Economia Viva e Solidária: Alternativas de Fomento

autora
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Andrea Saraiva · Fortaleza, CE
8/10/2010 · 19 · 5
 

Amostra do texto

Economia Viva e Solidária: Estudo Propositivo de Alternativas de sustentabilidade financeira dos Pontos e Pontões de Cultura

Esse texto é fruto da consultoria à Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura e do Programa das Nações Unidas de janeiro a junho de 2010 sobre Economia da Cultura aplicada aos empreendimentos culturais e implementando a a Ação Economia Viva, conceito que como se vê ao longo do texto se transforma e sedimenta em diversos debates e ações.

A construção conceitual começa em minha experiência pessoal como produtora cultural, ainda na faculdade e com escritora, e portanto “trabalhadora” da Cultura, em um sistema produtivo em que experimentei a falta de controle, além da exploração econômica da minha própria produção.

A longa militância achou companhia no atual governo que com o Programa Cultura Viva se aliou a um fazer cultural que está longe do mainstream da mídia e do consumo, mas que representa a grande força de resistência e identidade do povo brasileiro. Os Pontos de Cultura trataram de evidenciar que as políticas nesse setor devem muito ainda a quem mantém vivas tradições, a quem inventa novas possibilidades de expressão e a quem resiste contra a imposição estética dos grandes meios de comunicação, que visam a Cultura como produto mais do que expressão, identidade e convívio.

Nesse contexto foi aberta uma imensa oportunidade de pensar a economia da cultura nos princípios da economia colaborativa. A bem da verdade, nos trouxe uma grande alegria mas também nos impôs um saudável desafio: a implementação da Ação Economia Viva exige pensar sistemicamente. Traçar estratégias, dialogar, formar redes. Não é um simples “pensar e depois um agir”. Optamos pela construção conjunta, em rede. Práxis!

A título de melhor entendimento sobre este estudo-proposta, cumpre-nos dizer que ela é uma compilação dos meus relatórios técnicos, “produto” da consultoria feita. Foram retirados somente os aspectos que diziam respeito à institucionalidade e substituídos alguns termos técnicos e jargões de “relatórios” de modo que a sua leitura ficasse menos enfadonha já que o tema “economia” também não ajuda muito.

Minha intenção é documentar - fato que poucos dão o devido cuidado - e publicizar, vez que todo o trabalho é oriundo de investimento público. No entanto, o fator mais contundente é o de compartilhamento de ideias, que dispensam justificativa.

Muitos empreendimentos culturais têm sofrido com o problema da dita "sustentabilidade financeira", esse estudo-proposta aponta algumas alternativas de política de fomento complementares aos editais. De fato é um convite para pensarmos em política pública que entendam a força e capilaridade que os Pontos e Pontões de Cultura têm e o quanto precisam avançar.

Existe vida cultural sem os editais?






Sobre a obra

Esse texto é fruto da consultoria à Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura e do Programa das Nações Unidas de janeiro a junho de 2010 sobre Economia da Cultura aplicada aos empreendimentos culturais e implementando a Ação Economia Viva, conceito que como se vê ao longo do texto se transforma e sedimenta em diversos debates e ações.

Esse é um estudo propositivo que trata da temática da economia da cultura aplicada aos Pontos e Pontões de Cultura e busca soluções simples de alternativas de fomento, para que se "desescondam" os vários fazedores de cultura desse país com vistas à promoção da tão sonhada sustentabilidade financeira.

É um convite a se pensar nos tais fomentos para além de editais.

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informações

Autoria
Implementadora da Ação Economia Viva, Consultora MinC/Pnud
Ficha técnica
Economia Viva e Solidária: Estudo Propositivo de Alternativas de sustentabilidade financeira dos Pontos e Pontões de Cultura Organização, Pesquisa, Compilação e análise dos dados: Andréa Saraiva Minc / Pnud Brasília, outubro de 2010 Revisão do Texto: Regiane Nigro
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Zezito de Oliveira
 

Andrea,

Sob o ponto de vista de politicas culturais, as referências que muitos estrangeiros que estiveram no IDEA sobre o programa cultura viva e outras ações do MINC foram muito boas.

Bom para o Brasil e para nós brasileiros que podemos exportar soluções para outros países.

Parabéns pelo estudo.

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 9/10/2010 21:18
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Andrea Saraiva
 

Olá, Zezito

Mas antes de exportar, temos que aperfeiçoar o modelo de forma que as distorções sejam minimizadas.

Temos um grande desafio pela frente que é o reconhecimento da cultura na economia e que os empreendimentos culturais assumem, por vezes a obrigação do Estado qual seja a de promover o acesso a bens e serviços culturais. Esse reconhecimento tem de vir em forma de fomento, tem que se gerar novas formas de sustentabilidade financeira. Nenhum ponto de cultura gosta de depender de editais...

Obrigada pelo comentário carinhoso sobre nosso trabalho.

Um abraço,
Andréa Saraiva

Andrea Saraiva · Fortaleza, CE 9/10/2010 21:34
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eduardo ferreira
 

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 18/10/2010 11:04
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eduardo ferreira
 

ja baixei o meu, quando puder, compro, rsrs. saudade da amiga, parabéns, andréa.

tenho um texto sobre prestação de contas desses famigerados editais que, quando não aprovados, provocam inércia e quase ninguém faz mais nada fora disso. vou postar aqui logo logo, para que o debate se acenda.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 18/10/2010 11:07
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Andrea Saraiva
 

Olá, querido Eduardo
Vamos retomar aquela idéia de um livro com vários artigos? Conto demais com o seu. Penso que devamos colocar essa temática na roda. Chega de pires na mão.

Abraços,
Andréa

Andrea Saraiva · Fortaleza, CE 25/10/2010 19:06
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