Jamais entenderás se te amo ou não te amo
Haja vista que são conhecidas duas maneiras de amar
A poesia é uma intenção de não dizer,
o som é em parte cala.
Eu te amo para dessacralizar o amor,
para torná-lo dia-a-dia
e para amar-te sempre.
Portanto, não te amo como devia.
Te amo e não te amo como se pudesse
conduzir por minha própria conta
Dois destinos e muitíssimos desatinos
Minha vida tem amor e desamor, ambos para o mesmo fim
Por causa disso te amo e não te amo
Querendo amar as faltas de amor que trago em mim.
* Paráfrase ao soneto XLIV dos "Cien sonetos" de Pablo Neruda
"Minha vida tem amor e desamor, ambos para o mesmo fim..."
Sua composição sta muit legal, fzndo repnsar sobre o "...Querendo amar as faltas de amor que trago em mim."
Spero poder ler, mais d sua forma d expressar...
At +, 1 abrço.
Como sempre perfeito e lírico!
Abçs. Benny.
Caro PIERROFXZ,
Obrigado pela presença e estímulo. Também espero ler tuas colaborações. Abraço,
Aldo
Caro Benny,
E tu, como sempre, presente e incentivador!
Por oportuno, aproveito a resposta ao teu comentário para transcrever abaixo o original de Neruda e a versão de Carlos Nejar para o português:
Soneto XLIV
Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.
Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo
Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.
Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo todavia.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desditoso.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
Um abraço,
Aldo
Que soneto maraviohoso amigo, Aldo Votto. Meus sinceros aplausos abraços e meu voto com louvor.
Carlos Magno.
Aldo,
dessacralizar o amor?
......................
não te amo como devia? - E o sacrossanto?
Meu caro, o poeta é sempre exemplo, portanto podes recorrer
a Neruda, ´ recorro, matuto, aos poetas dentre Patativa e Sebastião Marinho, sempre poetas. Mas que os teus versos nada os devem, um abraço, andre
Caros Andre, Saramar e Victor,
Três abraços e um muito obrigado triplo!
Salvas à Patativa e Sebastião,
Aldo
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