A primavera o mês de outubro mal adentra
Para escolher as suas flores, seus botões,
E postulantes mil se arvoram em eleições
Colhendo votos feitos folhas bolorentas.
Saem catando voto ao vento, voto ao nada,
Votos à venda – que cruel situação
Deste país, que, sem justiça e direção,
Faz do seu povo incauto, escravo, qual boiada.
Tudo porque tem mais presídio que escola,
Tem mais ladrão que patriota no comando,
E fome oculta sob o samba e sob a bola...
Por isso é que escolher governo é essa agonia:
O eleitor e o candidato se enganando...
Comercializam a arma da cidadania.
É preciso combater sempre o comércio do voto.
Frazao my brother · Anastácio (MS)
É preciso combater sempre o comércio do voto.
Tudo porque tem mais presídio que escola,
Tem mais ladrão que patriota no comando,
E fome oculta sob o samba e sob a bola...
Seu Trabalho é muito legal.
Vocé colocou o dedo no problema do Brasil.
É um Problema de consciéncia e cidadania.
Problema de uma Educacáo alienante.
Paulo Freire pensou muito nisso.
http://www.overmundo.com.br/agenda/vi-seminario-paulo-freire-na-unicamp
Abracáo Amigo
Beleza meu caro Frazão! Flores, cédulas e votos ao vento de outubro! É o pais do carnaval, do suor e do cacau. Deus é brasileiro o resto é perfumaria. Um grande abraço e 10 pelo texto!
raphaelreys · Montes Claros, MG 19/3/2008 15:05
Frazão,
muito oportuna a poesia que acaba de postar. Texto bem construido. Concordo com a mensagem. Como cidadãos precisamos, urgentemente, valorizar o voto nosso de cada dia.
Destaco esses versos pois são forte e verdadeiro.
Tudo porque tem mais presídio que escola,
Tem mais ladrão que patriota no comando,
E fome oculta sob o samba e sob a bola...
Prazer em te conhecer, brother
E o brasileiro de verdade desiludido.
Gostei muito do seu texto.
Volto correndo para os votos.
Um abraço mineiro.
Perfeito, mais que urgente! Diga-se complicada situação a se resolver, parabéns
Alice, bem-vinda. Obrigado pelo comentário. Um tacacá com muito camarão pra você...
Joca, bem observada a matemática pitagórica prisão x escola (irônico sinônimo). É a força de expressão poética e a proporcionalidade com que avançam as escolas do crime em oposição à boa escola (...boas escolas mesmo são pouquíssimas, e, se pensarmos na escola segundo Pitágoras, aí que as cadeias ganham de goleada). E até no sentido anotado por você (prisão deveria reeducar), quanto mais a prisão inexiste como educandário, mais existe como prisão e escola do crime. A impunidade, essa aberração. Sua palavras não se jogam fora. Abraços.
Azuir, educação alienante mesmo. Valeu, poeta.
Raphael, boa interpretação: as flores e cédulas dando em árvore...
Ana, quanto tempo! (serve também para mim).
Beri, a situação é complicada mesmo. Mas é que muitos educadores pensam que preparar o indivíduo para a sociedade é apenas formá-lo intelectualmente.
obrigado a todos.
Querido Frazão:
De palavra em pa_lavra vamos combatendo e denunciando a corrupta comercialização de engana_ações.
Belo poema!
Beijos_Meus*
*
Frazão, sempre fico triste quando a realidade terrível invade a poesia.
O spoetas, porém, nunca se calam diante do que nos envergonha.
Gostei demais do seu soneto. Fico cada vez mais admirada deste seu talento enorme e da sensibilidade que transforma em versos até fatos tão tristes.
Parabéns! Sua voz é a síntese de muitas vozes.
beijos
Este é o canto guerreio do meu amigo Frazão!. Fazendo da poesia, com faz dos seus textos em prosa, instrumento de contestação, indignação ou de alerta, como nas suas belíssimas obras pantaneiras.
Concordo plenamente contigo em cada um dos seus versos e parabenizo-lhe pelo soneto de rimas perfeitas.
Um grande abraço
VO(L)TANDO, mas querendo... rsrsrs
Beijos_Achocolatados*
*
Muito bem Frazão !
Pra todos refletirem , o que tem mais valor, o que vale a pena !
Abraço fraterno !
Desejo de Feliz Páscoa junto aos seus !
voltei e votei my brother.
bjuuussss...
Frazão,
e por aqui essa realidade perdura mais ainda... abusam da fome do povo. Maravilhoso poema, poeta!
abçs de betha.
Nós podemos mudar,é só escolher na hora de votar.
Obrigados somos sim,santa democracia!
Mas nosso voto não pode ser de cabresto.
Muito bom.
Que prazer carimbar o passaporte para a prmanência definitiva do teu poema no overmundo.
Votadíssimo!
Abraços
Salve, Frazão!!!
Ótimo impulso para que resgatemos de vez a cidadania
e nosso orgulho, responsáveis pelo nosso voto consciente.
Frazão,
Muito bom poema!
Assim cumprimos nosso papel com detentores da arte.
Exercendo a cidadania com a denúncia.
Grande abraço,
Regina
Frazão,
Eu não vejo a coisa totalmente assim. Vendeu, comprou; culpado, inocente. A coisa não anda atrelada à vontade do cidadão. A coisa anda atrelada à montagem do sistema. O Sistema são as Forças Armadas Brasileiras, a Doutrina Militar Brasileira.
Isto de dizer que o cidadão pode mudar - não pode. Por ex. São 500 e tantos deputados, eleitos com tantos milhões de votos. Se só houver na soma UM MILHÃO - serão eleitos 500 deputados. Se houver 500 mil votos, serão eleitos 500 deputados. etc. O Congresso não pode deixar de funcionar, e não pode funcionar com 400 Deputados. A Presidencia da República não pode ficar vaga por falta de voto, etc. etc. até a Prefeitura de Gilbués.
Quem se candidata aceita as regras do sistema, está claro. Mudar o sistema, é preciso MEDRAR A Doutrina Militar Brasileira. E Zumbi, não a medrou.
- A pergunta é: quem vai mudar, não é o cidadão? - Não. Quem vai mudar são os interesses do proprio sistema do Brasil, no meio do Mundo.
Por ex. a questão da prostituição infantil, feita bancada por italianos e espanhóis, holandeses, etc. etc. Duma hora pra outra,
sem pensar naquelas crianças, o governo endurece com os espanhóis, esta semana com os italianos, um pouco de holandeses no Recife. E nunca mais será a mesma coisa.
- Resumo: O próprio sistema quando se senti ameaçado sinalizará a mudança e o cidadão acompanha. E o Exército vistirá a camisa. Sendo ele o último, historicamente foi assim.
um abraço, andre.
Lili, muito obrigado. Palavras não são apenas palavras. E a ironia é uma das figuras que têm importante papel provocador na poesia.
Saramar, fazer poemas assim é sangrar, mas a santa poesia também tem sua espada fundamentalista rsss. Obrigado.
Agenor, somos guerreiros, eu, você e tantos, na trincheira do Aquidauana. Obrigado pelo carimbaço...
Pati, com certeza o voto cidadão ainda é o de maior valor.
Beri, obrigado pelo voto poético.
Betha, valeu, overmana. Parece que é o encontro da fome da barriga com a fome do poder, na esquina da velha praça da hipocrisia.
Clara, é difícil, mas não desistiremos nunca. A pior democracia ainda é melhor que a melhor ditadura.
Victor, lembra do comício de sua crônica? Não era assim.
Rangel, é isso: vender o voto é ferir o orgulho-cidadão. Obrigado, mano.
Regina, é o poema temático com sua função social, sem perder de vista a arte, a quem deve sempre servir.
André, obrigado pela sua visão experientada, realista. Não se vê tudo de um jeito, mesmo. Por fragilidade da educação e da cultura, pela má distribuição de renda e pelo sistema corrupto imposto (com essa lei eleitoral que favorece o poder econômico) é que o soneto diz:
Faz do seu povo incauto, escravo, qual boiada
O sistema faz com que os dois lados vivam se enganando e por isso
Comercializam a arma da cidadania. Uma pena.
Obrigado, amigos. Ainda com votos de uma Páscoa sempre presente no coração.
vale meu voto e
de graça, viu?
...
vale também uma ida à locadora para assistir 'QUANTO VALE OU É POR QUILO?" dirigido por Sérgio Bianchi
muuuuuuuuuuuito a ver
Frazao my brother · Anastácio (MS)
Eleições
Uma Poesia de Época.
Por isso é que escolher governo é essa agonia:
O eleitor e o candidato se enganando...
Comercializam a arma da cidadania.
Voto com louvor.
Abracáo Amigo
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