É interessante analisar as estratégias de campanha encabeçadas pelos dois principais partidos do Brasil e de Minas gerais – PT e PSDB. Ambos lançam suas candidaturas a partir de alianças com as duas maiores forças eleitorais de cabresto do país: o PMDB e o DEM.
Ambos expõem a mesma plataforma de governo, sintetizada em “vamos continuar o que é bom e melhorar ainda mais”, reconhecendo os méritos de seus partidos e dos adversários, sem grandes críticas ou proposições concretas de mudanças.
Mas o mais curioso é como o discurso publicitário varia entre os níveis nacional e estadual da campanha:
NO BRASIL:
Dilma, uma ilustre desconhecida, é vendida como “a queridinha do Lula”, por sua altíssima aprovação como presidente, esperando a transferência de votos. “Daqui a 4 anos ele volta...”. E está ganhando.
Serra critica Dilma por não ter passado político e por ser apenas apadrinhada pelo presidente. E está perdendo.
EM MINAS:
Anastasia, o atual governador, que pouquíssimos mineiros sabiam de quem se tratava até agora, cresce vertiginosamente nas pesquisas depois de em seu lugar, ocupar o tempo da TV com a imagem e as palavras de seu “padinho”... o Aécio, uai... que de quebra ainda precisa se eleger senador e leva de brinde aquele velhinho que já está ficando meio gagá. E estão ganhando.
Hélio e Patrus criticam Anastásia por ser apenas uma sombra de Aécio enquanto eles foram ministros do governo Lula e são amigos de Dilma, que vai ganhar. E estão perdendo.
Vejam como as estratégias se invertem no estado e no país! Tudo isso depois da estranha aliança que elegeu apertado o ilustríssimo prefeito de BH que ninguém também conhecia em 2008, e que aparece no horário eleitoral lendo o teleprompter com muita dificuldade pedindo votos para os deputados do PSB e, acreditem, apoiando Dilma e Anastasia! Ainda bem que ele tem 2 nomes pra votar para o senado. Senão os “padinhos” Aécio e Pimentinha iriam se estranhar... e de Clésio Andrade (o ex-vice de Aécio) também pedindo os seus, com o fundo de Hélio, Patrus e Dilma.
A velha estratégia do apadrinhamento e da transferência de votos parece já ter definido, com bastante antecedência, o resultado das eleições de 2010 em Minas e no Brasil. Nos palanques e nas TVs, candidatos-simulacros sem carisma que se vendem sob as bênçãos explícitas de seus padrinhos. E por aí vão os rumos do sistema democrático brasileiro, em que os publicitários e marketeiros fazem política.
O texto compara as estratégias de apadrinhamento eleitoral nas campanhas de 2010 no Brasil e em Minas Gerais.
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