes e rios
Corriam em mim
águas que desciam em cachoeiras
Corriam em mim
águas que iam ao mar
As fontes e os rios secaram
Não há mais rios e cachoeiras
Não há mais águas que vão ao mar.
2- O Planeta lembrando-se de Drummond
"E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?"
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"Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?"*
3- A Morte do Planeta
José parado e mudo ficou
porque num alienado mundo morava
e de braços cruzados estava.
No pó da poeira enterrado,
junto a Josés e Marias
jaz o antes Belo Planeta.
4- Acorda, José!
Acorda alienado, mudo e mau José
para que vivam teus filhos, se bons Josés
e vivam as ave-marias!
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*Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987)
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Nota: Escrevi o texto "Drummond e o 'Sonho' do Planeta Terra" dia 31 de outubro passado, dia em que Carlos Drummond completaria 106 anos. Fica, pois, aqui registrado, esta pequenina homenagem ao grande poeta mineiro.
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Corriam em mim
fontes e rios
Corriam em mim
águas que desciam em cachoeiras
Corriam em mim
águas que iam ao mar
As fontes e os rios secaram
Não há mais rios e cachoeiras
Não há mais águas que vão ao mar.
Teus versos soam como um alerta.
Homenagem ao grande Drumomd,merecidamente.Você está de parabéns minha querida.Voltarei.
O Poeta Maior adoraria, menina!!!
Lindos texto e homenagem!!!
Beijos, minha querida!!
Teus versos são uma linda e inteligente homenagem.
À Drummond, à poesia brasileira, a todos os que têm
consciência.
Votando.
Beijos
Corriam em mim.....hoje correm de mim...
um alento, um alerta..
Gostei e votei..
Abçs..
Oi, amigos!
Clara, Lena, Walnízia, Vilorblue... Obrigada pelo incentivo!
Um abraço!
a morte morre eternamente
no relógio da existência.
quando penso
já passou
quando falo
já passou
quando escrevo...
ah quando escrevo...
mato a morte
prendendo em fim
cada morto instânte
Drummond não deveria
nascer homem
deveria nascer poema
Paulo Ednilson.
Pois é... e Drummond nasceu, viveu e morreu poema!
Lindo o que vi aqui!
Paulo.
bela homenagem ao nosso poetamanho!
votado!
abraços,
publicando um lindo trabalho , abraçossss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 14/11/2008 12:38
Olá, Paulo Ednilson, Fernando, Mia Rosa, Hideraldo e O Novo Poeta: a vocês também, meu agradecimento pelo incentivo.
Um abraço!
MARIALUISA,
Belíssima homenagem!
Votos,
Abraços!
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