Enquanto a mão tece o poema
outra cena acontece,
obscena.
Mas não
é obscena
a prece que se tece
entre os dedos do poema.
Entretanto,
entretece
o olho e a pena.
A cena,
que acontece
obscena,
ao mesmo olho acena,
mas não move
esse poema.
Este poema conquistou o 3º Lugar no II PRÊMIO BANESE DE LITERATURA. Aracaju, 2006.
Ótimo "alinhavado" de palavras!
Também gosto muito de "costurar" dessa maneira...
Parabéns Jorge Henrique, merecido prêmio!!!
Voltarei na outra fila
Beijos
Obrigado, Cherry. Fico feliz por ter gostado.
Um abraço.
Gostei demais do jogo das palavras!
beijos
Tendo conquistado o terceiro lugar, e presumindo que não houve favorecimento para os primeiros e segundo, fica a vontade de conhecer essas obras primas que conseguiram superar seu talento. Abraços e voto.
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2008 05:01Trocadilho curioso e muito inteligente, essa repetição foi de uma escolha muito sábia, por isso ganhou um prêmio.Parabéns!!Beijuuss
Rafaela Silva Santos · Ribeirão Preto, SP 21/4/2008 00:15
Muito bom!!! votado com louvor...estou com essa musica passe por lá e comente se gostar...
http://www.overmundo.com.br/banco/alma-ferida
Enquanto a mão tece...
Aqui deixo meus votos.Parabéms!
Jorge, alguns poemas transcendem o tempo em que nasceram.
Este belíssimo exemplo, poderia ter sido escrito nestes dias em a tristeza toma as almas de todos diante de obscena cena, de morte e horror.
Por isso, sou sempre sua admiradora.
beijos
Obrigado, amigos, pelo carinho.
Um abraço a todos.
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