e perco horas com o silêncio.
e penso que sonhar é pouco.
como estender as asas para ir se deitar no horizonte?
acho que esqueci o rosto de minha infância.
(as fotografias espalhadas sobre a mesa não falam de mim
suas luzes acusam outro universo
imagino que se trate de antimatéria)
as longas noites como abismo passam se não pouso os pés.
(que disse? me reviro sobre a cama e mergulho no outro de mim)
vou deixar as palavras entre os lírios para que o sol as alimente
dentro da alma que irei inventar agora.
Bum!
não me esperem (eu digo isso pra mim).
--- correr, correr, correr
vai, menino!
é preciso perder o medo do acaso
do sorriso e da garganta do futuro
(entro em espelhos, meus olhos se tingem de segredos
comungados por sussurros. desejo que me escutem)
pular para (...)
# estar-no-mundo
não me esperem (eu digo isso pra mim).
--- correr, correr, correr
é preciso perder o medo do acaso
do sorriso e da garganta do futuro
vai menino corre livre e sem medo
"vou deixar as palavras entre os lírios para que o sol as alimente
dentro da alma que irei inventar agora..."
muito bom! parabéns!
abraços!
José, o teu texto está maravilhoso, como sempre, cheio de lirismo. Meus sinceros aplausos, poeta.
Carlos Magno.
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