Claro!
e é todo dia que se desfia
sem cachaça ou anestesia!
janelas do peito todas abertas
- pode-se ver todo um Mar e
o seu Céu, tão íntimos
e distantes quanto
estrelas -
escorrendo pelos olhos
portas frestas fechadura
gretados,
de lá do fundo do fundo de dentro,
Luz!
Escrever pode ser perigoso
se as palavras forem ditas
sem fogo o suficiente
para não viverem nas outras mentes
e peitos que esquecem,
muitas vezes,
de sentir e aquecer,
ou
ainda,
se forem ditas sem viço
de passar longe rastros de vida...
Mas creio que não corres perigo
pois deixas rastros de Vidas inteiras
que aquecem peitos pelo invisível rio
que se estende desse Sentir
em forma de letras
lava!,
teu peito,
inteira calma e tempestademente
banquete da tua Alma crua,
obscen&docement&xplicitamente nua
a desfilar com passos de fogo
nos estuários das almas
da gente.
comentando poesia de Dora Nascimento em http://www.overmundo.com.br/banco/ceus-de-esperas
[...]
O.m. · 23/3/2008 04h34 a.m.
Oi André, poetar é preciso, poetar é viver. Claro!
Ainda que possa pareer perigoso. Ainda que possa ter pouco combústível o suficiente para voar até as mentes férteis dos leitores...
Mas voar é preciso. Portanto usamos todas as asas... sobre várias formas e pretextos. para escancarar o peito, lavar a alma, decantar as dores em nossos rios... Mas por ventura se estes rios incendiarem, virarem vulcões, que saibamos ser expelidos e através das cinzas sobreviver em algum lugar... na poesia?!
Super beijos
Branca Zil!!!
Quanta vida em cada palavra sua... decodificadas e significadas de amplos e suntuosos sentidos!!!
decantar do peito as dores... em filtros de música e Beleza que carregam a poesia para dias de Sol e Alegria, que, mesmo sem absoluta certeza, mais do que esperamos desfralde a vida bandeira de todo esse tumultuado e desregrado conjunto ordenado de Caos que é o Viver!!!
GRANDE super beijo!!!
André de tantos olhos,
olhares não similares,
espalhados por tantos lugares,
alhures...
E de janelas escancaradas,
o ápice do quase nada
engolfa muitos sentidos,
eu vivo em perigo,
eu quero o perigo,
eu sou o perigo.
Eu sou o que escrevo!
Um abração, muito grata pela generosidade, e tudo o que invade o espaço livre da poesia que assola todos nós, poetas!
Nossa menino,aqui a inspiraça~corre solta!!
Adorei seu texto!!!
Seus pirmeiros votos são meus desejando que abram muitos outros
Beijos
OLÁ, GOSTEI MUITO!!!AGORA CONTO COM VC PARA O RAPP DO INDIVIDADO!!!E POS FAVOR ENTRE NA www.YOUTUBE.COM.BR PARA ASSISTIR MEU VIDEO:*HUMURISTA*-BRIAÇO DO ZÉ DO CORGO!!
VC JÁ TEM MEUS VOTOS!!!
caro andré, cara dora, não apenas escrever é perigoso, nas visões de burroughs e de Cronemberg, como o próprio "viver é perigoso" nas palavras do mestre Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas- e também "O amor é sede depois de se ter bem bebido, nas palavras do mesmo mestre. Parabens andrfé por este poema sobtre poema da Dora.
Inspiradíssimo e inspiradora tua poesia!!!
Gostei mesmo!
beijos
Venho para fechar sua votação.Um lindo poema.Um grande abraço.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 29/3/2008 03:48Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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