Vou passeando pelo Overmundo lendo histórias de Senado, faço o meu comentário a propósito de participar criando o meu espaço. A internet em meu colo soa um barulho da ventoinha. Sempre quis publicar textos de ficção e esperava por assuntos extraordinários, por que não o cotidiano? O tempo agora está assim ocupado com meus dedos teclando nesse painel de letras que se entrelaçam em novos significados. Estar a toa é um privilégio para a realização dos gostos mais lúdicos. O quarto aqui é tranqüilo. A brisa que entra da janela recortada contra a faixa azul de céu que se delinea através do muro vizinho. As toalhas dependuradas como duas sentinelas emolduram esse quadro. Meu livro de História da Arte, meu dicionário de inglês, meu caderno de anotações, meus papéis avulsos se esparramam sobre a cama. As roupas se ajeitam sobre uma cadeira, os livros e cd's se acomodam num suporte para televisão, duas garrafas d'água Prata vazias, o remédio de uso infantil, o quadro que pintei do amigo, os papéis e moedas do dinheiro encimam a televisão gradiente Stilus que ganhei do irmão. Esse é um fragmento da crônica do meu momento, sem pretensões de criação apenas uma forma de ocupar meu tempo dando valor a esse bem-estar que é poder estar no aconchego do meu quarto acompanhada das minhas coisas mais queridas porque são cuidadas e cuidam de mim. Agradeço os meus sapatos que seguem meu estilo e estão enfileirados debaixo da cama, que já deixo pronta pra dormir, com meus lençóis, cobertures e dois travesseiros. Agradeço minhas blusas de frio que me protegem quando o tempo muda, agradeço o meu perfume que pedi Gabriela Sabattini e chegou Inspiração. Agradeço o SYM que não me deixa na mão em cada mês de menstruação. Minhas meias que lavo e as enrolo a cada vez que as uso. Agradeço as vezes que uso o celular e ele facilita a minha vida. A porta está aberta, agora não range, e o vento imperceptivelmente a balança. Uma sacola de garrafas d'água está no chão, e uma caixa de presente que utilizo como lixeira. Meu quarto é branco, e aqui tudo é puro como o ar que eu respiro. Sou grata à beleza da vida, às situações em ordem, à individualidade de cada um, e ao sentimento de ser feliz. O que vale é a gente viver bem acima de todo e qualquer sofrimento que aliás deve ser abolido da face da terra, porque ninguém por mais que deseje o mal merece sofrer. Porque todo e qualquer sofrimento que nos denigre é em vão. Devemos desejar para o outro apenas o que desejamos para nós mesmos, e esse desejo é somente o bem. Porque antes de tudo amamos a nós mesmos, e merecemos o amor do outro. Porque simplesmente vale a pena existir em graça com as nossas virtudes e defeitos comuns a todos. E sejamos bem e felizes sempre. Com amor e afeto, justiça e harmonia, respeito e tolerância. Pelo nosso melhor.
Diário que poderá se encaminhar para uma crônica do cotidiano.
te entendo....
o over me salvou. amigos sao pra isso mesmo!
gostei do seu texto.
simplis, direto e verdadeiro.
um desabafo num momento de sentir o outro.
bjssssss;
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