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Energúmena morte

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O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP
30/3/2011 · 2 · 5
 

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Energúmena morte




Na minha morte teve festa e música alta.

Eu tinha dezenove anos, ainda não sabia
o que era engano.

Morri com ela aos dezoito anos com uma
louca euforia em panos.

Fiquei tentando viver longos vintes poucos
anos.
Mas era difícil ressuscitar com aquela
energúmena.

Cheio de merdas no entorno existencial.

Quanta discórdia e burrice pragmática,
até no sexo perdi a prática.

O meu velório tinha pessoas angustiadas e
abstraídas.

Minha mãe morreu depois com agonia no
rosto morreu mais de desgosto.

Na minha morte falei pouco com quem eu
mais amava.

Entrei em decomposição sem composição
poética.

Estou me avigorando pra nascer de novo
nesse plano que ajudei a me matar vivo.

Eu nem cheguei ao céu ou quis ficar no
inferno.

Foi no inverno que me desfiz do terno de
madeira terreno.

Sem a branca me escoltando, só feliz e
sereno, em paz me fiz moreno já me
amando.











O NOVO POETA. (W.Marques).
http://poetadefranca.blogspot.com/

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ayruman
 

Excelente Poema amigo onde a força do inusitado determina a cena!

Saúde e Paz...

ayruman · Cuiabá, MT 28/3/2011 22:40
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Sihmoneh Maia
 

Realmente lindo, muito bem construído, inteligente e profundo. O post mortem de um ser errático que não se arrepende do que fez. Mas o poema é tão lindo que acaba até ofuscando a tragédia.
Parabéns, és um grande poeta!
Abraços

Sihmoneh Maia · Santo André, SP 29/3/2011 07:45
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Doroni Hilgenberg
 

Interessante esse seu poema Wilson .
Parece até que os desatinos da vida vão nos matando aos pouquinhos. bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 29/3/2011 23:55
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- M.Leite
 

Uau! Que interessante sua linha de pensamento.
Se pudesse escolher a morte bonita e estonteante assim?
Porém digo, que há mais de impressionista em seu poema do que nessa simples imagem. Ironia? O tempo não respeita os sonhos!

- M.Leite · Virgínia, MG 31/3/2011 13:56
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Wuldson Marcelo
 

A vida passa e a cada minuto ficam sonhos para trás, o que não conhecemos nem vamos conhecer. Nada resite ao tempo que tem na morte uma aliada. Só o desejo mais voraz pela vida a redime e lhe proporciona o tempo que o Tempo não oferece. Morrer em vida, ajudando-se a se matar, é um fragmento que captura a alma de quem lê o poema.

Wuldson Marcelo · Cuiabá, MT 18/4/2011 13:09
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