Apura o ouvido menina,
É sexta-feira
E ventania se anuncia
Apura os sentidos mulher
que há respostas por vir
sim, o porvir com o vento
É certo que os sentidos
estão ainda aprisionados
pelo mesmo, pela rotina
É e também muito certo
que só um vento há
do sul, ainda que ao norte vá
o demais, respostas, rebojo
sentido que diga aos sentidos
sentido a indicar direção
é só o amor que nos dirá
e não será em vão sentido
---
Um amor assim indelicado
preguiçoso e pasmacento,
é nem amor, que já passado.
Amor com jeito de amor
arromba porta e janela
se afirma ela sobre ele
Ele sobre ela, ambas
feras em cio sismadas
pelo brio das eras
É apenas amor, inteiro
sem qualquer mote,
arremedo, ou mensageiro
Será definitivo até a morte
com um pouco de muita sorte
----
Penso que a coincidência é
o que o acaso faz acontecer
e, em acontecendo,
deixa então de ser acaso
passando a ser casual,
e nem coincidência mais é,
sendo apenas somente
deliciosamente o que é.
Uau, gostei muito desse seu poema, identifiquei-me pelo que vivo nesse momento, sorte ou acaso, sentimentos fortes que derrubam e levantam e deixam a vida assim assim. Parabéns. Aguardarei a votação. abraços.
Cristiano Melo · Brasília, DF 24/5/2008 00:01
Olá meu lindo Adroaldo, Amei ler esse poema, primeiro no orkut, lisonja pura... agora, ao amanhecer, o vejo no over.
Talvez por um lápso, ou se lá o quê te inspiraste em meu estado de espírito para escreve-lo. Elegi-o meu, quão belo e íntimo o senti.
Um beijo...
Com carinho.
volto, com certeza.
Ah! Aro, tá uma poesia mais deliciosa que a outra...
Tô adorando !
Perdão, Adrô ! Meus dedinhos vacilam eventualmente...[:(]
Patipetista · Santo André, SP 25/5/2008 21:31
Um amor assim, levado do vento sul ao destino haverá de ser definitivo...
Perdão, escrevo usando suas palavras porque à beleza do poema não há o que se acrescentar, senão olhos e alma admirados.
beijos
É só o amor que nos dirá...
Sem precisar de retoques ou comentários esse belo poema.
Meu voto e meu carinho.
Passando para re-apreciar e votar.
Beijos.
Alice, duplos agradecimentos, que maravilhas em presentear-me com tuas vindas estimulantes, em que me espelo para tentar ser mais adiante.
Cristiano, grato igualmente por teu retorno. Por acaso puro, a personagem encontrava-se em Brasília até a data em que postaste o primeiro comentário. É coincidência, mas estava ela arasadoramente muito mais perto de ti, que leu os versos com ela aí próxima, que de mim que fizera os versos porque para lá ela fora.
Carisonhamente agradecido, Clara.
Admirável tua meiguice, Saramar, estimulas a que persevere. Grato.
Estão nos versos as delícias que percebem teus olhos, janelas escanacaradas dessa alma tão amorosa, Pati. Agradeço. Um beijinho na Lulu.
Vamos publicar então, pois está mais que aprovado.
Leandro F. de Paula · Curitiba, PR 26/5/2008 14:46
Adro,
Quero um pouco de muita dessa sorte, que o acaso não me proteja desse encanto!
Beijos, poeta!
Cris,
Se a tiver, e teremos, divido contigo, que te amo muito. Beijinho na Gabi.
Mestra e companheira Pati, dizes então que nada restou. Confere com a Lulu se é mesmo isto. Sempre há o que mais... e ela saberá nos dizer o que.
Agradecido.
Imprimatum est, Leandro. Tal arbítrio público é a nossa conquista. Agradeço.
Não há química melhor quando a paixão e o amor se misturam... acho que isso é possível."(...) Amor com jeito de amor
arromba porta e janela (...)". Obrigada por me direcionar a esse lindo poema. Grande abraço!
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