Eletro-choque
Para ‘parada cardÃaca’, de Paulo Leminski
Dói.
Mas dói menos.
Troquei tua continência
Teu gesto contido
Pelo verso atrevido
De um menino.
Dona NÃcia,
para completar o diálogo:
Parada cardÃaca
Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure
vem de dentro
Vem da zona escura
donde vem o que sinto
sinto muito
sentir é muito lento
paulo leminski (livro DistraÃdos Venceremos)
pois bem, que coragem escolher dois mestres máximos (Quintana e Leminski) nas conversas nos versos.
continue essa tertúlia transcendental.
saudações venéreas
Bem, diante da concisão para falar do choque..não me esqueço das palavras do poeta eletrizante: "Nomes a menos". "que não tem nome que conte / nem coisa pra se contar" Nome não é coisa, é o que resta das coisas quando elas passam. E todas passam, só os nomes ficam, a palavra é mais resistente do que a coisa nomeada. E eu que luto com as coisas e os nomes. As palavras e as coisas. Melancolia da linguagem.
boas trocas! dito e vc trouxeram muito pra cá;))
Atrever-se sempre dó menos que calar-se
Beijos e publicado
eletrocutei-me, aqui na minha cadeira de balanço...
troco da vida...é assim que se faz : à eletricidade dos fatos !
ótimo !
bj
Sintético e preciso.
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