E TUDO COMEÇOU NO BRAÇO...
(AUTOR: Antonio Brás Constante)
Na vida é sempre interessante tentarmos transformar limões em limonada, ou pelo menos em uma boa caipirinha. Neste caso, o limão foi à fisioterapia que iniciei no braço esquerdo (mais uma doença em minha coleção particular), transformada no texto que você está começando a ler agora.
Para se tratar de um braço com tendinite, um bom lugar é em uma clínica de fisioterapia. Um local parecido com uma academia de ginástica, pois conta com apetrechos para prática de exercícios, mas que dividem espaço com estranhos equipamentos eletrônicos. Outra diferença é que ao invés de instrutores vestidos em roupas esportivas, encontramos ali atendentes usando jalecos brancos. Para minha sorte, fui atendido por gente simpática e competente, como a jovem fisioterapeuta Berta e de seu fiel escudeiro e auxiliar Luciano. Eram eles que decidiam em qual máquina os pacientes deveriam padecer primeiro (para mim “padecer” significava ficar preso aos tais equipamentos, com os olhos livres para ler todas as revistas que eu pudesse arrebanhar da sala de espera).
De todas as máquinas utilizadas em meu tratamento, a que tinha mais botões, mais fios ligados ao meu braço (que era antes lambuzado com gel), e que demorava mais tempo presa ao corpo (uns vinte minutos), era uma belezinha chamada TNS. Sendo a única que demonstrava surtir algum efeito positivo, pois causava algo parecido com um formigamento (sem a necessidade de colocar o braço num formigueiro). Tal benefício suscitou à vontade de utilizá-la de uma forma mais prolongada. Um aparelho assim em casa poderia ser melhor do que muita aspirina. Bastaria deixá-lo ligado ao braço lesionado, posicionar uma caixa de isopor cheio de cervejas ao alcance do outro braço, adicionar a este cenário um confortável sofá, uma almofada e uma televisão, e o tratamento ficaria perfeito.
Para por essa idéia em prática, o primeiro passo foi verificar com a turma da fisioterapia se aquilo era viável. Mas, para minha tristeza, a explicação dada foi de que o aparelho não curava nada, atuando somente no combate a dor. Na verdade, eram os outros aparelhos (que eu tanto desprezei), que traziam melhorias ao problema.
Pensei em argumentar, que se talvez utilizássemos algum tipo inovador de catalisador misturado ao gel, como por exemplo, o pó das tais pedras de criptonita descobertas recentemente, o TNS não poderia surtir efeitos mais milagrosos (lembro que no seriado SMALLVILLE, isto sempre dava certo). Caso isso acontecesse, ele poderia ser empregado em várias enfermidades, tais como a diarréia, a caspa, a gripe, o mau-olhado, a urucubaca entre outras moléstias que existem por aí. Quem sabe até atuar na cura de uma das maiores doenças da humanidade, a corrupção.
Mas preferi não arriscar este tipo de idéia. Afinal, pior do que ter uma dor no braço, é acabar sendo forçado a começar um outro tipo de tratamento, algo somente realizado em locais especiais, também conhecidos como clínicas psiquiátricas.
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).
Antônio, tudo bem?! Que legal ver seus textos também por aqui... sou editora do Vital, lá do BB... tenho sentido falta dos teus textos, hein! grande abraço!
paulinha bsb · Brasília, DF 30/6/2007 20:24Antônio, tenho usado muito essa frase nos últimos meses: Já que ganhei um limão, vou fazer uma limonada.Foi por isso que seu texto me chamou a atenção. Ainda não terminei minha limonada, pelo visto,nem voce. Gostei do texto, parabéns!
anamineira · Alvinópolis, MG 1/7/2007 10:26
Antonio Bráz, Salve!
Seu texto é muito sugestivo e reflexivo. Gostei e terá meu voto.
Também estou com o poema "Tema de Ângelus" em edição no banco de cultura, quando houver tempo, tardinha dessas dá um pulo lá, analize-o e deixe seu comentário; e se gostar aguardo voto. O link é: http://www.overmundo.com.br/banco/tema-de-angelus-1
Bjs. Benny.
Antonio, de vez em quando gosto de brincar de escrever, dá até uns textos engraçados,juntando casos detrás dessa montanhas mineiras por onde vivo. Hoje postei, veja. Está na fila de edição do Banco de cultura (Êta muié fogosa). Bom pra voce sentir um pouco de mineirismo, como aqui tem cada trem bão, sô!
anamineira · Alvinópolis, MG 1/7/2007 13:22
Olá meus jovens de todas as idades,
Finalmente consegui um tempinho extra para acessar o overmundo. Valeu pelos recados, vou procurar retribuir suas visitas na medida do possível.
Grande abraço.
ABC
P.S: - A/c Paulinha, deixei um recado no seu perfil, com algumas perguntas, quando puder me retorna ok?
rssssssssssssss.....
Ah! meu amigo, já passei por isso, mas não com esse bom humor e nem tive idéias revolucionárias como as suas.
É uma delícia ler esses seus textos.
beijos
Antônio,
Já usei esse TNS. É bom mesmo, mas melhor ainda é era a beleza da fisioterapeuta. Curava problema de visão.
KKKKKK!
Divertidíssimo seu texto... Dois comentários: caipirinha é mais gostoso e cura para corrupção? Acho que nem kriptonita! rsrsrsrs.
Sir Antoine Constante, obrigado por deixar minha noite mais feliz. Deixo-lhe um aperto de mão (quando tiver itimidade deixo um abraço) e espero que suas contribuições não sejam inconstantes.
PS: desconsidere o trocadilho
PPS: PS em texto editável é meio ridículo, portanto desconsidere o PS e, se conseguir, o PPS.
Valeu gente,
Gente valeu,
Valeu, valeu,
Gente valente, lá vou eu novamente, a ordem que impera é que um novo texto me espera, escrito, transcrito, as vezes até esquisito, mas enquanto minhas mãos se manterem livres de qualquer camisa de força, que tranquem minha força de vontade através de regras de que tentem impor sanidade, viverei e registrarei... O quê? bem, isto ainda não sei...
Grande abraço.
ABC
P.S: se vc já leu esta mensagem, é pq eu repeti ela mesmo, várias e várias vezes. O mundo é um lugar realmente cruel.
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