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En prise!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 29/7/2008 18:05 · 122 votos · 17 comentários ·  
1
overponto
é já acontecido tudo
é já acontecido tudo
Eu não devia me apaixonar assim, mais.
Eu sofri por amores assim antes, demais.
Tu não podias apaixonar-te assim, agora.
Tu não devia ter-me beijado àquela hora.

Eu nunca vou deixar de te querer, tanto.
Eu sempre vou te amar, isso é encanto.
Tu viverás, por certo pensando em mim,
Tu sempre vais me amar, penso que sim.

É triste que assim seja, tão distante estás.
É um drama ainda maior, parte o coração.
Queria poder beijar-te sempre, outra vez.
Queria poder ver-te, um minuto talvez.

Fala comigo, amor. Escreve uns versos
Pelo avesso dessa malfadada dor, tem dó.
Diz que me quer, que me ama, querida.
Diz antes que se vá a minha vida ao pó
sobre a obra
Nenhum movimento mais
não mais momento nem
Entrega ou repousa
desespera ou ousa
está escrito no quadro
nem tudo pode ser lido
embora já acontecido


tags: Porto Alegre RS poesia paixao amor adroaldo-bauer
 
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Autoria   Adroaldo Bauer
Data   29/7/2008
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Adroaldo,

Lindo e sensível poema
a chama de esperança vibra em seu quadro.
Que " ela" faça por merecer seu amor maduro e de entrega total.
Bjssssss

Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 27/7/2008 12:37 
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Ei Adro, que coisa liiiiiinda!!! Mas eu ficaria mais tranquila se essa malfadada dor fosse um pouco de fita...Coitada da sua musa, vc é um bocado tirano rs rs rs
Bjs da Ize

Ize · Rio de Janeiro (RJ) · 27/7/2008 20:06 
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É fita não, Ize. Mas tem curta durção. Passa sempre quando sopra um vento cálido do norte de aqui, do mar, que me traz o perfume da sereia que lá me encanta, que ela dorme na areia... ou apenas passeia.
Ah, Ize, a musa não é coitada, ainda, pelo menos por me inspirar. Talvez por inspirar a outrem, sabe-se lá das vidas das musas, que nem sei se se organizam para decidir a quem inspirar, quando e por quanto tempo.
Eu as convoco sempre e, vez por outra, mesmo em sonhos, se me aparecem.
Beijos meus pra tu.

Ela já o fez e muito por merecer,ao acender tanta paixão, Doroni. Apenas que, em combustão rara, se afastara por instantes, despertando a tirania dos versos, que a quer a toda hora, a todo tempo, por toda a vida, a cada piscar de olhos, roçar de auras iridescentes,inda que distantes no espaço, juntas as almas no tempo, na vibração.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 27/7/2008 20:22 
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Tão bonito, Poeta, a perene afirmação do amor, ainda que tão longe estejam os que amam.

Lembrou-me o fragmento de um poema que gosto muito:

" (...) Quando alcançaremos
o limite, o ápice
de perfeição,
que é nunca mais morrer,
nunca mais viver
duas vidas em uma,
e só o amor governe
todo além,
todo fora de nós mesmos?
"
(Carlos Drummond de Andrade)

Beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 27/7/2008 21:38 
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Adro, voilà! en prise está a moça. acuada. Vc ganhou a parada. Pré-xeque-mate de versos anunciado. En prise!
Bem, mas no clima, vou com a Ize -pego carona no elo afetivo de vcs pq aí vc não briga comigo, e digo. deixe de manha.
ah, e por falar em prise..bem, essa me lembrou certos perfumes lanaçados ao som de steppenwolf - born to be wild
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 28/7/2008 00:42 
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Tá bem, tá bem, tá bem. Cedê... vou tentar desamanhar.

Saramar,
Drummond na hora e dose certas: sempre amar.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 28/7/2008 14:14 
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belissimo poema! o amor maduro é o melhor dos amores!

Parabéns pelo poemaço!

beijos no coração
celina vasques · Manaus (AM) · 29/7/2008 14:27 
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gostei muito mesmo.votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 29/7/2008 15:03 
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Adroaldo,
Fico feliz, que essa musa lhe tenha inspirado tão belos versos. Afinal, sonhar é que traz um colorido especial a vida e faz a existência parecer mais bela.

bjsss e meu cainho
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 29/7/2008 16:27 
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Digo carinho,
bjsssssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 29/7/2008 16:28 
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Denise A Souza lindo. Bjs Dê
Denise A Souza · Guaratinguetá (SP) · 29/7/2008 23:33 
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Bauer, tudo certo?

Gostaria de ter a sensibilidade que você tem. Ou não gostaria, sei lá! Não consigo escrever sobre o amor, não o amor forçado ou amor apelativo, aquele feito pra dar ibope.
Falo deste amor que você descreve neste poema, de sentimento que sem duvida ficou perfeito. Rimas casuais e tocantes. Meu amor escrito segue a linha do matador de aluguel, é desconfiado, esconde-se, eu nem mesmo costumo usar a palavra amor. Bauer, não sei se isso é um defeito, mas prefiro isso, a tentar jogar o sentimento como lixo por meros pontos.
Por isso este mundo over tem sido inspirador, poemas como “En prise” tocam sem ser piegas. Você tem esse dom, belo poema. Parabéns.

AbR
AUt!

autografado · Presidente Prudente (SP) · 30/7/2008 13:36 
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Aut,
Passava-se semelhante fato comigo, até me dar conta de que não estava eu falando o necessário à superação do ódio que percebo na sociedade que me cerca e oprime... reprodução de realções e ódio que pretendia ver derrotadas apenas com a força crescente da consciência e da auto-organização dos de baixo contra a iniqüidade e a exploração dos de cima. Não era suficiente. Não foi suficiente.
E comecei a falar de amor novamente - não só, mas também.
E nem faz muito tempo, coisa de umpouco mais de dois anos, de um modo natural quase, sem planejar, à busca de encontrar razões para existir com alguém, sem ser só a saudade dos amores já acontecidos ou de ter alguém que quisesse saber disso também comigo.
E, então, acostumei a escrever essas palavras com a naturalidade que o sentimento que elas exprimem requerem para que soem assim como são e não apenas pareçam ser.
Amar é humano.
Sinto-me mais humano.
Amar é prazeroso, me permito e desejo mais prazer.
Amar é também uma forma de luta, luto também com e por amor.
Quanto mais se ama, mais se recebe amor e menos espaço há no mundo para o ódio.
O amor à pessoa amada, então, é quase a necessidade do oxigênio, dizer dele alto, a qualquer hora, sonhar com ele, querê-lo a todo instante, até nos mais impróprios momentos. Eu costumo dizer: gritar na praça!
Bem.
Isso acontece com a necessidade de eu dizer issso e viver isso. Não é receita, é só um caminho que sigo.
Grato por tua leitura e instigante comentário.

Denise,
agradecido fico.

Doroni,
A vida está mais bela. E, principalmente, querida, se se a percebe assim! Grato.

Marques,

Fico sempre feliz quando gostam do que faço. Agradecido.

Celina,
Não quero te contrariar, mas me sinto um guri escrevendo assim do amor maduro que falas. Agradeço.









Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 30/7/2008 15:43 
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mano adroaldo,

é sempre difícil quando o amor se torna um rescaldo de dores penosas, e nos faz crer que melhor seria não amar... é difícil, igualmente, pôr isso em palavras, sem prejuízo entre emoção e linguagem. tens aqui um belo intento. sinto falta de seus comentários e visitas!...

abraços,

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 15:52 
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Tô em falta contigo e com muita gente amiga daqui e de outras plagas, amigo grande.
É que me deixam ficar umas duas horas no pecê e eu tento espichar, mas quase não dou conta de responder a quem vem a meus postados.
Convalesço de um acidente cardíaco em abril, tomo há 100 dias alguns medicamentos diários e isso me tonteia ou me agita, às vezes até aflição/ansiedade pinta e tento controlar fazendo nada. Mas dizem que passa, espero, confio.
Já me criticaram comm justiça, inclusive, que estou me fazendo e me valendo dessa condição para apresentar um perfil acentuado de carência, não acho que seja, mas aparece assim. Tento mudar.
Porém, há carência de amor, sim, em mim como há no planeta a mesma necessidade.
Vistar-te-ei. Tenho muito gosto pelo que escreves também.
Grato, Renato.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 30/7/2008 16:05 
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adroaldo,

puxa, mano... fiquei preocupado com esse acidente cardíaco...! a enfermidade é, via de regra, um regulador feito a desregulamentos, e tende a se tornar, amiúde, uma mestra silenciosa, por vezes bastante severa. digo isto porque há um certo tempo atrás padeci das piores dores físicas de toda minha vida numa cirurgia, e este tempo serviu-me como baliza para tudo em minha vida. desejo a ti todas as melhoras possíveis, e podes contar comigo - ou pelo menos com minhas palavras - como ungüentos metafísicos disponíveis a qualquer hora do dia e da noite, sim? vá n a página branca e leia um poema chamado "caros amigos". um presente pra ti, mano.

abraços! e melhoras!

r
Renato Torres · Belém (PA) · 30/7/2008 17:41 
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Adroaldo... conseguiu dizer algo que tá gritando dentro de mim com um poema tão simples, tão coeso e belo... amo a simplicidade... vc escreveu com alma, percebe-se nas linhas. E sim, ela sempre vai te amar... ela sempre vai nos amar... só esperamos os versos antes que seja tarde :)
Eric Araújo · Belo Horizonte (MG) · 31/7/2008 02:55 
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